
Quase metade (44%) das cidades do Nordeste, região governada pela esquerda, não têm nenhum sistema de drenagem fluvial. O percentual de 56% é bem inferior ao Sudeste do país, onde 89,8% têm algum sistema de drenagem, e ao Sul, com 92,9%.
Os dados fazem parte de um levantamento feito pela consultoria Go Associados, a partir dos dados mais recentes do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (Snis), referentes a 2021. O Snis é um órgão ligado ao Ministério de Desenvolvimento Regional.
Na região Norte, a situação é ainda pior do que no Nordeste: só 54,5% das cidades têm algum sistema de drenagem. Completando as regiões, no Centro-Oeste a cobertura é de 75,1%.

Luccas Saqueto, economista da Go Associados, acrescenta que tragédias como a do Recife, governado pelo socialista João Campos (PSB) evidenciam um problema crônico de falta de planejamento urbano.
“Recife é uma cidade toda cortada por rios, municípios do interior de São Paulo, como Franco Da Rocha, também. Mas essas cidades cresceram muito, se adensaram, mas sem planejamento, sem túneis e galerias fluviais para escoar a água das chuvas”, diz Saqueto.
O levantamento mostra ainda que a situação é mais crítica se for levado em conta o percentual de municípios com sistema exclusivo de drenagem, que está presente apenas em 18% dos municípios nordestinos, contra uma média nacional de 54,7% das cidades brasileiras.
Em nota, o Ministério de Desenvolvimento Regional informou que foram investidos mais de R$ 2,6 bilhões em ações de prevenção de desastres no país desde 2019.
“Cabe destacar, também, que conforme anunciado pelo ministro Daniel Ferreira, o MDR conta com cerca de R$ 1 bilhão para ações de socorro, assistência e restabelecimento de serviços essenciais eventualmente interrompidos. Os recursos foram disponibilizados por meio de medidas provisórias e poderão, também, ser utilizados para reconstrução de infraestrutura pública e casas destruídas em razão das chuvas”, diz o comunicado.
O Ministério ressalta ainda que no início deste ano, foram repassados aos municípios em situação de emergência e calamidade pública cerca de R$ 416,2 milhões para ações de resposta. “Além disso, a contratação e a execução dos empreendimentos são de responsabilidade dos entes (estados e municípios), sendo que a liberação dos recursos ocorre de acordo com a evolução das obras”.







Comente aqui