Brasil

Número de ministérios e partidos apoiadores: Conta do governo Lula não fecha

Quando Luiz Inácio Lula da Silva anunciou os primeiros cinco nomes de seu ministério, no último dia 10, declarou que “na semana que vem” anunciaria “pelo menos o dobro” de nomes. A “semana que vem” passou e o presidente eleito fez apenas um anúncio, e, ainda assim, para o comando de uma empresa pública federal — o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que será presidido pelo ex-ministro Aloizio Mercadante.

A falta de definições na montagem do primeiro escalão do Poder Executivo expõe a dificuldade de formar uma equipe que faça justiça à expressão “frente ampla”, que marcou a coligação responsável pelo suporte político à vitória de Lula, tanto no primeiro quanto no segundo turno da eleição presidencial — e que, nas últimas semanas, está sendo reforçada por partidos como MDB, PSD e União Brasil.

A menos de duas semanas para a posse, pouco foi anunciado pelo presidente eleito. A expectativa, agora, é pelo reinício das divulgações de membros do primeiro escalão do governo nesta semana que antecede o Natal. Até agora, dos nomes tornados públicos pelo futuro presidente, dois são do PT — Rui Costa (Casa Civil) e Fernando Haddad (Fazenda); dois são ex-ministros de gestões petistas — José Múcio Monteiro (Defesa) e Mauro Vieira (Relações Exteriores); um é mais próximo de Lula do que de seu partido de filiação – Flávio Dino, senador eleito pelo PSB-MA, ocupará o Ministério da Justiça e Segurança Pública; e uma é ligada aos movimentos sociais – Margareth Menezes (Cultura) —, que se autoanunciou futura ocupante da pasta na portaria do CCBB, onde funciona o governo de transição.

Na semana que passou, a presidente do PT, deputada Gleisi Hoffmann (PR), ao ser perguntada pela jornalista Míriam Leitão, da GloboNews, sobre onde está a frente ampla, pediu “calma” porque “tem muito ministério ainda para anunciar”. O redesenho da Esplanada, pelo menos, foi anunciado no sábado por Rui Costa. Serão 37 pastas, duas a menos que o recorde da ex-presidente Dilma Rousseff, que chegou a ter 39.

Um número elevado, mas insuficiente para acomodar a quantidade de candidatos dos partidos aliados às vagas disponíveis. Quando esteve com Lula, há duas semanas, para apresentar as demandas do Solidariedade, o deputado Paulinho da Força (SP) deu o tom das dificuldades para transformar a frente ampla em governo de coalizão. “Talvez alguns ainda imaginem que há disputa de cargos, ‘quero isso, quero aquilo’. Mas, para construir maioria, Lula vai ter que negociar com os demais partidos que não estavam na base dele nas eleições, nem têm expectativa de estar agora”, disse, abrindo ainda mais o leque da governabilidade.

Tripé político

A base que se dispõe a assegurar a governabilidade dos primeiros meses do terceiro mandato de Lula pode ser dividida em três grupos: a federação PT/PCdoB/PV; os sete partidos progressistas que se uniram para caminhar com Lula ainda no primeiro turno eleitoral (PSB, Solidariedade, Pros, Avante, Agir e federação PSol/Rede), mais o PDT, que aderiu após o naufrágio da candidatura de Ciro Gomes à Presidência; e os partidos de centro e centro-direita (MDB, PSD e União Brasil) que se integraram à frente ampla a partir da vitória da chapa do petista. O problema é como acomodar tantas forças que divergem entre si e, também, internamente.

O PT, força amplamente majoritária à esquerda, tem muita dificuldade para ceder espaços de poder. Além de protagonizar os primeiros anúncios de cargos do primeiro escalão, o partido se posiciona de forma pouco flexível na negociação de pastas nas quais se vê historicamente vinculado, como Desenvolvimento Social, Educação, Agricultura Familiar e Alimentação saudável (ex-Desenvolvimento Agrário) e Direitos Humanos, além dos órgãos dedicados a atender movimentos identitários, como Mulheres, Igualdade racial e Povos Originários.

O PT admite repartir algum poder com legendas aliadas da esquerda, como Meio Ambiente, que tem na ex-ministra e deputada federal eleita Marina Silva (Rede-SP) o principal nome para ocupar o cargo. O PDT não reclamaria se retornasse ao Ministério do Trabalho. E o Ministério da Previdência também pode ficar com um aliado do campo progressista.

Sem trampolim para Tebet

É na disputa pelos ministérios do Desenvolvimento Social e da Educação que o PT complica a vida do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva na formação do primeiro escalão do futuro governo. Aliada desde que foi derrotada pelo petista no primeiro turno da corrida ao Palácio do Planalto, a senadora Simone Tebet (MDB-MS) era dada como certa na pasta do Desenvolvimento Social, que abriga o programa mais importante do PT — o Bolsa Família. Ela foi uma das coordenadoras do grupo correlato do gabinete de transição, conhece a situação deixada pelo atual governo de Jair Bolsonaro e já declarou que não está disposta a ser realocada em outro ministério.

Mas o PT não a quer no cargo — passar a Tebet a poderosa plataforma que o Bolsa Família pode ser para as próximas eleições. Lula, porém, tem uma dívida de gratidão pelo apoio que recebeu dela no segundo turno da eleição, considerado fundamental para a apertada vitória sobre Bolsonaro.

O MDB negocia mais duas pastas. Uma já está bem encaminhada, que é o Ministério do Planejamento, oferecido por Lula ao senador eleito e ex-governador de Alagoas Renan Filho. Ele representaria a bancada emedebista no Senado. Na Câmara, o padrinho da indicação é o governador reeleito do Pará, Hélder Barbalho, campeão nacional de votos em outubro e responsável pela eleição de nove deputados federais. Na mira, uma das pastas ligadas à infraestrutura.

Para o PSD e o União Brasil devem ser destinadas duas vagas para cada legenda, entre Agricultura, Minas e Energia, Transportes, Indústria e Comércio Exterior, Turismo, Desenvolvimento Regional e Pesca.

Situação difícil se encontra o PSB, do vice-presidente eleito Geraldo Alckmin. Com um desempenho aquém do esperado nas eleições de outubro — reelegeu apenas dois governadores, além das bancadas na Câmara e no Senado terem sido desidratadas —, o partido ambicionava três cargos. Entre eles, a cobiçada cadeira de ministro das Cidades para abrigar o ex-governador Marcio França. Mas deve se contentar com Ciência e Tecnologia, além do Ministério da Justiça e Segurança Pública, com Flávio Dino.

Nesse organograma, sobra pouco espaço para a pluralidade de raça e de gênero prometida por Lula. Até agora, apenas dois cargos de relevo foram destinados às mulheres negras: os de ministra da Cultura, com Margareth Menezes, e o de secretária-geral do Itamaraty, com Maria Laura da Rocha. Tebet ajudaria a melhorar essa relação, assim como Nísia Trindade, presidente da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), cotada para o Ministério da Saúde.

Na Educação, a atual governadora do Ceará, Izolda Cela, era tida como nome forte, mas acabou atropelada pela intransigência do PT em ceder a vaga. Ela, que era do PDT e é especialista em políticas públicas para educação, foi ultrapassada pelo senador eleito pelo estado, Camilo Santana (PT), a convite de Lula. Pelas indicações dos partidos até agora, a lista de pretendentes segue majoritariamente formada por homens brancos. Mas esse é outro problema que Lula terá que resolver.

Correio Braziliense

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Celebridades

LUTO NA MÚSICA: Morre o cantor baiano Netinho, aos 60 anos, após tratamento contra câncer

O cantor baiano Netinho, um dos nomes conhecidos do axé music, morreu nesta terça-feira (13), aos 60 anos, em um hospital de Salvador. O artista enfrentava um câncer do sistema linfático há mais de um ano.

Netinho ficou conhecido por músicas como “Beijo na Boca”, “Fim de Semana” e “Mila”, um dos maiores sucessos de sua carreira e símbolo do axé music.

O cantor anunciou o diagnóstico de câncer do sistema linfático em 22 de março de 2025, após ser internado no Hospital Aliança Star, na capital baiana, com fortes dores nas pernas. Desde então, compartilhou etapas do tratamento pela internet.

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Paraíba

DIVERGÊNCIA: Daniella Ribeiro declara apoio a Lula e contraria direção nacional do Progressistas

Foto: Ricardo Stuckert

A senadora Daniella Ribeiro (PP-PB) confirmou apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno, marcado para 25 de outubro. Nas redes sociais, ela relembrou a pandemia de Covid-19 e citou parcerias entre o Governo Federal e a Paraíba.

Ao publicar uma foto com Lula, Daniella recordou um encontro com o presidente na garagem de seu prédio, em Brasília, durante a crise sanitária. “Enquanto o outro lado optou pelo negacionismo, contra as vacinas, ficamos com a ciência, pela vida! Não podemos esquecer os 700 mil mortos de COVID-19”, escreveu.

A senadora também destacou ações realizadas em parceria com o Governo Federal, como o programa Antes que Aconteça, desenvolvido com participação do Ministério da Justiça. Ela afirmou que seguirá a orientação do governador Lucas Ribeiro (PP) no apoio ao presidente. “Seguimos a orientação do governador Lucas Ribeiro e, no dia 25 de outubro, continuaremos com Lula! É 13 nas urnas!”, declarou.

O apoio segue a posição de Lucas Ribeiro, mas diverge da direção nacional do PP, que decidiu apoiar Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na disputa presidencial.

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Política

BTG/NEXUS: 51% dizem que não votariam em Lula “de jeito nenhum”; 47% dizem o mesmo sobre Flávio Bolsonaro

(Marcelo Camargo/Agência Brasil/Waldemir Barreto/Agência Senado/Divulgação)

Levantamento BTG/Nexus divulgado nesta terça-feira (13) mostra que 51% dos eleitores declararam que não votariam “de jeito nenhum” no presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para presidente da República.

Segundo a pesquisa, 47% responderam o mesmo em relação ao senador Flávio Bolsonaro (PL).

Metodologia

O levantamento entrevistou 2.002 eleitores de 10 a 12 de outubro de 2026. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos. O grau de confiança do levantamento é de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-07997/2026. 

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Política

Senado retoma hoje debate sobre fim da escala 6×1; votação é prevista para amanhã

Jonas Pereira/Agência Senado

O Senado retoma, nesta terça-feira (13), a discussão da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que acaba com a escala 6×1. A votação em primeiro turno está prevista para quarta-feira (14), após a quinta e última sessão de debate.

Para aprovar a proposta, são necessários 49 votos favoráveis em dois turnos. O governo tenta viabilizar um calendário especial para acelerar a votação e dispensar o intervalo entre as duas etapas. Sem isso, não será possível concluir a análise antes do segundo turno das eleições, em 25 de outubro.

A oposição quer adiar a votação para depois do pleito. O líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), classificou a discussão como “oportunista” e afirmou que votar um tema desse tamanho durante o período eleitoral “não faz bem ao país”. Segundo ele, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está “desesperado” para se reconectar com o eleitorado.

Aliados de Flávio Bolsonaro (PL) temem que a proposta beneficie Lula, mas avaliam que votar contra o fim da escala 6×1 também pode prejudicar a campanha do senador. Apesar das críticas, Flávio deve votar a favor do texto.

O que diz a PEC

O texto prevê cinco dias de trabalho e dois de descanso por semana, com jornada de 40 horas semanais. Se aprovada, a medida entrará em vigor 60 dias após a promulgação, com redução gradual da jornada de 44 para 42 horas e, depois, para 40 horas.

A proposta também estabelece duas folgas por semana, sendo uma delas preferencialmente aos domingos, ou distribuídas ao longo do mês.

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Política

PESQUISA PODERDATA/AYA: Flávio Bolsonaro tem 51% dos votos válidos no 2º turno; Lula, 49%

divulgação

Uma pesquisa do PoderData/AYA, divulgada nesta terça-feira (13), mostra o senador Flávio Bolsonaro (PL) com 51% das intenções de voto em um cenário estimado para a disputa de segundo turno contra o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que tem 49%.

O cenário considera somente os votos válidos, descartando brancos e nulos. Como a margem de erro do levantamento é de 1,8 ponto percentual, os candidatos estão empatados tecnicamente.

Na pesquisa anterior, divulgada na última quinta-feira (8), Flávio tinha 53%, enquanto Lula registrava 47%.

Metodologia

A PoderData/AYA entrevistou 3.000 eleitores em todo o país, entre os dias 10 e 12 de outubro, através de entrevistas por telefone. A margem de erro do levantamento é de 1,8 ponto percentual, para mais ou para menos, com índice de confiança de 95%.

A pesquisa foi realizada com recursos próprios do instituto e está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-01209/2026.

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Paraíba

Motorista da caminhonete envolvida em acidente que matou motociclista em JP se entrega à polícia

Reprodução

O motorista da caminhonete envolvida no acidente que matou o motociclista Anderson França, de 35 anos, em João Pessoa, se entregou à Polícia Militar nesta segunda-feira (12). Ele foi identificado como Itálo Jansen de Melo Chaves.

Segundo a PM, o motorista foi levado à Central de Flagrantes, no bairro do Geisel, após o advogado informar que o cliente queria se entregar.

À TV Cabo Branco, o advogado Robério Capistrano afirmou que Itálo não teve intenção de provocar o acidente e negou que ele tenha ingerido bebida alcoólica.

De acordo com as informações, o motorista já tinha passagem pela polícia por violência doméstica e outro crime de trânsito. O delegado Sylvio Rabelo informou que Itálo pode responder por homicídio com dolo eventual, quando a pessoa assume o risco de provocar a morte de alguém.

O acidente aconteceu na madrugada desta segunda-feira (12), quando a moto conduzida por Anderson colidiu com a caminhonete.

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Política

SEM CHANCE: Flávio Bolsonaro avisa ao Centrão que não apoiará recondução de Motta e Alcolumbre

O candidato à Presidência da República pelo PL, Flávio Bolsonaro, avisou a lideranças do Centrão que não pretende apoiar a permanência de Hugo Motta (Republicanos-PB) e Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) no comando da Câmara dos Deputados e do Senado, respectivamente, a partir de 2027.

O recado foi dado durante as negociações que aproximaram União Brasil, PP e Republicanos da candidatura do PL no segundo turno. Flávio rejeitou acordos para a recondução dos atuais presidentes das duas Casas.

O presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira, admitiu a dificuldade de encontrar uma solução favorável a Hugo Motta. “Infelizmente, não. Eu tentei”, afirmou à CNN Brasil.

Já Ciro Nogueira, presidente nacional do PP, sinalizou a pessoas próximas que pretende escolher em quais disputas pelo comando do Congresso vai se envolver. Segundo uma fonte próxima, ele disse ser preciso “escolher suas brigas”. Antônio Rueda, do União Brasil, também não teria tentado avançar em um acordo para manter Alcolumbre no cargo.

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Polícia

Mulher passa por cirurgia para retirar remédio engolido para entrar no presídio Silvio Porto em JP

Uma mulher precisou passar por cirurgia para retirada de 1.100 comprimidos envolvidos com maconha que ela ingeriu para entrar com os produtos no Presídio Silvio Porto, em João Pessoa.

A suspeita foi presa no último sábado (10) ao ser flagrada pelo scanner corporal durante a revista na unidade prisional. Ela estava com 550 invólucros dentro do corpo, cada um com dois comprimidos de cloridrato de triexifenidil, medicamento usado principalmente no tratamento de sintomas motores da doença de Parkinson.

Detida, a mulher que não teve a identidade revelada, foi encaminhada para o Hospital de Emergência e Trauma de João Pessoa, para retirada dos comprimidos. Ela segue internada em estado estável.

A Polícia Penal informou que a mulher já respondia em liberdade por tráfico de drogas por tentar entrar no mesmo presídio com materiais ilícitos.

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Paraíba

FERIADO: Homem se afoga na praia de Cabo Branco e é internado em estado grave, em João Pessoa


					Homem se afoga na praia de Cabo Branco e é internado em estado grave, em João Pessoa
Homem se afoga em praia de Cabo Branco e é internado em estado grave, em João Pessoa – Foto: Hospital de Trauma João Pessoa.

Um homem de 30 anos, que não teve a identidade divulgada, se afogou na praia de Cabo Branco, na tarde desta segunda-feira (12), em João Pessoa. Devido ao afogamento, ele ficou em estado grave e precisou ser socorrido.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, banhistas retiram a pessoa da água, enquanto os guarda-vidas que estavam no Busto de Tamandaré chegavam até o local do afogamento. As equipes fizeram os primeiros atendimentos e constaram o estado de saúde grave do homem.

Devido a gravidade, o homem foi socorrido para o Hospital de Trauma de João Pessoa pelo helicóptero Acauã, o Grupamento Tático Aéreo (GTA), que realiza, também, transporte aeromédico de pessoas.

Ao Jornal da Paraíba, o Hospital de Trauma confirmou que o paciente deu entrada na unidade e que ainda realiza os primeiros procedimentos de urgência.

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Brasil

Pesquisa interna da campanha aponta Flávio 10 pontos percentuais à frente de Lula

Foto: Reprodução/CNN

Uma pesquisa interna da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) aponta o senador com 55% das intenções de voto válidas, contra 45% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), uma vantagem de 10 pontos percentuais na disputa pelo segundo turno das eleições presidenciais.

O resultado foi divulgado pela repórter Beatriz Manfredini, da Jovem Pan, com base em um levantamento interno atualizado na sexta-feira (9). Segundo a jornalista, a equipe de Flávio comemorou os números, que indicariam a consolidação da vantagem registrada pelo senador desde o primeiro turno.

O tracking também aponta uma diferença de 10 pontos percentuais na rejeição dos candidatos. Lula aparece com 53%, enquanto Flávio registra 43%. Apesar dos números favoráveis, a campanha do PL considera que a disputa ainda está aberta.

De acordo com a apuração de Manfredini, o eleitorado indeciso ou suscetível a mudar de voto caiu de 18%, antes do primeiro turno, para 9%. A campanha pretende concentrar esforços nesse grupo, além de buscar eleitores de candidatos que ficaram fora da segunda etapa e pessoas que não compareceram às urnas.

A segurança pública também deve ganhar destaque na estratégia eleitoral. Segundo a repórter, mais de 30% dos eleitores indecisos apontam violência e segurança como suas principais preocupações. A orientação interna, apesar do otimismo com a pesquisa, é evitar o clima de vitória antecipada e manter uma campanha sem mudanças bruscas de estratégia.

Com informações de Jovem Pan

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