
Uma reportagem da Folha de Sâo Paulo traz a dificuldade do PT em lançar candidaturas ao Congresso nas eleições deste ano. Como é o caso do ex-governador da Paraíba, Ricardo Coutinho, um dos caciques do Pt no estado, mas está inelegível por abuso do poder político e econômico, entre elas a concessão irregular de microcrédito, a distribuição de kits escolares e a contratação e exoneração de servidores e prestadores de serviços no trimestre anterior ao pleito de 2014.
A matéria destaca que o PC do B, partido que fechou aliança com João Azvedo no estado, pode indicar o nome que vai substituir Ricardo, caso a situação permaneça. No entanto, o PCdoB apresentou o nome do professor Rangel Júnior para o Senado. O ex-reitor da UEPB é aliado de Azevêdo.
De modo geral, parlamentares do PT têm reclamado da falta de estratégia do partido para organizar as candidaturas à Câmara e ao Senado. A situação do Senado é considerada a mais crítica porque das oito pré-candidaturas lançadas, apenas a de Wellington Dias (Piauí) e de Camilo Santana (Ceará) estão confirmadas.
A presidente nacional da legenda, Gleisi Hoffmann, diz que as direções estaduais já têm orientações sobre esse assunto e rechaça a crítica. “Esses parlamentares deveriam procurar seus diretórios e ajudar a construir. Nosso GTE [Grupo de Trabalho Eleitoral] já fez inúmeras reuniões e nossa secretaria de Organização está acompanhando a formação das chapas”, afirmou à Folha.


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