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O presidente do Republicanos, Marcos Pereira, sofre pressão para abrir mão da candidatura à presidência da Câmara e ceder espaço ao líder do seu partido, o deputado paraibano Hugo Motta.
O parlamentar está com a popularidade em alta por transitar com extrema facilidade da base à oposição e, principalmente, no conhecido baixo clero do plenário. Pessoas do entorno mais próximo ao presidente da Câmara garantem que a entrada de Motta mudaria todo o cenário, cessaria a disputa e resolveria o impasse de Athur Lira.
Só falta combinar com Pereira, que rejeita o movimento – aliados afirmam que seria até uma “desmoralização” fazer esse gesto a um liderado na altura do campeonato.
Na tentativa de garantir o apoio do PT e do PL, os dois maiores partidos da Câmara, Marcos Pereira vem fazendo acenos duplos. De um lado, ele está dedicado a se colocar como uma posição confiável para o governo e, por isso, vem buscando uma aproximação com os principais ministros, entre os quais o articulador Alexandre Padilha e o chefe da Casa Civil , Rui Costa – Pereira e Rui, inclusive, tiveram um jantar na última quarta-feira, 7.
Hoje, um dos principais entraves ecoados pelo Planalto é o governador de São Paulo, Tarcísio Gomes de Freitas, que é filiado ao Republicanos e vem sendo incensado como um possível adversário de Lula nas eleições de 2026. Pereira tenta minimizar a relação prometendo uma gestão longe das disputas políticas e pondera, inclusive, que Tarcísio pode deixar o partido e migrar para o PL.
Já do outro lado, Pereira buscou refazer as pontes com Bolsonaro, a quem chamou de “turista nos Estados Unidos” ao fim das eleições de 2022, quando o ex-presidente deixou o país sem passar a faixa a Lula. Bispo licenciado da Universal, o candidato também chegou a ser vetado por uma corrente de líderes evangélicos. Os problemas, garante, ficaram no passado.
BG com VEJA






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