
A Justiça do Estado de Minas Gerais tem recebido diariamente ações contra a empresa Braiscompany e os seus proprietários, Antonio Inácio da Silva Neto e Fabrícia Farias Campos, que estão foragidos.
As ações começaram a surgir ainda no final de janeiro, por investidores que reclamam o atraso de pagamentos dos alugueis e o não atendimento de rescisão contratual solicitada. Os investidores, por meio dos advogados, pedem ainda indenização por danos morais e material.
As ações são oriundas de várias comarcas do estado de Minas Gerais, a exemplo de Belo Horizonte, Montes Claros, Santa Luzia, Varginha, Taiobeiras, Leopoldina, entre outras.
Em um desses pedidos, um investidor solicita o bloqueio de uma quantia superior a R$ 905 mil, considerando que celebrou três contratos de locação que somam esse valor, para que fossem investidos em criptoativos junto a Braiscompany, tendo como objeto aplicações em bitcoins com a gestora se comprometido a pagar remuneração mensal variável, a título de aluguel. Contudo, a empresa deixou de cumprir o acordado ainda em dezembro de 2022.
“Diante do exposto, defiro a tutela de urgência cautelar, para determinar o bloqueio da quantia de R$ 905.209,48 em contas bancárias da requerida, cujo montante encontrado ficará disponível em conta judicial até ulterior deliberação”, cita a decisão da juíza Cibele Maria Lopes Macedo.
Outro investidor, que ajuizou ação na comarca de Montes Claros, pediu e foi atendido em uma tutela provisória de urgência para determinar o bloqueio de valores que se encontrem em contas de titularidade da Braiscompany, sendo superior a R$ 145 mil. Nessa ação, a Justiça também deferiu o pedido de bloqueio de veículos.
Relembre o caso
A Braiscompany estava agindo no mercado como gestora de ativos digitais desde o ano de 2018, e tinha como sede a cidade de Campina Grande. No final de dezembro os investidores começaram a reclamar dos atrasos dos repasses dos aluguéis (rendimentos).
A crise se intensificou no final de janeiro, quando a maioria deixou de receber. Antonio Neto chegou a fazer várias lives informando que estava impossibilitado de realizar os saques por limitação de valores impostos pela Exchange. Todavia, foi desmentido, em forma de um comunicado por essa empresa.
Através das redes sociais, o empresário publicou uma nota há uma semana, onde lamentar a paralisação das atividades por bloqueios financeiros impostos pela Justiça. Antonio Neto afirmou, ainda, que espera a liberação dos recursos para que possam chegar aos clientes.
O casal de líderes da companhia em criptomoedas, Antonio Neto e Fabrícia Farias, está foragido e com nomes inclusos na lista de procurados da Interpol desde fevereiro. Os mandados de prisão foram expedidos pela 4a Vara Federal de Campina Grande.
Blog do BG PB com União




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