
O presidente da Tunísia, Kais Saied, destituiu o primeiro-ministro, Hichem Mechichi, e suspendeu as atividades parlamentares por 30 dias. O anúncio foi feito nesse domingo (25). Manifestações a favor de Saied foram registradas nas ruas do país. A oposição fala em golpe.
A decisão foi oficializada no fim de um dia com muitos protestos contra o governo e o partido islâmico moderado Ennahda, que é o maior no parlamento do país. A população reclama do aumento de casos de covid-19 e da crise econômica.
Em comunicado realizado na televisão, Saied invocou a Constituição para anunciar que assumirá o poder Executivo com a ajuda de um novo primeiro-ministro.
“Muitas pessoas foram enganadas pela hipocrisia, foram traídas e tiveram seus direitos roubados”, disse o presidente. Ele avisou que as Forças Armadas estão preparadas para responder à violência: “Advirto a quem pensar em recorrer a armas e a quem disparar um tiro, as Forças Armadas responderão com balas”.
Esta é a maior crise da democracia tunisiana desde a revolução de 2011, que desencadeou a Primavera Árabe. Na ocasião, um governo que exercia o poder absoluto no país foi derrubado em favor de um governo democrático, que também falhou.
Poder 360

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