
A média de aumento do seguro voluntário de veículo no Brasil foi de 22,78%, no acumulado dos últimos 12 meses terminados em fevereiro, conforme o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O índice desacelerou nos últimos seis meses, quando registrou alta de 43%. O segmento de seguradoras estima que haja uma redução gradual dos valores até encontrar estabilidade, após a pandemia de Covid-19.
Conforme o presidente do Sindicato das Seguradoras do Norte e Nordeste (Sindsegnne), Ronaldo Dalcin, o segmento securitário veicular ainda sofre com os efeitos da pandemia de Covid-19. “Os valores do seguros são impactados pela inflação do setor automotivo. Houve longos períodos de escassez de peças, elevando os preços. Mas deve haver uma estabilização”.
Conforme o IPCA, no acumulado dos 12 meses terminados em fevereiro deste ano, a inflação do veículo próprio foi de 9,84%. O automóvel novo aumentou 5,72%, mas o usado teve leve redução de 0,5%. Apesar disso, o custo do conserto de automóvel aumentou 9,09%, os preços das peças subiram 7,62% e o valor da pintura de veículo subiu 10,84%.
A delegada do Sindsegnne na Paraíba, Luciana Bezerra de Melo, explica que o valor de mercado do automóvel segue o que determina a Tabela da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), utilizada como parâmetro pelas seguradoras. “Todo o mercado automobilístico ficou mais caro. As montadoras tiveram muitas dificuldades em disponibilizar as peças dos veículos, aumentando seu custo. O que as seguradoras fazem é repassar ao consumidor”.
Ela estima que aproximadamente 27% dos proprietários de veículos no país contratam seguro. Para ela, o mercado ainda tem muita capacidade de crescimento. A arrecadação do seguro de automóvel na Paraíba cresceu 44,7%, em 2022, frente o ano anterior, conforme a Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg).
A modalidade arrecadou a quantia de R$ 401 milhões, no ano passado. Luciana Bezerra destaca que as apólices de seguro devem manter o valor de indenização de forma que o segurado não seja segurado.
“Quando há um sinistro, e a seguradora paga a indenização, muitos segurados se surpreenderam com os valores recebidos, maiores do que eles imaginaram, justamente pelo aumento dos preços dos automóveis”. Luciana Bezerra de Melo estima que, quem renovar os seguros nos próximos meses, perceberá a redução dos valores com tendência de estabilização.
Blog do BG PB com União


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