A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) vetou, neste momento, a aplicação da vacina contra Covid-19 CoronaVac, da farmacêutica Sinovac, para brasileiros de 3 a 17 anos de idade. A decisão ocorreu em reunião da diretoria nesta quarta-feira (18).
Dúvidas levantadas pela agência dizem respeito à eficácia da vacina e a duração de sua proteção, uma vez aplicada nas crianças e adolescentes. Isso porque os dados apresentados pelo Instituto Butantan dizem respeito à produção de anticorpos da vacina nesse público e não à capacidade do imunizante em reduzir casos sintomáticos da doença, a chamada “eficácia”, normalmente conhecida na fase 3 de testes.
O número de participantes para a análise de segurança (586 voluntários) também foi considerado baixo para caracterizar perfil de risco reduzido do fármaco, foi dito ao longo da reunião. Confira a matéria completa clicando aqui.
A composição da Assembleia Legislativa da Paraíba muda de perfil entre 2022 e 2026. Dos 36 deputados eleitos neste ano, 8 são mulheres e 28 são homens. Em 2022, eram 6 mulheres e 30 homens.
A faixa etária que mais cresceu foi a de 45 a 49 anos: passou de 4 eleitos em 2022 para 10 em 2026. Também aumentou o número de deputados entre 35 e 39 anos, de 5 para 7. Já entre os eleitos de 40 a 44 anos, houve redução de 10 para 7.
A mudança também aparece entre os parlamentares mais velhos. A faixa de 55 a 59 anos caiu de 4 para 1 eleito, enquanto a de 60 a 64 anos passou de 4 para 1. Entre 65 e 69 anos, foram 3 eleitos em 2022 e 2 em 2026. Já a faixa de 70 a 74 anos passou de 1 para 2 deputados.
Outro dado é a redução dos extremos de idade. Em 2022, havia 2 eleitos entre 30 e 34 anos e um parlamentar entre 80 e 84 anos. Em 2026, há 1 deputado de 30 a 34 anos e nenhum eleito na faixa de 80 a 84 anos. Os dados são do DivulgaCandContas, do TSE.
Após indicar 11 ministros para o Supremo Tribunal Federal (STF) ao longo de três mandatos, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) passou a discutir uma mudança no modelo de escolha dos integrantes da Corte.
Segundo o presidente nacional do PT, Edinho Silva, Lula questionou por que a indicação precisa ser uma atribuição exclusiva do presidente da República e levantou a possibilidade de ampliar a participação da sociedade no processo.
“Por que é o presidente da República que tem que indicar ministro do Supremo? Por que a sociedade civil não pode ser chamada para opinar?”, teria questionado Lula, segundo Edinho, em entrevista à CNN.
A ideia ainda está em discussão. De acordo com o dirigente petista, Lula pretende ouvir juristas antes de definir uma posição sobre uma eventual mudança. Atualmente, cabe ao presidente indicar os ministros, com aprovação do Senado.
Edinho também relacionou a crise envolvendo o Judiciário ao desempenho de Lula no primeiro turno das eleições. Segundo ele, parte da sociedade associou os problemas do STF ao governo federal, criando uma percepção de responsabilidade sobre o presidente.
Dos 11 ministros para o STF, quatro fazem parte da composição atual da Corte. São Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Cristiano Zanin e Flávio Dino. O Supremo funciona atualmente com um magistrado a menos que o habitual devido à rejeição, pelo Senado, da indicação de Jorge Messias ao cargo, em maio deste ano.
O presidente da Câmara Municipal de João Pessoa, Dinho Dowsley (MDB), decidiu cobrar a fatura política do prefeito Leo Bezerra (PSB) após a derrota nas urnas. Terceiro suplente do MDB na disputa por uma vaga na Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB), Dinho quer agora espaço na gestão municipal e cobra do prefeito “reciprocidade” pela parceria política.
“Em política, a gente tem que ter reciprocidade. Se a gente é fiel, se a gente é parceiro, a gente precisa dos nossos espaços, precisa também de espaços políticos. Eu preciso saber qual o tamanho de Dinho. Tem que me respeitar. Eu tive 12 mil votos em João Pessoa. Precisamos fazer esse alinhamento político”, afirmou Dinho.
O vereador antecipou nesta terça-feira (6) que não deve mais concorrer ao cargo de vereador nas próximas eleições por “outros compromissos já firmado”. A partir do próximo ano, ele também perde o status de presidente do Legislativo, já que não pode concorrer a mais um biênio.
Dinho recebeu 22.611 votos na eleição para deputado estadual, mas não conseguiu uma das quatro cadeiras conquistadas pelo MDB na ALPB. Ficou atrás de Larúcia e Tovar e terminou como terceiro suplente da legenda.
Além da questão judicial, outro fator apontado nos bastidores para a derrota de Dinho foi a prioridade dada pela estrutura política ligada à Prefeitura de João Pessoa às campanhas de Hervázio Bezerra e Camila Toscano, respectivamente, pai e prima de Leo. Os dois foram eleitos para a ALPB juntamente como Felipe Leitão e Fábio Ramalho.
A pesquisa Futura foi a que mais se aproximou do resultado das urnas no primeiro turno da eleição presidencial de 2026, considerando a diferença entre os dois candidatos mais votados. Apenas Futura, Veritá e Palver acertaram qual candidato à Presidência que terminaria o 1º turno à frente.
O levantamento Futura ficou a apenas 0,33 ponto percentual da diferença registrada na votação oficial. Na sequência aparecem Veritá (1,38 p.p.), Paler (2,13 p.p.), Quaest (2,87 p.p.), Meio/Ideia (2,89 p.p.), AtlasIntel (4,77 p.p.), Datafolha (4,87 p.p.), Real Time Big (6,87 p.p.), Data BTG/Nexus (6,87 p.p.) e CNT/MDA (7,57 p.p.).
Na última pesquisa divulgada antes da eleição, a Futura apontava 44,8% para Flávio Bolsonaro e 42,6% para Lula, uma diferença de 2,20 pontos percentuais. Nas urnas, a vantagem foi de 1,87 ponto, com Flávio em 47,03% e Lula em 45,16%.
A pesquisa Futura ouviu 2 mil pessoas nos dias 2 e 3 de outubro, com margem de erro de 2,2 pontos percentuais e nível de confiança de 95%.
O que hoje custa R$ 199 poderá chegar a R$ 15.690. É essa conta que está provocando reação no mercado imobiliário da Paraíba diante da nova tabela de preços dos serviços notariais e de registro que tem previsão de entrar em vigor em janeiro de 2027.
A mudança está prevista na Lei Estadual nº 14.343/2026, de autoria do Tribunal de Justiça da Paraíba, e já mobiliza entidades ligadas ao mercado imobiliário e à construção civil.
O movimento ganhou força com um abaixo-assinado que pede à Assembleia Legislativa da Paraíba a revisão dos valores. O Creci-PB aderiu à mobilização e está convocando corretores de imóveis, familiares e parceiros para pressionar pela reavaliação da tabela.
A conta que assustou o mercado
Um dos exemplos apresentados em parecer técnico elaborado pelas entidades expõe o tamanho da preocupação: uma cobrança atualmente estimada em R$ 199 poderia alcançar R$ 15.690 com a nova sistemática.
A diferença representa mais de 78 vezes o valor atual.
Para o setor, a discussão vai muito além dos cartórios. O temor é que o aumento seja repassado para o consumidor e encareça operações como compra e venda de imóveis, registros, transferências e regularizações.
Em um mercado no qual o cidadão já precisa lidar com entrada, financiamento, impostos, escritura e registro, a possibilidade de uma nova despesa dessa magnitude acendeu o sinal de alerta.
Assembleia vira alvo da pressão
É justamente sobre os deputados estaduais que agora recai parte da pressão das entidades.
O abaixo-assinado solicita que a Assembleia Legislativa reveja a legislação antes que os novos valores passem a ser efetivamente cobrados.
A mobilização coloca os parlamentares diante de uma discussão incômoda: como equilibrar a remuneração dos serviços cartorários sem transformar atos necessários à vida civil e ao mercado imobiliário em uma conta proibitiva para o cidadão?
O setor quer que os números sejam reavaliados antes de janeiro de 2027.
Os juros futuros com vencimento para os próximos 4 anos caíram cerca de 1 ponto percentual (100 pontos-base) na segunda-feira (5), após Flávio Bolsonaro (PL) terminar o 1º turno das eleições à frente de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Se o patamar dos juros se mantiver, o governo poderá economizar R$ 65,8 bilhões com a dívida pública.
A projeção de queda da dívida pública em caso de redução de 1 ponto percentual na taxa Selic é do Banco Central e consta no relatório de Estatísticas Fiscais referente ao mês de agosto, publicado em 30 de setembro. O valor que pode ser economizado corresponde a quase 3 vezes o custo que o reajuste do Bolsa Família de 15,04% terá em 2027 (R$ 22,7 bilhões) e é maior que o impacto do aumento de R$ 120 do salário mínimo (R$ 54,6 bilhões).
Os juros futuros são as taxas que o mercado espera que sejam cobradas nos próximos anos. Um dos principais indicadores dessas expectativas é o DI (Depósito Interfinanceiro) futuro, negociado na B3. A taxa DI acompanha de perto a Selic. Quando o DI de 2029 cai, por exemplo, significa que o mercado passou a esperar juros menores para aquele ano.
O governo precisa refinanciar a dívida à medida que os títulos vencem. Quando os juros estão menores, consegue emitir novos títulos pagando menos aos investidores. O gasto menor com o pagamento de juros da dívida abre espaço no Orçamento e permite mais investimentos.
O mercado enxerga que Flávio teria um governo mais disciplinado do ponto de vista das contas públicas, o que abriria mais espaço para o BC cortar juros. Uma taxa Selic menor melhora o ambiente de negócios. Empresas tendem a ter acesso a crédito mais barato, o que pode estimular investimentos, expansão e contratações.
A melhora das expectativas também pode elevar o valor das empresas na Bolsa, facilitando a captação de recursos. O Ibovespa bateu recorde na segunda-feira, ao fechar com 207 mil pontos. As empresas ganharam quase R$ 500 bilhões em valor de mercado.
A possibilidade de um governo com maior credibilidade fiscal pode produzir efeitos na economia antes mesmo da adoção de novas medidas, ao reduzir o custo de capital e aumentar a confiança dos investidores.
Os efeitos da curva de juros, porém, não são automáticos. Se as expectativas fiscais ou de inflação piorarem, os juros futuros podem voltar a subir. A mesma condição vale para uma melhora ainda maior das expectativas para o fiscal.
Cinco agências bancárias de João Pessoa foram autuadas pelo Procon-JP por descumprirem o tempo máximo de espera para atendimento nos caixas. A fiscalização começou na última quinta-feira (1º).
A ação verifica o cumprimento da Lei Municipal 8.744/1998, que estabelece limite de até 20 minutos em dias normais. O prazo é de 30 minutos em dias de pagamento de servidores públicos, vencimento de contas de serviços públicos e recebimento de tributos. Em dias atípicos, como vésperas e dias seguintes a feriados, o limite é de 35 minutos.
Segundo o secretário executivo do Procon-JP, Marcos Souto Maior, a fiscalização é reforçada neste período devido ao aumento da movimentação nas agências, principalmente por causa do pagamento de salários, pensões e aposentadorias.
Os fiscais também verificam outras normas, como a quantidade de caixas eletrônicos e presenciais e a capacidade de atendimento conforme a demanda.
As agências autuadas estão sujeitas às penalidades previstas na legislação, incluindo multas. As instituições financeiras têm prazo de 10 dias, a partir do recebimento do auto de infração, para apresentar defesa.
Uma farmácia foi assaltada na noite desta segunda-feira (5), no bairro da Conceição, em Campina Grande, no Agreste da Paraíba. O crime aconteceu por volta das 20h20 e foi registrado por câmeras de segurança.
Nas imagens, dois homens chegam ao local em uma motocicleta e usando capacetes. Um deles entra na farmácia e anuncia o assalto, enquanto o outro permanece do lado de fora.
Durante a ação, os suspeitos levaram canetas emagrecedoras, perfumes e dinheiro. A Polícia Militar foi acionada e realiza buscas para identificar e localizar os envolvidos. Até a última atualização, ninguém havia sido preso.
Alçado ao posto de representante do clã Bolsonaro na Paraíba, Julian Lemos, até então pouco conhecido no mundo político, foi eleito um dos deputados federais mais bem votados do estado em 2018, conquistando 71.899 votos.
Surfou na onda do bolsonarismo, que crescia com a candidatura de Jair Bolsonaro à Presidência da República. No segundo turno das eleições, chegou a aparecer como coordenador de campanha e foi visto como “papagaio de pirata” assim que o nome de Bolsonaro foi oficializado como vencedor.
Pouco tempo depois do início do governo, o casamento se desfez. Todas as rasgações de seda deram lugar a acusações e críticas, culminando no rompimento oficial. Mas ainda lhe restavam o mandato e a confiança daqueles 71.899 eleitores.
Até que, nas eleições de 2022, esse eleitorado minguou. Restaram apenas 36.530 votos. Talvez esses mesmos eleitores tenham resolvido tornar-se súditos do famigerado Cabo Gilberto Silva — este, sim, detentor da chancela do “capitão”.
A Julian Lemos restou migrar para o PT. Sob o lema “Coragem para Mudar”, ele prometeu surpreender muita gente. O verde e amarelo deu lugar ao vermelho, e a fidelidade antes jurada ao bolsonarismo passou a ser oferecida ao lulismo.
O eleitor de Julian, contudo, não o seguiu em manada. O ex-bolsonarista e agora petista só conseguiu convencer 17.306 eleitores. Aqueles que o haviam eleito em 2018 preferiram permanecer à direita e, mais uma vez, escolheram o Cabo Gilberto Silva como seu representante na Câmara dos Deputados.
Julian não agradou aos bolsonaristas e não convenceu os lulistas, mas deixou sua marca na história da política paraibana: provou que o eleitor não é tão volátil quanto o político que jura fidelidade a uma ideologia e acorda abraçado a outra.
Julian não é o único. Assim como ele, outros nomes mudam de lado conforme os próprios interesses. O problema é que se esquecem de combinar com o povo — e é justamente do povo que precisam para chegar aonde querem.
A prefeita de Bayeux, Tacyana Leitão, chamou atenção no último domingo (4), dia da eleição, ao aparecer dançando em cima de um trio elétrico. O vídeo ganhou repercussão nas redes sociais por causa de uma marca aparente na região da calça.
As imagens provocaram comentários de internautas, que levantaram a hipótese de que a marca poderia ser de urina. A possibilidade, no entanto, não foi confirmada pela prefeita nem por fonte oficial.
O vídeo acabou gerando brincadeiras e questionamentos nas redes sociais.
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