Um incêndio de grandes proporções atingiu, na tarde deste sábado, o pátio de veículos da Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana (Semob) em Cabedelo, na Grande João Pessoa. Não há informações de feridos.
Segundo informações preliminares, o fogo teve início por volta das 16h30, rapidamente se alastrando entre os carros estacionados no local.
A Unimed João Pessoa passou a ser alvo de uma investigação do Ministério Público da Paraíba após dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) apontarem um elevado volume de reclamações de beneficiários, autuações e multas aplicadas à operadora nos últimos anos.
De acordo com a portaria que instaurou o procedimento preparatório, nessa terça-feira (30), a ANS registrou 3.399 reclamações contra a Unimed João Pessoa entre 2023 e 2026. As principais queixas envolvem dificuldades relacionadas ao acesso aos serviços de saúde e demora nos atendimentos.
O tema mais recorrente foi “Regras para Acesso aos Atendimentos”, com 1.189 registros, seguido por “Prazos Máximos para Atendimento”, que somou 625 reclamações.
Os dados também mostram que a operadora foi alvo de 112 autos de infração lavrados pela ANS entre 2023 e 2026. Desse total, 96 foram considerados válidos, resultando na aplicação de 47 multas, que juntas ultrapassam R$ 4,26 milhões.
Outro dado destacado pelo Ministério Público envolve a posição da operadora no Índice Geral de Reclamações da Saúde Suplementar (IGRMH). A Unimed João Pessoa ocupou a 134ª colocação nacional em 2023 e 2025, a 123ª posição em 2024 e melhorou para a 53ª colocação em 2026, conforme dados parciais da ANS.
Apesar da evolução no ranking, a investigação aponta preocupação com os indicadores relacionados à garantia de acesso aos serviços. Segundo o documento, o Índice de Desempenho da Saúde Suplementar (IDSS) apresentou resultados considerados positivos nos últimos anos, mas o indicador específico de Garantia de Acesso (IDGA) permaneceu em nível inferior ao considerado satisfatório pela própria agência reguladora.
O Ministério Público também cita o elevado número de ações judiciais envolvendo a operadora na Paraíba, especialmente em demandas relacionadas à autorização de procedimentos médicos e hospitalares.
Diante dos números, a Promotoria de Defesa do Consumidor instaurou procedimento para apurar se há descumprimento recorrente das normas regulatórias da ANS relacionadas aos prazos de atendimento e autorização de procedimentos, além de possíveis impactos aos usuários dos planos de saúde.
A Unimed João Pessoa foi notificada para prestar esclarecimentos ao Ministério Público.
O prefeito de Porto Alegre e presidente da Frente Nacional de Prefeitas e Prefeitos (FNP), Sebastião Melo, irá apresentar o estudo de impacto econômico da medida eleitoral que pretende acabarcom a escalada semabak de trabalho 6×1, que ignorou todas as advertências para a irresponsabilidade da proposta.
De acordo com esse estudo, a demagogia eleitoreira deve provocar aumento de custos de cerca de R$ 35 bilhões ao ano para as prefeituras, por essa razão a FNP pretende defender uma regra de transição para os contratos públicos que permita a adequação das legislações orçamentárias municipais.
O estudo e a defesa da regra de transição serão apresentados nesta quarta (1º) durante a sessão de debates sobre a PEC 221, de 2019, que trata da redução da jornada de trabalho e do fim da chamada escala 6×1 no Brasil, no Senado Federal. A sessão está marcada para começar às 10h.
Também confirmaram presença os prefeitos de Curitiba, Eduardo Pimentel, Marcelo Zeitoune, de Boa Vista (RR), Gilvan Ferreira, de Santo André (SP) e Heron Guimarães, de Betim (MG).
O Pleno do Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) decidiu, por unanimidade, na sessão desta segunda-feira (29), manter a condenação do governador Lucas Ribeiro (PP), pré-candidato à reeleição, por propaganda eleitoral antecipada.
A ação foi proposta pelo MDB, partido que tem o ex-prefeito Cícero Lucena como pré-candidato ao Governo da Paraíba.
O julgamento foi iniciado no último dia 18 de junho, mas havia sido interrompido após pedido de vista do desembargador João Benedito, que teve dúvidas sobre o contexto em que ocorreu a manifestação atribuída ao governador. Ao apresentar o voto nesta segunda-feira, ele acompanhou integralmente a relatora.
Agenda com ministro de Lula
O caso teve origem em uma agenda institucional realizada em abril deste ano, com a participação de representantes do governo federal, entre eles o ministro Guilherme Boulos e outros aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Durante o discurso, Lucas Ribeiro utilizou a expressão “Faz 2 L”, em referência às iniciais de Lucas e Lula. O trecho foi amplamente divulgado por perfis nas redes sociais.
Ao votar, João Benedito afirmou que o fato de a manifestação ter ocorrido durante uma agenda institucional reforça o caráter irregular da conduta.
Análise da desembargadora
Na sessão em que o julgamento foi iniciado, Helena Fialho já havia sustentado que o conteúdo do vídeo não deixava dúvidas sobre a referência eleitoral. “Desde o primeiro momento em que vi o vídeo não me deixou dúvida de que o ‘Faz o L’ remetia a Lucas e Lula”, afirmou.
A relatora destacou ainda que a Justiça Eleitoral possui entendimento consolidado de que expressões com carga semântica equivalente aos pedidos explícitos de voto, as chamadas “palavras mágicas”, também podem caracterizar propaganda eleitoral antecipada.
Na decisão, Helena Fialho concluiu que o uso da expressão, associado a discursos sobre continuidade administrativa e compromisso coletivo, criou um contexto de viés eleitoral, extrapolando os limites permitidos para a pré-campanha e comprometendo a igualdade de oportunidades entre os futuros candidatos.
Bolsas de intercâmbio: veja como se inscrever no programa da rede municipal. Foto: Ascom PMJP/Divulgação.
Uma decisão da 1ª Vara da Fazenda Pública de João Pessoa determinou a suspensão imediata de novas contratações temporárias na Secretaria de Educação da Capital. A liminar atende um pedido em uma Ação Popular promovida pelo advogado Olímpio Rocha, representando candidatos que estão no cadastro de reserva de um concurso público para Educação municipal.
A juíza Andréa Gonçalves Lopes também determinou que o município não prorrogue contratos temporários que já ultrapassaram o prazo máximo de 24 meses.
Segundo a decisão, o município mantém 2.402 contratos temporários ativos na rede municipal de ensino, número superior ao de servidores efetivos – 2.060 profissionais.
Outro dado que chamou atenção é que 2.154 desses contratos permanecem ativos há mais de dois anos. Destes, 1.230 já ultrapassam uma década de vigência, situação que, conforme a decisão, reforça indícios de utilização de vínculos temporários para atender necessidades permanentes da administração pública.
“A ilegalidade das contratações temporárias é reforçada pela análise de sua duração. O artigo 4º da Lei Municipal nº 14.375/2021 limita a contratação temporária ao prazo máximo de 12 meses, admitida uma única prorrogação por igual período. Essa prorrogação reiterada desvirtua os requisitos constitucionais estabelecidos no Tema de Repercussão Geral 612 do Supremo Tribunal Federal (RE 658.026/MG), que exige a predeterminação do prazo de contratação, a transitoriedade da necessidade, o caráter excepcional do interesse público“, diz a decisão.
Até agora a prefeitura ainda não se posicionou sobre o tema.
Recursos prometidos pelo Governo Federal para reconstrução de municípios paraibanos atingidos pelas fortes chuvas registradas em maio, ainda não foram liberados, segundo o presidente da Federação das Associações de Municípios da Paraíba (Famup), George Coelho.
Os prejuízos provocados pelas chuvas atingiram estradas, ruas, unidades públicas e residências, além de comprometerem a infraestrutura em diversas cidades do estado. Os municípios, segundo ele, receberam verbas para assistência social, mas seguem aguardando a liberação dos recursos prometidos pelo Governo Federal para a reconstrução.
George Coelho lembrou que equipes da Defesa Civil Nacional e do Ministério do Desenvolvimento Regional estiveram na Paraíba para avaliar os danos causados pelas precipitações. Após as vistorias, o Governo da Paraíba decretou estado de calamidade pública em 33 municípios, medida posteriormente reconhecida pelo Governo Federal.
Na ocasião, o ministro Waldez Góes solicitou aos prefeitos o envio de planos de trabalho para liberação dos recursos. De acordo com George, os projetos encaminhados enfrentam entraves burocráticos. “O que chegou até agora foi a parte de doação e alimentação”, afirmou.
Recursos do Estado
Ele ponderou que o Governo do Estado também atuou para garantir recursos destinados à recuperação de passagens molhadas e outras estruturas afetadas pelas chuvas, mas os municípios ainda precisam dos recursos federais.
No início de maio, o Governo da Paraíba anunciou o investimento de R$ 6 milhões em recursos para recuperar estradas que tiveram algum tipo de problema. O valor, no entanto, é insuficiente para atender a demanda de todos os municípios.
As chuvas intensas atingiram diversas regiões da Paraíba ao longo do mês de maio, provocando alagamentos, danos em estradas e prejuízos em equipamentos públicos e residências.
No último fim de semana, mais transtornos foram registrados após a ocorrência de chuvas no estado, provocando novos alagamentos e deixando famílias desalojadas.
O Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) determinou a remoção de um vídeo das redes sociais do governador Lucas Ribeiro (Progressistas) e do ex-governador João Azevêdo (PSB), apontando propaganda eleitoral antecipada. A decisão foi do desembargador Aluízio Bezerra Filho, que julgou procedente a ação movida pelo MDB.
No entendimento do MP e também do TRE, as falas dos dois, que são pré-candidatos ao Governo e ao Senado, extrapola os limites da pré-campanha, configurando propaganda eleitoral antecipada.
A decisão apontou que a conduta eleitoral ficou caracterizada no uso de “palavras-mágicas” nas falas dos dois pré-candidatos. Frases como “Conto com você!” e “Pra frente, sempre!” foram usadas por Lucas e João.
“A utilização de bem público sensível, afetado à prestação de serviço essencial, como cenário de promoção político-eleitoral, somada à participação ativa dos representados e à difusão da mensagem em ambiente digital de amplo alcance potencial, acentua a reprovabilidade da conduta e evidencia violação à neutralidade administrativa e à paridade de armas entre os possíveis competidores”, diz a decisão.
Além da remoção do vídeo das redes sociais, o desembargador também aplicou uma multa individual de R$ 10 mil para Lucas Ribeiro e João Azevêdo.
Na Paraíba, 100.048 contribuintes recebem nesta terça-feira (30) o segundo lote de restituição do Imposto de Renda. O total pago no estado é de R$ 185.135.234,40, segundo a Receita Federal.
Em todo o país, o lote soma 9.585.797 contribuintes e cerca de R$ 16 bilhões, incluindo valores do IR de 2026 e de anos anteriores. Os dois primeiros lotes de 2026 concentram cerca de 80% das restituições previstas no ano, em número de pessoas e em valor.
Do total nacional, R$ 4,494 bilhões vão para grupos com prioridade legal. A distribuição inclui:
7.709.752 que usaram declaração pré-preenchida e/ou Pix
1.106.923 com idade entre 60 e 79 anos
507.768 professores como principal fonte de renda
155.060 com mais de 80 anos
106.294 com deficiência ou doença grave
Não há pagamento para contribuintes sem prioridade neste lote.
Como é feito o pagamento?
O valor é depositado na conta informada ou na chave Pix (CPF) usada na declaração. Quem não encontrar o nome na lista pode consultar o e-CAC, verificar pendências e enviar declaração retificadora para os próximos lotes.
Parte dos brasileiros da geração Z tem deixado de apoiar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e passado a demonstrar preferência por candidatos de direita para as eleições de 2026. A informação é de uma reportagem publicada nesta semana pela agência Reuters.
Segundo o texto, a mudança envolve eleitores de 16 a 34 anos, faixa etária que foi importante para a vitória de Lula em 2022. Entre os principais motivos apontados estão a percepção de estagnação da economia, a preocupação com a segurança pública e casos de corrupção.
Pesquisas apontam desgaste entre a geração Z
Levantamento da Quaest, divulgado em junho, mostra que os brasileiros de 16 a 34 anos são o único grupo em que a desaprovação do governo supera a aprovação.
Dados da AtlasIntel também indicam que os jovens brasileiros se identificam mais com posições de direita do que as gerações mais velhas, tendência mais forte entre os homens. O movimento também é observado em países como Estados Unidos, Coreia do Sul e nações da Europa.
Especialistas afirmam que a mudança não significa, necessariamente, uma alteração ideológica. Muitos jovens continuam defendendo políticas públicas e programas sociais, mas demonstram frustração com os resultados econômicos.
A Reuters também destaca que esse cenário abriu espaço para nomes da direita, como o pré-candidato Renan Santos, do partido Missão, ligado ao Movimento Brasil Livre. Segundo a reportagem, ele tem atraído jovens ao defender o combate à corrupção, o endurecimento da segurança pública e a redução do tamanho do Estado.
Renan afirma que esse eleitorado não é conservador, mas que é antiesquerda.
O lateral-esquerdo paraibano Douglas Santos revelou um dos bastidores da classificação da Seleção Brasileira às oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. Após a vitória por 2 a 1, de virada, sobre o Japão, nesta segunda-feira (29), o jogador contou que passou uma mensagem de confiança aos companheiros durante a partida.
Em entrevista à CazéTV, Douglas disse que conversou com o goleiro Weverton e o zagueiro Gabriel Magalhães e destacou a importância do esforço da equipe ao longo da competição.
“Eu falei para Weverton e Gabriel Magalhães que sem sacrifício não tem testemunho. Então eu acho que o testemunho da gente nesse jogo está sendo bonito. Que a gente possa cada vez mais confiar no trabalho que está sendo bem feito porque coisas grandes ainda estão por vir”, afirmou.
A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro vai se reunir com o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), nesta terça-feira (30), antes da decisão sobre a manutenção ou revogação da prisão domiciliar humanitária.
O benefício, concedido em março por 90 dias após tratamento de broncopneumonia bacteriana, venceu na semana passada. Enquanto a defesa pede a prorrogação com base em argumentos médicos, o STF também analisa uma investigação que apura se Bolsonaro cometeu uma “falta grave” após a apreensão de uma arma.
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, defendeu que a Corte aguarde a conclusão da investigação antes de decidir sobre eventual “falta grave” ou descumprimento das regras da prisão domiciliar.
Segundo Gonet, neste momento, o episódio não comprova de forma concreta uma infração disciplinar grave. Para ele, a caracterização da conduta depende da análise do impacto do ato na execução da pena, e não apenas do fato isolado.
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