
A delegada da Polícia Civil, Elizabeth Beckamn, encarregada do caso do pregador evangélico que assassinou a própria esposa, reforçou, nesta sexta-feira (26), que a equipe de investigadores não conseguiu nenhuma informação sobre o paradeiro do fugitivo e detalhou o ocorrido. O crime aconteceu no início da manhã desta sexta-feira, no bairro José Pinheiro, em Campina Grande.
Em entrevista para o programa Hora H, da Rede Mais Rádios, a delegada destacou os detalhes da cena do crime, com todos os ferimentos da vítima e da arma do crime, um facão, que foi confirmada pela perícia. Porém, ela se surpreendeu com o caso não só pela violência, mas também pelos envolvidos.
“Foi uma situação que surpreendeu a todos em razão de serem um casal bastante religioso. Eles eram evangélicos, trabalhavam na igreja como pregadores e tinham uma boa convivência, sem casos anteriores de violência doméstica”, revelou.
Ainda de acordo com a delegada, a investigação entrou em contato com amigos e familiares do casal. Os relatos mostraram que o marido tinha crises de insegurança quanto a fidelidade da esposa. Ou seja, sempre questionava se ela o amava e buscava saber, constantemente, onde ela estava.
Apesar disso, o marido cometeu o crime e, após utilizar o facão, limpou o sangue da vítima numa bíblia. A delegada também explicou o motivo disso, relatando que o fato de serem bastante religiosos é uma das explicações.
“Na casa, acreditamos, em razão da religiosidade, eles já possuíam várias bíblias abertas em determinados pontos da casa, até como objetos de decoração, de devoção, eu acredito. Marcas de lâmina, como se fosse uma faca, com sangue, mais precisamente no livro de Salmos, segundo consta”, disse.
Além disso, o homem, após a prática do crime, acordou a filha mais velha da mulher e pediu a ela que comunicasse a vizinha sobre o acontecimento, enquanto ele fugia. O casal não tinha filhos em comum: o casal morava com três sobrinhos do foragido, além dos três filhos da própria vítima.
Leonardo Abrantes – MaisPB




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