A recente sessão do Pleno do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJ-PB), que destacou a nomeação do novo Procurador-Geral do Estado, Fábio Brito, revelou não apenas uma série de congratulações protocolares, mas também expôs uma fragilidade ética sobre o processo político envolvendo as eleições ao quinto constitucional, que elegerá um novo membro da Corte em setembro, vaga destinada a OAB-PB.
O advogado Thiago Leite, representando a Ordem dos Advogados do Brasil, aproveitou o espaço para manifestar apoio à ascensão de Fábio Brito ao cargo, muito bem alinhado às palavras de desembargadores como José Ricardo Porto e Frederico Coutinho. Esta atitude, embora aparentemente cortês, levanta questões sobre a independência e a imparcialidade do Poder Judiciário, sobretudo no destaque a apenas um dos candidatos ao Quinto Constitucional.
É notório que a presença de Thiago Leite na sessão do Pleno do TJ-PB, foi um jogo ensaiado. Ao falar em nome da OAB-PB e endossar publicamente a nomeação de Fábio Brito, o desembargador José Mário Porto, não apenas compromete a neutralidade esperada de um futuro magistrado, mas também sugere uma tentativa de influenciar a opinião pública e os colegas de tribunal.
A presença e a manifestação de Thiago Leite, aliadas à postura de alguns desembargadores, revelam um ambiente “aberto” a influências externas e deixa evidente descompromissos do ponto de vista éticos, estes tão necessários para manutenção de uma Corte séria e transparente.
Blog do BG PB


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