O Partido dos Trabalhadores (PT) avalia a possibilidade de colocar recursos do fundo partidário para o senador suplente, Jeová Campos (PT), caso o ex-governador Ricardo Coutinho (PT) não consiga o direito de receber o dinheiro para a campanha ao Senado, conforme recomendação do Ministério Público Eleitoral (MPE).
“A gente está vendo a possibilidade junto a direção nacional do PT a possibilidade de alocar recursos para o nosso suplente, Jeová Campos, que é filiado ao PT e pode tranquilamente receber os recursos da campanha”, revelou o dirigente partidário em entrevista ao programa Hora H, apresentado pelos jornalistas Wallison Bezerra e Sony Lacerda, na Rede Mais Rádio.
Ainda durante a entrevista, Macêdo criticou o fato de a Justiça Eleitoral manter o ex-gestor no Guia Eleitoral após julgar ações contra o petista, mas, ao mesmo tempo, não assegurar os recursos para que a mídia seja produzida.
“Na minha opinião, é uma forma de tirar Ricardo da disputa. Nós já estamos recorrendo da decisão. A campanha continua sem problema nenhum e não vamos deixar que uma decisão de tapetão retire o direito de eleger Ricardo Coutinho senador”, finalizou.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ironizou as críticas do presidente da Argentina, Javier Milei. Ao ser questionado por jornalistas sobre o assunto, durante agenda no Ministério das Relações Exteriores, respondeu: “Eu? Quem é esse cara?”.
No último sábado (25), Milei participou da convenção do PL, que lançou a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência. Durante o evento, chamou Lula de “presidiário”, acusou o governo de “prender opositores” e fez críticas à política econômica do Brasil.
Também nesta segunda, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que a economia brasileira está melhor que a da Argentina e chamou Javier Milei de “palhaço”.
Após as declarações de Milei, o governo brasileiro convocou o embaixador do Brasil na Argentina, Julio Bitelli, para prestar esclarecimentos sobre a relação entre os dois países.
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um alerta amarelo de baixa umidade do ar para 108 cidades da Paraíba. O aviso é válido a partir das 10h e vai até as 21h desta terça-feira (28).
Segundo o instituto, a umidade relativa do ar deve variar entre 20% e 30%, com baixo risco de incêndios florestais e de impactos à saúde.
O Inmet orienta que a população das cidades afetadas mantenha a hidratação constante, evite atividades físicas intensas nas horas mais secas do dia e reduza a exposição ao sol nos períodos de maior calor.
Em caso de necessidade, a Defesa Civil pode ser acionada pelo telefone 199, e o Corpo de Bombeiros pelo número 193.
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva desembolsou R$ 255,3 milhões em publicidade institucional da Presidência da República no primeiro semestre de 2026, o maior valor para o período desde o início da série histórica da Secretaria de Comunicação Social (Secom), em 2009.
Além disso, outros R$ 584,7 milhões já foram empenhados no Orçamento deste ano para campanhas institucionais.
Levantamento do Estadão/Broadcast, com base em dados da Secom, do Sistema Integrado de Planejamento e Orçamento (Siop) e do Siga Brasil, sinaliza que os pagamentos no primeiro semestre deste ano foram 57% superiores aos registrados no mesmo período de 2025, já descontada a inflação.
Comparação entre governos
Em comparação com 2022, último ano do governo Jair Bolsonaro (PL), o desembolso é 219% maior. Ao todo, desde o início do atual mandato, a gestão Lula já pagou cerca de R$ 1,1 bilhão em publicidade institucional, superando os valores registrados nas gestões de Bolsonaro, Michel Temer (MDB) e Dilma Rousseff (PT).
Segundo a Secom, apenas 17,3% do valor desembolsado neste ano corresponde a despesas de 2026, já que parte dos pagamentos se refere a contratos firmados em exercícios anteriores, que podem remontar aos últimos cinco anos.
PL acionou TSE contra governo Lula
O órgão também afirmou que os investimentos buscam ampliar o conhecimento da população sobre políticas públicas e serviços do governo federal e que seguem os critérios previstos na legislação.
A reportagem destaca que, desde 2022, a legislação eleitoral passou a limitar os empenhos com publicidade institucional em ano eleitoral, e não mais as despesas efetivamente realizadas.
O PL acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para pedir a suspensão das campanhas publicitárias do governo, alegando excesso de gastos, enquanto a Secom afirma que cumpre integralmente as regras eleitorais e as normas que disciplinam a publicidade institucional.
Uma decisão do juiz Antônio Carneiro de Paiva Júnior, da 4ª Vara da Fazenda Pública da Capital, determinou a indisponibilidade de bens móveis e imóveis de 16 pessoasinvestigadas no caso que ficou conhecido como ‘escândalo do Padre Zé’, que apura desvios de recursos do Programa Prato Cheio do Governo do Estado através das entidades ligadas ao hospital. O montante bloqueado não deve ultrapassar o patamar de R$ 11,1 milhões.
A decisão alcança, de forma solidária, os bens e recursos financeiros dos dois ex-secretários do Estado, Tibério Limeira e Pollyanna Werton; do ex-diretor do hospital e principal investigado, padre Egídio de Carvalho; além de outras 13 pessoas. (a lista completa está abaixo)
O pedido para bloqueio foi feito pelo Ministério Público, ao propor uma Ação Civil Pública por ato de improbidade administrativa. A determinação de indisponibilidade ocorreu no dia 22 deste mês.
Após o cumprimento e/ou processamento das determinações, o magistrado retirou o sigilo da decisão nesta segunda-feira (27).
João Paulo Medeiros
No documento o juiz afirma que “a concessão da medida constritiva afigura-se, assim, como o único instrumento idôneo para assegurar que o vultoso patrimônio ilicitamente amealhado pelos demandados permaneça à disposição do juízo para garantir o futuro e integral ressarcimento ao erário estadual”.
“Segundo a narrativa ministerial, os réus promoveram o desvio sistemático de recursos públicos destinados à execução de projetos sociais e assistenciais, com destaque para o “Projeto Prato Cheio” e outros convênios firmados com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Humano, causando um prejuízo colossal aos cofres públicos estaduais”, diz outro trecho da decisão.
Os alvos da determinação são os mesmos denunciados em uma ação penal pelo Gaeco em janeiro de 2025. A denúncia foi recebida pelo Tribunal de Justiça em maio deste ano, tornando réus os investigados. A ação de improbidade é um desdobramento da investigação criminal.
Também em maio o MP apresentou uma nova denúncia, apontando um ‘rombo’ de R$ 10 milhões nos convênios firmados entre o Programa Prato Cheio e as instituições. Nela foram incluídos os ex-secretários Tibério Limeira e Pollyanna Werton; o padre Egídio de Carvalho; as ex-funcionárias do hospital Amanda Duarte, Jannyne Dantas e Andréa Ribeiro Wanderley; além do servidor Iurikel Souza Marques e o empresário Kildenn Tadeu de Lucena.
Decisão cita posição do TCE
Ao decidir sobre o pedido de indisponibilidade, o juiz Antônio Carneiro de Paiva destacou uma posição adotada, em março deste ano, pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE). Nela o TCE imputou um débito de R$ 11 milhões ao padre Egídio de Carvalho, mas afastou a responsabilidade dos ex-secretários e demais gestores.
“Cumpre sublinhar, por oportuno, que o fato de o Acórdão AC1-TC-00349/2026 do Tribunal de Contas do Estado da Paraíba ter imputado o débito administrativo exclusivamente a Egídio de Carvalho Neto não vincula nem limita a cognição deste Juízo, tampouco afasta a inclusão dos demais réus no polo passivo da presente Ação Civil Pública e na decretação da medida cautelar de indisponibilidade de bens”, avaliou.
“Sob a ótica fática, o próprio acervo probatório coligido na exordial demonstra que a execução dos convênios e a consequente dilapidação do patrimônio público não foram obra isolada de Egídio de Carvalho Neto. A operacionalização dos desvios dependeu da atuação concertada e indispensável dos integrantes do Núcleo Institucional (com a tesouraria e a diretoria do hospital maquiando registros e atestando falsamente o recebimento de insumos), do Núcleo Político-Administrativo (com gestores e secretários estaduais omitindo-se dolosamente no dever de fiscalização e homologando contas viciadas mediante o recebimento de propinas) e do Núcleo Empresarial (fornecedores cooptados que emitiram notas fiscais superfaturadas ou sem lastro de entrega, viabilizando o retorno do dinheiro público em espécie)”, complementou.
O suspeito de matar o paraibano Washington Rodrigo, de 33 anos, nessa sexta-feira, 24, em um quarto de hotel, no bairro de Manaíra, em João Pessoa, seria um adolescente de Caicó. Segundo informações do Plantão Caicó, o jovem de 17 anos mantinha uma falsa identidade nas redes sociais, onde se apresentava como professor universitário e servidor do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN).
Ainda de acordo com as apurações, ele chegou a ministrar palestras utilizando essa identidade, o que reforçava a imagem que tentava transmitir ao público.
As investigações também apontam que o adolescente possui extenso histórico de atos infracionais, sendo considerado de alta periculosidade pelas autoridades. Conforme informações obtidas pela reportagem, ele acumula mais de dez passagens por diferentes ocorrências.
Outra informação levantada durante a apuração é que o adolescente é suspeito de extorquir familiares idosos, entre eles avós e tias, para obter dinheiro que seria utilizado em viagens.
O crime aconteceu em João Pessoa e é tratado pela Polícia Civil da Paraíba como um homicídio de grande repercussão. Conforme a investigação, o adolescente teria marcado um encontro com a vítima por meio de um aplicativo de mensagens. Após o crime, ele deixou o local, mas acabou sendo identificado por meio de imagens de câmeras de segurança e outras provas reunidas durante as investigações.
Por se tratar de um adolescente, sua identidade é preservada conforme determina o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). O caso segue sob investigação da Polícia Civil da Paraíba.
Familiares de Washington Rodrigo disseram que ele trabalhava como motorista autônomo e chegou a relatar à mãe que faria uma corrida particular para Pipa, mas depois não deu mais notícias.
A vítima foi encontrada morta, algemada e com um fio de secador enrolado no pescoço. O corpo seguiu, após perícia, para o Instituto de Polícia Científica (IPC) e foi liberado para velório e sepultamento na cidade de Bayeux, onde ele morava.
Um ponto de esgoto a céu aberto na calçadinha da orla de Cabo Branco, em João Pessoa, foi identificado pela Secretaria de Meio Ambiente (Semam) após a divulgação de um vídeo gravado pelo jornalista Kubitschek Pinheiro denunciando o que chamou de “podridão” no local. Durante a fiscalização realizada na noite deste domingo (26), dois quiosques foram interditados.
As equipes da Divisão de Fiscalização (Difi) constataram que o lançamento irregular de esgoto era proveniente de uma das ilhas de quiosques instaladas na orla. Diante da irregularidade, os fiscais determinaram o embargo imediato de dois estabelecimentos.
Além da interdição, os responsáveis foram notificados a interromper o despejo de esgoto no passeio público e adotar as medidas necessárias para regularizar a situação, conforme a legislação ambiental.
Os brasileiros com mais de 60 anos são os que demonstram maior interesse nas eleições presidenciais de outubro, segundo pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira (27).
Nesse grupo, 60% afirmam ter muito interesse no pleito, nove pontos acima da média nacional, de 51%.
Entre os eleitores de 25 a 40 anos, o índice cai para 43%, o menor entre as faixas etárias.
Já entre os jovens de 16 a 24 anos, 45% dizem ter muito interesse na eleição.
Apesar do interesse mais moderado, os jovens registram o menor nível de desinteresse: apenas 7% afirmam não ter nenhum interesse na disputa presidencial. Segundo a Nexus, isso indica potencial de maior mobilização desse eleitorado ao longo da campanha.
Pesquisa e Inteligência de Dados entrevistou, por telefone, 2.004 pessoas entre os dias 24 e 26 de julho de 2026. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. BR-01489/2026.
O promotor de Justiça Guilherme Barros Soares, da 3ª Promotoria de Justiça de Cabedelo, instaurou, nessa sexta-feira (24), um inquérito civil para apurar as condições de segurança do canteiro de obras do Residencial Alta Wave, da Alta Construções, em Ponta de Campina, após o acidente que provocou a morte de um trabalhador durante a manutenção de um elevador do tipo cremalheira, em 16 de março deste ano.
A portaria informa que o Corpo de Bombeiros interditou parcialmente a área do equipamento ao identificar ausência de projeto de segurança contra incêndio e pânico para o canteiro, certificado de aprovação, Anotação de Responsabilidade Técnica (ART), brigada de incêndio, sinalização de rotas de fuga e outras medidas de prevenção. O órgão também apontou risco à segurança dos trabalhadores na área onde ocorreu o acidente.
O Ministério Público requisitou ao Corpo de Bombeiros informações sobre a situação do embargo, a realização de novas vistorias, a correção das irregularidades e a eventual liberação do elevador. A empresa responsável pelo empreendimento também deverá informar se a obra foi retomada, apresentar documentos relacionados à segurança do canteiro e detalhar as providências adotadas após o acidente.
O promotor ainda determinou o envio de ofício ao Ministério Público do Trabalho para verificar a existência de investigação sobre o acidente, eventual celebração de termo de ajuste de conduta ou ajuizamento de ação civil pública, além das medidas adotadas para prevenir novos riscos aos trabalhadores.
A juíza plantonista Shirley Abrantes Moreira Régis, da 2ª Vara Cível da Capital, concedeu, na semana passada, a tutela de urgência para determinar que a Hapvida Assistência Médica Ltda. e a ALT Saúde Ltda. mantenham integralmente a cobertura do plano de saúde de uma gestante de alto risco. A magistrada entendeu que a beneficiária comprovou ter aderido ao contrato dentro do prazo previsto para garantir a cobertura do parto e que a interrupção da assistência poderia colocar em risco a saúde da mãe e do bebê.
Segundo a decisão, a autora aderiu ao plano em janeiro deste ano, quando estava com cerca de oito semanas de gestação, atendendo à cláusula contratual que assegurava a cobertura do parto para adesões realizadas até a 16ª semana. No curso da gravidez, ela foi diagnosticada com diabetes gestacional e hipertensão gestacional, necessitando de acompanhamento contínuo, mas recebeu comunicado informando o encerramento da comercialização da modalidade contratada, sem definição sobre a continuidade da assistência.
A juíza afirmou que a rescisão ou interrupção da cobertura de beneficiária em gestação avançada afronta os princípios da boa-fé objetiva e da dignidade da pessoa humana. Também destacou que a proximidade do parto, somada às comorbidades apresentadas, evidencia o risco de dano irreparável caso não fosse assegurada a continuidade do atendimento médico.
O caso foi conduzido pelo escritório paraibano Maia Júnior Sociedade Individual de Advocacia.
A ordem judicial determina a manutenção integral da assistência médica, incluindo consultas, exames, internações e o procedimento de parto, além de proibir a imposição de novas carências ou restrições decorrentes da alteração da modalidade do plano. As empresas deverão comprovar o cumprimento da medida em até 24 horas, sob pena de multa diária de R$ 2 mil, limitada a R$ 60 mil.
O governo da Argentina não pretende pedir desculpas oficialmente ao Brasil pelas declarações do presidente Javier Milei contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, durante a convenção do senador Flávio Bolsonaro (PL), no último sábado (25).
Segundo o jornal argentino La Nación, uma fonte da Casa Rosada afirmou que “não haverá pedido de desculpas”. No evento, Milei chamou Moraes de “lixo careca” e se referiu a Lula como “ladrão” e “presidiário”, o que gerou uma crise diplomática entre Brasil e Argentina.
“Talvez não dizer mais nada seja uma forma de desescalar a situação”, disse outro integrante do governo argentino ao jornal.
Após as declarações, o governo brasileiro convocou o embaixador do Brasil na Argentina, Julio Bitelli, para prestar esclarecimentos sobre a relação entre os dois países. A medida é considerada um gesto de repúdio nas relações diplomáticas.
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