
A prática de cartel, apesar de crime, é muito comum em atividades econômicas que visam dominar mercados e limitar a concorrência. Essa mesma atitude tem sido alvo de denúncias contra médicos anestesistas de João Pessoa que, em cooperação mútua, equiparam preços dos serviços e, em alguns casos, chegam a “abandonar” os pacientes antes da conclusão de cirurgias, o que infringe o código de ética dos respectivos profissionais.
A partir de denúncias ao Conselho Regional de Medicina da Paraíba (CRM-PB), foi aberta uma sindicância para apurar as possíveis irregularidades da conduta médica de seis profissionais que compõem a equipe do Hospital Nossa Senhora das Neves, em João Pessoa.
Após a análise de uma vasta documentação, os conselheiros do CRM entenderam que há fortes indícios da prática de diversas e graves infrações éticas. O relatório foi aprovado à unanimidade para abertura do Processo Ético Profissional. Caso as denúncias se confirmem, os médicos poderão ser condenados com a suspensão de suas atividades e até mesmo a cassação do exercício profissional.
O CRM entendeu que, diante da gravidade dos fatos denunciados e do conjunto probatório existente haveria a Violação artigos do Código de Ética Médica
A corregedoria do CRM vai solicitar os documentos comprobatórios dos hospitais onde esses médicos atuam para comprovação das supostas infrações. Posteriormente os denunciados serão ouvidos pelo CRM e o relator do processo deve marcar a sessão de julgamento para analisar as possibilidades ou não de penalizações, cuja punição pode ocorrer de advertência até a cassação do registro profissional. As informações recebidas dão conta que as provas são robustas e os envolvidos dificilmente escaparão de uma punição.
Os médicos investigados são: José Bonifácio Imperiano, Aníbal Costa Filho, Daniel Imperiano, Edmilson Gomes Filho, Davidson Barbosa e Rodrigo Vital






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