
A crise da BraisCompany só aumenta dia após dia. Depois do dono Antônio Neto Ais reaparecer na última semana com a divulgação de uma nota, e o desmonte das diversas sedes da corretora de criptomoedas Brasil afora, chega ao fim mais um braço da holding da empresa de Campina Grande. Nesta segunda-feira (20), a Geração Crypto, empresa que tem como sócios além de Ais, Fabrícia Farias Campos e Mizael Moreira Silva, comunicou o encerramento das atividades.
A Geração Crypto é uma empresa de curso de traders em criptoativos. Sob o CNPJ 41.030.410/0001-62, a empresa foi aberta em março de 2021 e tinha sede declarada na Vila Olímpia, em São Paulo. Com capital social declarado de R$ 50 mil, a empresa ainda consta como ativa junto à Receita Federal, nesta segunda-feira (20).
Conforme a Receita Federal, Antônio Neto Ais e Fabrícia Farias são donos da Geração Crypto, e mesmo com a decisão judicial suspendendo as atividades das empresas e suas filiais, a empresa de cursos seguiu operando. Como a própria administração, que tem atualmente apenas Mizael Moreira, assumiu em nota.
“É importante lembrar que todo o trabalho foi feito exclusivamente pelos nossos traders e, mesmo após as determinações judiciais da Braiscompany, nós continuamos cumprindo a nossa missão de entregar conteúdos e dicas para os nossos alunos, sem nenhum contato com os sócios”, versa trecho da nota divulgada pela atual direção da Geração Crypto, que tem somente Mizael Moreira no atual comando.

Operando mesmo com suspensão
Delatando ainda mais a própria atividade possivelmente à margem da decisão do juiz Vinicius Vidor, da Justiça Federal, a empresa Geração Crypto revela que seu quadro societário inviabiliza suas atividades. “No entanto, o GERACAO CRYPTO TREINAMENTOS E CURSOS LTDA possui um quadro societário que, hoje, inviabiliza a continuidade do nosso trabalho. O Geração Crypto está ligado a Braiscompany e aos seus sócios e não poderíamos continuar aqui e sermos passivos a todo o cenário atual”, diz em outro trecho da nota.
A Geração Crypto seguia publicando conteúdos nas redes sociais, inclusive alguns com nítido intuito de celebrar novas vendas de cursos, ação que seria impedida pela Justiça Federal. Em vários momentos eles compartilhavam capturas de tela do grupo VIP, com dicas de traders. Como no dia 8 de março, que publicaram um print do grupo VIP e a legenda “por aqui a venda foi garantida” nos Stories do Instagram da empresa.

Em outro conteúdo no Stories, no mesmo dia 8 de março, publicaram outro print do grupo VIP no Telegram e a legenda “alunos tirando suas dúvidas”. De acordo com a publicação, o grupo teria mais de 300 membros.

ParaíbaJá


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