O governo federal irá criar um grupo de trabalho para discutir a cultura da paz e a não violência após um ataque a uma creche particular que deixou quatro crianças mortas, nesta quarta-feira, na cidade de Blumenau (SC). O Palácio do Planalto, no entanto, não detalha se o colegiado irá focar em discussões focadas em escolas e quais medidas serão adotadas.
O grupo interministerial será liderado pelo ministro da Educação, Camilo Santana e será integrado por Flavio Dino (Justiça), Márcio Macêdo (Secretaria-Geral da Presidência da República) e Silvio Almeida (Direitos Humanos).
O anúncio foi feito pelo ministro da Secretaria de Comunicação Social (Secom), Paulo Pimenta, que não detalhou o nível das discussões do grupo.
O Palácio do Planalto tem recebido informações sobre o crime por Décio Lima, que foi até a escola e conversou com a diretora da creche. Lima foi deputado federal, candidato ao governo de Santa Catarina pelo PT e assumirá a presidência do Sebrae.
Mais cedo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lamentou o ataque a escola. Pelas redes sociais, o presidente chamou o ataque de “monstruosidade” e afirmou que a “tragédia” é “inaceitável”.
“Não há dor maior que a de uma família que perde seus filhos ou netos, ainda mais em um ato de violência contra crianças inocentes e indefesas. Meus sentimentos e preces para as famílias das vítimas e comunidade de Blumenau diante da monstruosidade ocorrida na creche Bom Pastor” , escreveu Lula.
Ricardo Stuckert-PR e Andressa Anholete-Agência Senado
A pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (15) mostra Flávio Bolsonaro (PL) com 51% dos votos válidos e Lula (PT) com 49%. O cálculo dos votos válidos exclui brancos, nulos e indecisos.
Considerando o total de entrevistados, Flávio aparece com 47%, enquanto Lula mantém 45%. Brancos e nulos passaram de 5% para 6% e os indecisos, de 1% para 2%.
O instituto ouviu 2.520 eleitores em 153 municípios nos dias 13 e 14 de outubro. A pesquisa foi encomendada pela Folha e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-00466/2026.
A edição suplementar dessa quarta-feira (14) do Diário Oficial da Prefeitura de João Pessoa trouxe uma nova lista de 22 servidores comissionados exonerados. Clique aqui para conferir nomes e cargos.
As exonerações foram assinadas pelo prefeito Leo Bezerra. Elas atingem comissionados das secretarias de Direitos Humanos e Cidadania, Cuidado de Proteção Animal, Serviços Urbanos e Zeladoria, Desenvolvimento Social e Desenvolvimento Econômico e Trabalho.
Além delas, também foram exonerados comissionados das secretarias de Comunicação Social, Planejamento, Gestão Governamental, Juventude, Esporte e Recreação, Políticas Públicas para Mulheres e a Controladoria Geral do Município.
No Diário dessa terça-feira (13), o prefeito assinou a exoneração de 24 servidores. Veja a relação aqui.
As medidas econômicas e sociais anunciadas ou ampliadas pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em ano eleitoral já ultrapassam R$ 350 bilhões, segundo levantamento compilado pelo economista Marcos Mendes e pelo jornal O Estado de S. Paulo. O pacote reúne benefícios sociais, financiamentos, subsídios e renúncias tributárias, levantando questionamentos sobre o impacto nas contas públicas e a diferença entre os valores anunciados e o custo efetivo para os cofres da União.
O levantamento inclui o pacote Prospera MEI, anunciado em 13 de outubro, com perdão de dívidas tributárias, transferência de até R$ 5 mil para pequenos negócios e renegociação de débitos bancários.
Segundo o levantamento divulgado pela Veja, com base em dados compilados por Marcos Mendes e pelo Estadão, o total inclui R$ 30 bilhões do Move Brasil, R$ 22 bilhões do Plano Brasil Soberano e R$ 20 bilhões em financiamentos do Minha Casa, Minha Vida.
Entre os benefícios sociais, estão R$ 28,5 bilhões associados ao Bolsa Família e R$ 18,86 bilhões ao Pé-de-Meia. Na área tributária, a ampliação da isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 7 mil mensais representa impacto estimado em R$ 31,8 bilhões.
O pacote para MEIs prevê o perdão de R$ 12,6 bilhões em dívidas tributárias de cerca de 3,6 milhões de empreendedores. Segundo o governo, porém, aproximadamente 86% desses débitos são de difícil recuperação. A perda efetiva de arrecadação foi estimada em R$ 3 bilhões ao longo de três anos.
O chamado Pix MEI prevê repasses de até R$ 5 mil para pequenos negócios, com orçamento de R$ 5 bilhões distribuídos ao longo de quatro anos. Já o Desenrola voltado aos microempreendedores pretende renegociar cerca de R$ 6 bilhões em dívidas bancárias, com descontos mínimos de 90%.
Os valores, entretanto, não representam integralmente dinheiro gasto pelo governo. O levantamento soma empréstimos reembolsáveis, subsídios, benefícios diretos e renúncias fiscais. O custo efetivo para os cofres públicos depende da execução de cada programa e dos recursos que precisarão ser destinados ao seu financiamento.
Imagens gravadas por câmeras de segurança e populares registraram o exato momento em que um homem investigado por tráfico de drogas foi atropelado e preso pela Delegacia de Repressão ao Apontado Crime Organizado (DRACO) em João Pessoa. O caso ocorreu nesta quinta-feira (15), durante uma abordagem tática da Polícia Civil na Capital.
De acordo com as informações policiais, ao perceber a aproximação dos investigadores, o suspeito tentou empreender fuga a pé em meio ao tráfego de veículos, momento em que acabou sendo atingido. Logo após o impacto, as equipes realizaram o cerco, prestaram os primeiros atendimentos e efetuaram a prisão em flagrante do indivíduo, com quem foram apreendidos entorpecentes e material para comercialização.
O detido foi levado sob custódia para atendimento médico e, em seguida, encaminhado à Cidade da Polícia Civil.
O Governo da Paraíba publicou uma medida provisória que institui um programa de regularização fiscal para contribuintes com dívidas relacionadas ao Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), o Refis. A iniciativa prevê descontos de até 100% em multas e juros para quem quitar os débitos à vista.
A Medida Provisória nº 367, de 14 de outubro de 2026, foi publicada no Diário Oficial do Estado e contempla dívidas vencidas até 30 de junho de 2026, inscritas ou não em dívida ativa, inclusive aquelas que já são cobradas na Justiça.
O programa prevê a redução de 100% das multas relacionadas ao descumprimento de obrigações principais e das multas moratórias e dos juros de mora. Para multas decorrentes do descumprimento de obrigações acessórias, o desconto é de 95%.
A adesão ao programa poderá ser feita entre os dias 3 de novembro e 18 de dezembro de 2026. Para ter direito ao benefício, o contribuinte deverá pagar o débito até 23 de dezembro.
Como funcionam os descontos?
Os descontos variam conforme o tipo de multa aplicada ao débito tributário:
100% de desconto nas multas punitivas por descumprimento de obrigações principais
95% de desconto nas multas punitivas por descumprimento de obrigações acessórias
100% de desconto nas multas moratórias e nos juros de mora
O pagamento deve ser feito em parcela única, à vista. O valor consolidado da dívida será atualizado até a data da adesão ao programa.
Quais dívidas podem ser incluídas?
O programa abrange débitos de ICMS vencidos até 30 de junho de 2026, estejam eles inscritos ou não em dívida ativa. Também podem ser incluídas dívidas que já estejam sendo cobradas judicialmente e débitos que tenham sido objeto de parcelamentos anteriores ou ainda em andamento, conforme as condições previstas na legislação estadual.
O benefício, no entanto, não se aplica a débitos decorrentes de operações ou prestações para as quais a legislação tributária estadual proíba expressamente a concessão do incentivo.
Como aderir ao programa?
O contribuinte interessado deverá formalizar o pedido de adesão entre 3 de novembro e 18 de dezembro de 2026. A quitação integral da dívida deverá ocorrer até 23 de dezembro do mesmo ano.
Ao aderir, o contribuinte reconhece os débitos incluídos no programa e deve desistir de eventuais ações judiciais, embargos à execução fiscal, impugnações, defesas e recursos administrativos relacionados às dívidas, além de renunciar ao direito sobre o qual se fundamentam as ações judiciais.
A medida provisória entrou em vigor na data de sua publicação, em 14 de outubro de 2026.
Profissionais de comunicação denunciam um suposto calote nas campanhas do ex-prefeito de João Pessoa Cícero Lucena (MDB), candidato ao Governo da Paraíba, e de seu filho, o deputado federal Mersinho Lucena (PSD), que disputou a reeleição sem sucesso.
De acordo com os denunciantes, cerca de 92 trabalhadores estão sem receber pagamentos referentes aos serviços prestados na reta final da campanha, com uma dívida estimada em quase R$ 900 mil.
Os profissionais afirmam que trabalharam desde a pré-campanha nas áreas de produção audiovisual, direção, edição, equipes técnicas e maquiagem, inclusive aos fins de semana e feriados. “Já cobramos o nosso direito de forma amigável, mas não temos resposta. Estamos atrás dos nossos direitos, porque trabalhamos de domingo a domingo por essas campanhas”, relatou uma das profissionais. O grupo afirma que poderá adotar medidas para exigir o pagamento dos valores cobrados.
De acordo com um dos relatos, os pagamentos eram de responsabilidade das campanhas, e não da produtora Castanhola, que também teria acumulado prejuízos. Os denunciantes afirmam que tentaram resolver a situação de maneira amigável, mas ainda aguardam uma resposta.
A denúncia ocorre após a derrota dos dois candidatos nas eleições do último dia 4 de outubro. Cícero Lucena ficou em terceiro lugar na disputa pelo Governo da Paraíba, enquanto Mersinho Lucena recebeu pouco mais de 62 mil votos e não conseguiu a reeleição para a Câmara dos Deputados. Até a publicação desta matéria, não havia manifestação apresentada pelos dois políticos ou por suas campanhas sobre as cobranças. O espaço segue aberto para esclarecimentos.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, chamou o Brasil de “um pequeno país” ao relembrar sua participação na posse do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), em janeiro de 2019. A declaração foi feita na quarta-feira (14), durante uma cerimônia em Jerusalém para celebrar a inauguração da embaixada da Colômbia na cidade.
Ao discursar no evento, Netanyahu recordou viagens à América Latina e mencionou a aproximação de Israel com os governos da região. O premiê também sinalizou que espera repetir a experiência de visitar o Brasil em uma eventual posse de Flávio Bolsonaro (PL) como presidente.
“Os primeiros lugares que visitamos, Sara [esposa] e eu, foram três países: Colômbia, Argentina e México. Foi uma ótima visita, com uma recepção muito amigável em cada um desses países. E, aliás, um ano depois, fomos a um pequeno país chamado Brasil, para a posse do presidente Bolsonaro. Quem sabe? Talvez façamos isso novamente”, afirmou.
Relações diplomáticas
A declaração ocorreu em meio aos esforços do governo israelense para fortalecer as relações diplomáticas com países da América Latina. Durante o discurso, Netanyahu afirmou que os vínculos com a região passaram por um período de afastamento, mas avaliou que uma reaproximação está em curso.
“E agora preciso dizer que algo extraordinário está acontecendo na América Latina. Tudo está voltando. Tudo está voltando. A grande amizade, a grande simpatia, a profunda afinidade entre nossos povos. Uma amizade verdadeira”, declarou.
O primeiro-ministro também mencionou Brasil, Argentina, México e Colômbia ao criticar governos anteriores que, segundo ele, teriam enfraquecido as relações diplomáticas com Israel. Netanyahu atribuiu esse afastamento ao que chamou de “aliança global woke”.
Dois homens assaltaram uma farmácia no bairro de Tambaúzinho, em João Pessoa, na tarde desta quarta-feira (14). Câmeras de segurança registraram a dupla ameaçando uma funcionária e levando dinheiro e um celular.
Um dos suspeitos, que vestia camisa vermelha e estava armado, exigiu dinheiro e procurou valores nas gavetas. O outro, de camisa branca, pegou o celular da funcionária. Ambos usavam capacetes e fugiram em uma motocicleta após o crime.
Até a divulgação das imagens, os homens não haviam sido identificados ou presos. A quantia levada não foi informada.
Em carta destinada às famílias evangélicas, Lula (PT) pediu que os eleitores busquem orientação divina antes de decidir o voto. “Conclamo vocês a pedirem discernimento a Deus para fazer a escolha nesta eleição”, escreveu o presidente.
No texto, Lula afirma que tem em comum com os evangélicos o compromisso de cuidar das famílias brasileiras. Ele também cita ações de seu governo, como o combate às apostas on-line, a defesa de dois dias de descanso semanal e o enfrentamento à violência.
“Não sou evangélico, mas tenho total respeito por quem é, assim como tenho por todas as religiões e profissões de fé”, afirmou.
A carta foi divulgada às vésperas do segundo turno das eleições. No primeiro turno, Lula obteve 45,16% dos votos válidos, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) registrou 47,03%.
Leia a carta na íntegra:
Carta de Luiz Inácio Lula da Silva às Famílias Evangélicas Brasileiras
Queridas famílias evangélicas do Brasil,
Resolvi escrever a vocês com o coração aberto, cheio de verdade, pois os cristãos com quem tenho dialogado estão me ensinando que a Bíblia nos orienta a “seguir a verdade em amor.” Não sou evangélico, mas tenho total respeito por quem é, assim como tenho por todas as religiões e profissões de fé. Temos uma coisa em comum: o compromisso de cuidar das famílias brasileiras, pois somente lares fortes podem produzir uma nação forte!
Aprendi dentro de casa o valor do trabalho, resistindo bravamente com minha mãe, Dona Lindu, para criar uma família com sete irmãos. Com essa base familiar sólida, aprendi a amar e a lutar para transformar a realidade. É nesse chão que a minha história se encontra com a história de vida e de fé da sua família. Entrei para a política com esse compromisso em meu coração: ajudar a mudar as condições de vida das famílias pobres e batalhadoras.
Numa longa e difícil jornada, me tornei Presidente do Brasil por três vezes. Agora, disputo o quarto mandato. Cheguei até aqui com a proteção divina, orientado por um propósito e missão. Tenho absoluta certeza de que, se não fosse a boa mão de Deus, eu nem teria saído vivo das várias batalhas que enfrentei. Guiado por Ele estou aqui, mais uma vez, fazendo a defesa das famílias brasileiras com ações concretas, como tenho feito ao longo de toda a minha jornada política, e não com discursos vazios, como muitos outros fazem. As famílias são a base do Brasil que queremos.
Dentre as várias ações do meu governo que abençoam suas famílias, relembro a vocês, por exemplo, o combate às apostas online, as Bets, que estão destruindo tantos lares, e meu empenho para que todos tenham dois dias de descanso semanal, pois a vida não se resume ao trabalho. As pessoas precisam de mais tempo para descansar, ter lazer e estar em casa com os seus, fortalecendo os vínculos familiares. Para o povo evangélico, isso garante, inclusive, mais tempo para estar na igreja em comunhão com os irmãos e em adoração.
Sigo também empenhado em proteger as mulheres, combater todos os tipos de violência e o crime organizado com inteligência: prender os bandidos, proteger as nossas crianças e adolescentes e poupar as vidas inocentes.
Jamais poderão nos acusar de estarmos comprometidos com políticas que destroem vidas, que fecham templos ou que não demonstrem respeito, como Jesus nos ensinou, que devemos amar a todas as pessoas. Precisamos avançar mais, precisamos amar mais! Até aqui, ajudei a arrumar a nossa casa, o Brasil. Mas sei que ainda há muito a ser feito. Estou escutando o clamor legítimo e urgente de vocês por mudanças, por segurança, por futuro e prosperidade.
Estou comprometido com a melhoria da saúde pública, para que sua família fique bem cuidada; com o aumento real da renda, com poder de compra; e com a preservação da natureza criada por Deus. O Brasil é nosso! Eu vou escutar e atender aos anseios de vocês.
Sei que, nas famílias evangélicas, tudo se decide em oração. Por isso, conclamo vocês a pedirem discernimento a Deus para fazer a escolha nesta eleição. Vá às urnas com a consciência livre e com a aliança renovada com o nosso amado Brasil.
Com gratidão por sua atenção e generosa leitura, conto com suas orações e sigo olhando firmemente para a esperança da vitória e de um Brasil mais justo, respeitoso e com oportunidades para todos.
O Senado aprovou por maioria, na noite desta quarta-feira (14), em dois turnos, o fim da escala 6×1, que prevê seis dias de trabalho e apenas um de descanso.
Os três senadores da Paraíba — Daniella Ribeiro (PP), Efraim Filho (PL) e Veneziano Vital do Rêgo (MDB) — votaram a favor da proposta nos dois turnos. A PEC foi aprovada por 75 votos a favor e um contra.
O texto prevê a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas, sem diminuição salarial, e garante dois dias de descanso remunerado por semana, preferencialmente aos domingos. A mudança será gradual e ainda depende de promulgação para entrar em vigor.
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