
O ex-diretor do Hospital Padre Zé, Egídio de Carvalho Neto, e outros envolvidos na Operação Indignus tentaram encobrir evidências de condutas ilícitas, conforme mandado de prisão preventiva emitido pelo desembargador Ricardo Vital de Almeida. A apreensão de celulares revelou uma coordenação entre eles para apagar registros de atividades suspeitas, incluindo a troca de telefones e senhas de e-mails institucionais.
O Ministério Público da Paraíba destacou que Jannyne Dantas e Amanda Duarte alteraram senhas de e-mails, enquanto Egídio de Carvalho apagou arquivos, incluindo conversas no WhatsApp. O MP também apontou que o ex-diretor apagou uma quantidade considerável de mensagens para ocultar sua participação em práticas criminosas.
Além disso, depoimento de uma contadora revelou que as operações financeiras no Hospital Padre Zé eram realizadas de maneira a dificultar o rastreamento do dinheiro. Cheques de altos valores eram emitidos para serem sacados em dinheiro, contribuindo para um mecanismo que obscurecia o destino desses fundos.
O processo destaca Egídio, Jannyne e Amanda como os principais beneficiários de desvios milionários, praticados por uma organização criminosa. O enriquecimento ilícito foi evidenciado por mais de trinta atos ilícitos identificados, incluindo um crescimento patrimonial desproporcional desde o início da gestão de Egídio em 2013, além da posse de 29 imóveis e dois automóveis de alto padrão.
O Ministério Público ressalta que o desfalque financeiro prejudicou os mais vulneráveis, deixando o Hospital Padre Zé em situação precária, com débitos significativos, apesar dos recursos públicos recebidos. O órgão destaca a ganância como característica da gestão exercida por Egídio, que ignorou as necessidades dos mais pobres, mesmo recebendo vultuosas transferências financeiras do Estado da Paraíba.
Blog do BG PB



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