Brasil

Por 372 votos a 108, Câmara aprova texto-base do arcabouço fiscal

Placar da votação nesta terça-feira (23) do texto-base do novo arcabouço fiscal na Câmara dos Deputados. — Foto: Reprodução/TV Câmara

A Câmara dos Deputados aprovou na noite desta terça-feira (23) o texto-base do projeto de lei que institui o novo arcabouço fiscal. O placar foi de 372 votos a favor, 108 contra e 1 abstenção.

Para concluir a votação, os deputados têm ainda que analisar os destaques, que são sugestões pontuais de alteração no texto.

Um dos destaques, proposto pelo PSOL, foi votado e rejeitado. Previa retirar do texto os gatilhos para controle das despesas (entenda mais abaixo). A votação dos demais destaques ficou para esta quarta-feira (25).

O arcabouço foi elaborado pelo governo para substituir o teto de gastos. No teto, o crescimento das despesas do governo fica limitado à inflação do ano anterior. O arcabouço é mais flexível. Em linhas gerais, atrela o crescimento das despesas ao crescimento das receitas. Com isso, o governo tenta aumentar o poder de investimento sem comprometer as contas públicas.

O mecanismo central do arcabouço é:

  • o crescimento dos gastos públicos fica limitado a 70% do crescimento da arrecadação do governo (exemplo: se a arrecadação subir 2%, a despesa poderá aumentar até 1,4%);
  • mesmo que arrecadação do governo cresça muito, será necessário respeitar um intervalo fixo no crescimento real dos gastos, variando entre 0,6% e 2,5%, desconsiderando a inflação do período.

A aprovação acontece após uma série de reuniões ao longo do dia. Na construção de um acordo, o relator, deputado Cláudio Cajado (PP-BA), decidiu alterar um dos pontos do parecer que receberam mais críticas, em especial da oposição — o que fixa em 2,5% o crescimento real da despesa em 2024.

No novo parecer, o relator retirou essa redação, prevendo apenas que o crescimento real das despesas em 2024 deveria seguir o intervalo entre 0,6% e 2,5%. Porém, o texto abre uma possibilidade para que o governo amplie as despesas, por meio de crédito suplementar.

Isso poderá ocorrer após a segunda avaliação bimestral de receitas e despesas de 2024, que ocorre em maio, considerando o crescimento da receita do exercício completo de 2023 (ou seja, de janeiro a dezembro) e comparando com a projeção para 2024.

Se ao fim de 2024, a despesa for superior ao crescimento real da receita primária efetivamente realizada, a diferença deve ser reduzida da base de cálculo e subtraída do limite de gastos para 2025.

O deputado Pedro Paulo (PSD-RJ) avalia que esse trecho impede, por exemplo, que haja uma projeção exagerada para 2024 apenas para aumentar as despesas.

A mudança é um meio termo encontrado por Cajado: os gastos terão um teto vinculado à arrecadação e, ao mesmo tempo, não serão totalmente impactados pela correção que ainda considera o 2º semestre do ano passado, com a receita ainda sob o governo de Jair Bolsonaro.

Fundeb

O relator também tentou explicitar um ponto sobre o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb), a principal fonte de financiamento do setor, que foi inserida nas limitações de gastos nas alterações realizadas pelo relator. Atualmente, esses recursos estão fora do atual teto de gastos.

No novo texto, fica claro que o crescimento da complementação da União ao Fundeb, prevista na Constituição e vinculada à receita dos estados, é acrescido aos limites previstos no arcabouço. Segundo Cajado, as novas regras não vão prejudicar os recursos do fundo.

“O Fundeb sempre esteve fora do teto de gastos por um motivo: a experiência nos mostra que na hora que as contas apertam, a educação é sempre alvo de cortes. O Congresso tem que dizer claramente: gastar com educação é investir no nosso futuro. E isso tem que ser prioridade sempre. Por isso, tanto o Fundeb quanto a complementação têm que ficar fora do teto”, disse a coordenadora da Frente da Educação, deputada Tábata Amaral (PSB-SP).

Fundo Constitucional do DF

Deputados do Distrito Federal protestaram contra o texto de Cajado, que incluiu o Fundo Constitucional do Distrito Federal (FCDF) nas regras do arcabouço.

Na avaliação da bancada, os recursos do fundo – que são usados para custear a segurança pública do DF, além da saúde e da educação – serão reduzidos com a regra. O tema é alvo de um destaque do PL, que pede a retirada do fundo dos limites do novo marco fiscal.

De acordo com os parlamentares, em 2023, 40% do orçamento do DF (cerca de R$ 23 bilhões) vem do FCDF.

Apesar dos apelos, Cajado decidiu submeter o fundo ao arcabouço.

Limitação de empenho

O relator incluiu, ainda, a previsão de que a limitação de empenho e pagamento de despesas de investimentos devem seguir a proporção das demais despesas discricionárias. É a regra que já é seguida hoje para as emendas parlamentares impositivas – individuais e de bancada.

Quando há necessidade de contingenciamento, o governo precisa bloquear gastos não obrigatórios, que envolvem recursos para investimentos e custeio da máquina pública. O objetivo do novo trecho, então, é evitar que os bloqueios recaiam totalmente sobre investimentos

Na primeira versão do parecer, Cajado voltou com a necessidade de avaliação bimestral das receitas e despesas – hoje já funciona desta forma, mas o projeto enviado pelo governo ao Congresso previa que essa avaliação seria feita apenas três vezes ao ano.

Gatilhos

Já na primeira versão do parecer, o relator incluiu a previsão de “gatilhos”, mecanismos que pretendem obrigar a contenção de despesas sempre que os gastos do governo ultrapassam certos limites.

  • Se as receitas não avançarem como projetado, governo será obrigado a contingenciar despesas;
  • Se mesmo contingenciando despesas o governo não conseguir cumprir as metas ficais (zerar déficit em 2024 e ter superávit em 2025 e 2026), gatilhos graduais serão acionados. Confira, a seguir, quais são eles.

1º ano de descumprimento da meta

Caso o governo descumpra as metas fiscais estabelecidas, no primeiro ano ficarão proibidos:

  • criação de cargos;
  • alteração de estrutura de carreira;
  • criação ou majoração de auxílios;
  • criação de despesa obrigatória;
  • reajuste de despesa obrigatória acima da inflação;
  • ampliação de subsídios e subvenções;
  • concessão ou ampliação de benefício tributário.

2º ano de descumprimento da meta:

Se o governo descumprir a meta pelo segundo ano seguido, novas proibições serão acrescentadas às existentes, como:

  • aumento e reajustes na despesa com pessoal, como aumento de salários;
  • admissão ou contratação de pessoal, exceto para reposição de cargos vagos;
  • realização de concurso público, exceto para reposição de cargos vagos.

Penalidades

O descumprimento das metas fiscais não será crime. Por outro lado, o descumprimento dos contingenciamentos e dos gatilhos, atualmente, já é uma infração à Lei de Responsabilidade Fiscal – passível de punição.

g1

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Mundo

Papa Leão 14 passa por cirurgia e têm câncer confirmado

O Vaticano informou na tarde desta terça-feira (13), que a cirurgia no papa Leão 14 para a retirada de um tumor no pulmão foi concluída com sucesso.

O exame histológico realizado durante o procedimento confirmou o diagnóstico de adenocarcinoma pulmonar, um tipo de câncer de pulmão, conforme já suspeitavam os exames feitos antes do procedimento.

Após o procedimento, o pontífice retornou ao quarto para iniciar a recuperação. Ele permaneceu na sala de cirurgia por cerca de três horas enquanto a intervenção teve duração de aproximadamente 90 minutos.

A cirurgia foi bem-sucedida e não houve complicações”, declarou o escritório de imprensa do Vaticano.

A assessoria do Vaticano acredita que a  recuperação do papa deve levar cerca de uma semana.

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CMJP

VÍDEO: “Acredito no consenso”, diz Fábio Carneiro sobre eleição que pode conduzir Corujinha à presidência da CMJP

O vereador de João Pessoa, Fábio Carneiro, defendeu o diálogo e a construção de um consenso entre os parlamentares para a eleição da presidência da Câmara Municipal de João Pessoa (CMJP).

Ao comentar a disputa pelo comando da Casa, o parlamentar afirmou acreditar que o processo poderá ser conduzido de forma consensual, em meio às articulações que podem levar o vereador Corujinha à presidência da Câmara.

“Eu acredito no consenso e nos próximos dias o nosso grupo vai realizar uma reunião, apesar do prazo ser até janeiro do ano que vem”, declarou Fábio Carneiro, ao ser questionado sobre a eleição.

A escolha do novo presidente da CMJP vem sendo acompanhada de perto pelos vereadores e deve envolver novas rodadas de conversas e articulações até a definição do comando do Legislativo pessoense.

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Política

Eleições 2026: veja cidades que deram maiores vitórias a Lucas, João e Veneziano


					Eleições 2026: veja cidades que deram maiores vitórias a Lucas, João e Veneziano
João, Lucas e Veneziano

O governador reeleito Lucas Ribeiro (PP) venceu na grande maioria dos municípios paraibanos este ano. Mas em um deles, a votação obtida nas urnas merece atenção. Em Triunfo, cidade sertaneja, Lucas foi o escolhido por 91,84% dos eleitores. Ele teve 5.112 votos, dos 5.566 aptos a votar.

Na cidade um outro integrante da chapa governista, o ex-governador João Azevêdo (PSB), também obteve a sua maior votação proporcional.

João foi o escolhido por 46,07% dos eleitores na disputa pelo Senado. Ele obteve 4.838 votos, sendo seguido pelo senador reeleito Veneziano Vital (MDB), com 44,34% (4.657 votos). Considerando que eram duas vagas para o Senado em disputa, João e Veneziano conseguiram também votações expressivas.

As votações podem ser atribuídas, pelo menos em parte, à popularidade e boa avaliação da gestão comandada pelo prefeito Espedito Filho, do PSB. Ele foi eleito em 2024 com mais de 82% dos votos e apoiou Lucas, João e Veneziano em 2026.

Já a cidade de Poço Dantas, também no Sertão, possibilitou a maior vitória percentual para o senador Veneziano Vital. No municípiocomandado pelo prefeito Itamar Moreira, o emedebista ficou com 47,6% – o que equivale a 2.635.

Detalhe: Itamar foi reeleito em 2024 como candidato único em Poço Dantas. E também ‘vestiu a camisa’ de Veneziano, João e Lucas.

Nas duas cidades, o engajamento dos prefeitos deixou bons resultados; além da boa aceitação, claro, dos três nomes (João, Lucas e Veneziano) em disputa junto ao eleitorado.

Como disse aqui em um outro post aqui no Blog, antes do 1º turno, apoio político sozinho não resolve eleição majoritária; mas quando ele é acompanhado por bons conceitos dos candidatos, ajuda bastante.

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Brasil

PESQUISA FUTURA: Flávio Bolsonaro tem 50% e Lula, 46,6%, no 2º turno

Foto: Ricardo Stuckert/PR e Andressa Anholete/Agência Senado

Flávio Bolsonaro (PL) tem 50% das intenções de voto, contra 46,6% de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), na primeira pesquisa Futura Inteligência após o primeiro turno das eleições presidenciais.

A diferença é de 3,4 pontos percentuais, mas está dentro da margem de erro de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos.

Na rejeição, Lula registra 48,6%, enquanto Flávio tem 45,4%. Outros 1,2% rejeitam os dois candidatos, e 3% afirmam não rejeitar nenhum deles.

A Futura/100% Cidades entrevistou 2.000 eleitores em todo o país, entre os dias 7 e 10 de outubro, por meio de entrevistas por telefone. A margem de erro do levantamento é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com índice de confiança de 95%. A pesquisa foi realizada com recursos do próprio instituto e está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-00650/2026.

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Judiciário

JUSTIÇA: novos comércios da orla de JP precisam comprovar que sistema suporta demanda

Orla de João Pessoa

A Terceira Câmara Cível do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) acolheu recurso do Ministério Público da Paraíba (MPPB) e restabeleceu uma medida preventiva que condiciona novas autorizações para construções multifamiliares ou comerciais de grande porte e novas ligações de esgoto, nos trechos críticos da orla, à comprovação técnica de que o sistema público suporta o aumento da demanda.

A decisão alcança especialmente os trechos de Cabo Branco, Tambaú, Manaíra e Bessa e, de acordo com o Ministério Público, reforça o controle sobre o crescimento urbano em áreas ambientalmente sensíveis. O objetivo é prevenir o agravamento da poluição costeira e os riscos decorrentes da sobrecarga da infraestrutura de saneamento.

O recurso foi apresentado pelo promotor de Justiça Ricardo Alex Almeida Lins, no âmbito da atuação da Promotoria de Justiça de João Pessoa como fiscal da ordem jurídica.

A iniciativa contestou uma decisão de primeira instância que havia retirado a exigência preventiva e a substituído pela obrigação da Prefeitura de João Pessoa e da Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa) comunicarem mensalmente as novas autorizações e ligações realizadas.

Danos ambientais

Ao recorrer, a Promotoria sustentou que informar as intervenções depois de autorizadas seria insuficiente para evitar danos ambientais. Defendeu que a capacidade da rede deve ser demonstrada antes da ampliação da carga de esgoto, especialmente diante das incertezas técnicas sobre a infraestrutura disponível nos trechos críticos da orla.

Esse entendimento foi acolhido pelo Tribunal. No voto acompanhado pelo colegiado, o relator, juiz convocado Manuel Maria Antunes de Melo, destacou que a comunicação posterior não oferece a proteção necessária para impedir a ocorrência de danos. O acórdão reafirmou a necessidade de medidas imediatas de prevenção enquanto são construídas soluções duradouras para o saneamento da região.

Na prática, a Prefeitura de João Pessoa e a Cagepa deverão observar a exigência de comprovação técnica individualizada da capacidade do sistema perante os órgãos fiscalizadores competentes. Essa documentação também deverá ser apresentada no processo, permitindo a análise do Ministério Público e o controle judicial. Comprovado que o trecho da rede comporta a demanda projetada, as autorizações e ligações poderão ser concedidas na esfera administrativa.

O julgamento também reconheceu que o Ministério Público não foi regularmente intimado para uma audiência pública cujas informações fundamentaram a retirada da restrição. Para o Tribunal, a ausência de participação ministerial comprometeu a validade da decisão nesse ponto. O reconhecimento reforça a importância da presença do MPPB nos debates e nas decisões que afetam o meio ambiente e os interesses da coletividade.

A atuação institucional contou, ainda, com parecer favorável da procuradora de Justiça Vasti Cléa Marinho da Costa Lopes, que se manifestou pelo acolhimento do recurso ministerial.

Ação

A ação civil pública foi ajuizada pelo Instituto Protecionista SOS Animais e Plantas contra o Município de João Pessoa, a Cagepa, a Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema) e o Estado da Paraíba. O processo trata de danos ambientais relacionados ao lançamento de esgoto não tratado nas praias urbanas da capital.

Além de restabelecer a proteção preventiva, o Tribunal recomendou a conclusão do diagnóstico técnico e a construção de um plano de atuação coordenada entre os órgãos envolvidos, com metas, responsabilidades e acompanhamento dos resultados. A ação prossegue na 4ª Vara da Fazenda Pública da Capital, e as medidas poderão ser reavaliadas por decisão fundamentada, diante de novos elementos técnicos.

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CMJP

VÍDEO: Estarrecido, Fábio Carneiro cobra retratação de Motta e Nabor após ataques a Eduardo Carneiro


O vereador de João Pessoa, Fábio Carneiro, afirmou estar “estarrecido” com os ataques pessoais direcionados ao irmão, o deputado estadual reeleito Eduardo Carneiro, apenas dois dias após as eleições.

Em vídeo publicado nesta terça-feira (13) o parlamentar cobrou uma retratação pública dos aliados do governador Lucas Ribeiro e afirmou esperar um pedido de desculpas ao deputado.

A reação acontece em meio às articulações para a eleição da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB). Eduardo Carneiro passou a ser citado nos bastidores como um dos nomes cotados para disputar a presidência da Casa, o que teria provocado reações dentro do grupo governista.

Fábio lembrou que ele e Eduardo Carneiro estiveram ao lado do grupo político de Hugo Motta e de Nabor Wanderley durante o processo eleitoral e que contribuíram para o fortalecimento do Republicanos na Paraíba.

Segundo o vereador, justamente por esse histórico de apoio, os ataques direcionados ao irmão causaram surpresa e indignação. Para Fábio, eventuais divergências políticas em torno da eleição da Mesa da ALPB não justificariam ataques de caráter pessoal.

No vídeo, o vereador afirma esperar que Motta e Nabor reconheçam o excesso e apresentem um pedido de desculpas a Eduardo Carneiro.

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Celebridades

LUTO NA MÚSICA: Morre o cantor baiano Netinho, aos 60 anos, após tratamento contra câncer

O cantor baiano Netinho, um dos nomes conhecidos do axé music, morreu nesta terça-feira (13), aos 60 anos, em um hospital de Salvador. O artista enfrentava um câncer do sistema linfático há mais de um ano.

Netinho ficou conhecido por músicas como “Beijo na Boca”, “Fim de Semana” e “Mila”, um dos maiores sucessos de sua carreira e símbolo do axé music.

O cantor anunciou o diagnóstico de câncer do sistema linfático em 22 de março de 2025, após ser internado no Hospital Aliança Star, na capital baiana, com fortes dores nas pernas. Desde então, compartilhou etapas do tratamento pela internet.

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Paraíba

DIVERGÊNCIA: Daniella Ribeiro declara apoio a Lula e contraria direção nacional do Progressistas

Foto: Ricardo Stuckert

A senadora Daniella Ribeiro (PP-PB) confirmou apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno, marcado para 25 de outubro. Nas redes sociais, ela relembrou a pandemia de Covid-19 e citou parcerias entre o Governo Federal e a Paraíba.

Ao publicar uma foto com Lula, Daniella recordou um encontro com o presidente na garagem de seu prédio, em Brasília, durante a crise sanitária. “Enquanto o outro lado optou pelo negacionismo, contra as vacinas, ficamos com a ciência, pela vida! Não podemos esquecer os 700 mil mortos de COVID-19”, escreveu.

A senadora também destacou ações realizadas em parceria com o Governo Federal, como o programa Antes que Aconteça, desenvolvido com participação do Ministério da Justiça. Ela afirmou que seguirá a orientação do governador Lucas Ribeiro (PP) no apoio ao presidente. “Seguimos a orientação do governador Lucas Ribeiro e, no dia 25 de outubro, continuaremos com Lula! É 13 nas urnas!”, declarou.

O apoio segue a posição de Lucas Ribeiro, mas diverge da direção nacional do PP, que decidiu apoiar Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na disputa presidencial.

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Política

BTG/NEXUS: 51% dizem que não votariam em Lula “de jeito nenhum”; 47% dizem o mesmo sobre Flávio Bolsonaro

(Marcelo Camargo/Agência Brasil/Waldemir Barreto/Agência Senado/Divulgação)

Levantamento BTG/Nexus divulgado nesta terça-feira (13) mostra que 51% dos eleitores declararam que não votariam “de jeito nenhum” no presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para presidente da República.

Segundo a pesquisa, 47% responderam o mesmo em relação ao senador Flávio Bolsonaro (PL).

Metodologia

O levantamento entrevistou 2.002 eleitores de 10 a 12 de outubro de 2026. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos. O grau de confiança do levantamento é de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-07997/2026. 

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Política

Senado retoma hoje debate sobre fim da escala 6×1; votação é prevista para amanhã

Jonas Pereira/Agência Senado

O Senado retoma, nesta terça-feira (13), a discussão da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que acaba com a escala 6×1. A votação em primeiro turno está prevista para quarta-feira (14), após a quinta e última sessão de debate.

Para aprovar a proposta, são necessários 49 votos favoráveis em dois turnos. O governo tenta viabilizar um calendário especial para acelerar a votação e dispensar o intervalo entre as duas etapas. Sem isso, não será possível concluir a análise antes do segundo turno das eleições, em 25 de outubro.

A oposição quer adiar a votação para depois do pleito. O líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), classificou a discussão como “oportunista” e afirmou que votar um tema desse tamanho durante o período eleitoral “não faz bem ao país”. Segundo ele, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está “desesperado” para se reconectar com o eleitorado.

Aliados de Flávio Bolsonaro (PL) temem que a proposta beneficie Lula, mas avaliam que votar contra o fim da escala 6×1 também pode prejudicar a campanha do senador. Apesar das críticas, Flávio deve votar a favor do texto.

O que diz a PEC

O texto prevê cinco dias de trabalho e dois de descanso por semana, com jornada de 40 horas semanais. Se aprovada, a medida entrará em vigor 60 dias após a promulgação, com redução gradual da jornada de 44 para 42 horas e, depois, para 40 horas.

A proposta também estabelece duas folgas por semana, sendo uma delas preferencialmente aos domingos, ou distribuídas ao longo do mês.

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