Política

O retorno do PT ao poder seria um desastre do qual o país poderia não se recuperar

*Por Pedro Jobim, Leonardo De Paoli

Recentes declarações do ex-presidente Lula a respeito do que poderiam vir a ser elementos de seu programa de governo, num hipotético retorno do PT à presidência, provocaram, estranhamente, reação de surpresa em alguns observadores da cena nacional.

Entre outras propostas, o ex-presidente defendeu a revogação da Reforma Trabalhista; a adoção de metas de crescimento pelo Banco Central; e a reativação dos empréstimos do BNDES como instrumento de fomento ao crescimento.

Anteriormente, o ex-presidente já havia proposto o fim da política de apreçamento dos combustíveis vendidos pela Petrobrás, baseada nos preços internacionais dos mesmos, e advogado, também, o fim do teto de gastos, intenção reiterada nessa última semana.

Não deveria haver nenhuma surpresa quanto ao teor desses comentários. Eles estão alinhados às práticas implementadas pelo PT ao longo dos treze anos de seus governos, que culminaram com a queda de quase 7% do PIB e a elevação de 8pp da taxa de desemprego, entre 2015 e 2016. Essa foi a maior recessão jamais registrada na economia Brasileira desde o início da série do Produto Interno Bruto, em 1901.

Nos concentraremos, aqui, em discutir a proposta do fim do teto de gastos, o questionamento das práticas comerciais da Petrobras e a intenção de voltar a expandir os empréstimos do BNDES.

Consideremos, inicialmente, o teto de gastos.

É natural que o PT seja contra este instrumento de disciplina fiscal. A despesa total do governo central como proporção do PIB, que era de 15,8% em 2002, encerrou 2016 em 19,8%, refletindo crescimento real médio de 6% ao ano, no período. Essa média, por sua vez, pode ser decomposta em 4% para as despesas com pessoal e 8% para as despesas sociais, na mesma métrica.

Uma grande parte do aumento das despesas sociais, nesse período, pode ser explicada pela elevação real do salário mínimo, que foi de 4,6% por ano, na média, entre 2003 e 2016. A explosão dos gastos com Previdência viria a ser um dos fatores de desestabilização fiscal que aprofundaria a recessão de 2015-16, que só pôde ser controlada quando a mudança de governo possibilitasse a introdução do novo regime fiscal, com o instituto do teto de gastos, em 2016, posteriormente complementado pela Reforma da Previdência, aprovada em 2019.

A expansão dos empréstimos do BNDES para países e empresários amigos do PT foi uma estratégia perseguida ao longo de todo o período em que o partido esteve no poder, e que teria papel central na magnificação da crise, a partir de 2014.

As concessões do banco passariam de uma média de 2,0% do PIB no 2º governo FHC para 3,0% entre 2003 e 2015, tendo atingido um pico de 4,3% em 2010. Vários desses empréstimos financiaram verdadeiros desastres industriais e financeiros, como a construção do Comperj, iniciada em 2008; a da Refinaria de Abreu e Lima, em 2007, e o financiamento à Sete Brasil, a partir de 2010.

A baixa nos preços das commodities, a partir de 2014, ajudou a desnudar a política irresponsável de crédito praticada pelo governo por meio do BNDES e de outros braços financeiros, tendo sido a inadimplência de diversos ativos importante fator determinante da agudicidade da recessão.

O BNDES foi ainda a principal ferramenta utilizada no período para a geração de superávits primários contábeis, que eram criados, como vento, pela capitalização do banco com recursos do Tesouro Nacional (R$ 440 bilhões, entre 2008 e 2014), e posterior recolhimento de seus “dividendos” à União.

Foram as famosas “pedaladas fiscais”, que, além de terem contribuído para a desestabilização fiscal e, portanto, também para a recessão, tiveram importante papel na formalização dos motivos para o impeachment da ex-presidente Dilma Roussef.

A crítica à política de preços da Petrobras feira pelo ex-presidente é, também, natural. Durante o governo do PT, a Petrobras não praticou a paridade dos preços de seus produtos com o mercado internacional, o que contribuiu para a descapitalização da empresa.

Além disso, faz sentido que o ex-presidente não tenha também manifestado intenção em privatizar a estatal. Durante seu governo e o de sua sucessora, a Petrobras endividou-se e torrou dezenas de bilhões de dólares em projetos industriais superfaturados e até hoje inconclusos, como os já citados Abreu e Lima e Comperj, além de ter gasto outras centenas de milhões de dólares na compra de ativos sucateados, como a refinaria de Pasadena, nos EUA, em 2006, que só seria revendida em 2019, por uma fração do custo de aquisição original.

Com a queda no preço do petróleo, de 2014 em diante, a deterioração no balanço da empresa tornou-se visível e ajudou a viabilizar os primeiros resultados da Operação Lava Jato que, posteriormente, levaria vários dos diretores da empresa à época do governo do PT a devolverem à Justiça enormes quantias que haviam sido desviadas ao longo do período.

Muito mais poderia ser dito sobre os métodos de operação do PT e de sua perniciosidade para o país. Por exemplo, a relação corrupta entre figuras importantes do partido e de seus aliados com uma das maiores empreiteiras do Brasil, no decurso de um longo período, detalhada no impressionante livro “A Organização”, de Malu Gaspar.

Neste artigo, nosso objetivo é apenas esclarecer que a instrumentalização da Petrobras e do BNDES para objetivos políticos e as práticas fiscais irresponsáveis estiveram no cerne do projeto de espoliação de recursos do Brasil executado pelo PT entre 2003 e 2016.

Não deveria causar surpresa, portanto, a defesa de idéias, por parte do ex-presidente que, apesar de em si mesmas constituírem “apenas“ má política econômica, não por coincidência integram o mesmo arcabouço que potencializou o vendaval de recessão e impunidade para o qual seu partido arrastou o Brasil, deixando feridas e consequências que levarão décadas para serem absorvidas.

O contraste dessas práticas com os resultados do atual governo não poderia ser maior.

No plano fiscal, o teto de gastos, ainda que abalado pela PEC 23/2021, permanece de pé e permitirá a este governo, como vem destacando repetidamente o ex-secretário do Tesouro Nacional Mansueto Almeida, tornar-se o primeiro, desde a Constituição de 1988, a encerrar seu quadriênio exibindo um gasto menor como proporção do PIB do que aquele observado em seu início.

Boa parte desse resultado advém da disciplina imposta pela atual administração às contas da Previdência e às despesas com pessoal.

gráfico 1 abaixo mostra o reajuste médio do salário-mínimo em cada quadriênio desde 1998.

Já o gráfico 2 exibe com clareza o papel da queda do número de funcionários públicos federais desde 2018, resultado da prática da atual administração de não repor a aposentadoria de servidores (note-se, em oposição, o enorme aumento no número de servidores observado entre 2003 e 2013, quando o PT esteve no governo).

gráfico 3 mostra o resultado na variação real da despesa com pessoal – que passou de aumento anual de 4%, na era PT, à queda de 3%, na atual administração.

No que se refere ao BNDES, além do retorno de R$ 218 bilhões em capital do banco ao Tesouro Nacional entre 2019 e 2022, as concessões anuais, no presente quadriênio, têm se mantido inferiores a 1% do PIB, as menores desde a década de 1990.

Finalmente, no que se refere à Petrobras, a atual administração deu continuidade ao trabalho de saneamento iniciado no governo Temer, que permitiu resgatá-la de uma situação falimentar em 2015 – quando a realidade da empresa, dilapidada pela corrupção, era tão precária que ela sequer pôde honrar as datas de publicacao de diversos de seus balanços entre 2014 e 2016.

Hoje, a Petrobras é uma empresa saudável, que distribuirá, em 2022, de forma completamente livre de malabarismos contábeis, quase R$ 400 bilhões aos governos federal e estaduais, na forma de dividendos, royalties, e impostos diversos, representando, de modo oposto ao observado no período do PT, um notável indutor de fortalecimento tanto para as contas públicas quanto para o crescimento da economia.

Alguns poderiam argumentar que, apesar de toda a malversação de recursos públicos praticada pelo PT, a economia logrou crescer em boa parte do período em discussão. É verdade.

No entanto, isso ocorreu por uma combinação dos seguintes fatores: algumas escolhas minimamente acertadas de política econômica; ponto de partida da economia brasileira, em 2002, extremamente desfavorável (juros de 25%, inflação de 12%, taxa de câmbio depreciada, relação crédito/PIB de apenas 26%), indicadores que puderam ser melhorados sem muita dificuldade nos anos subsequentes; enorme crescimento da China e correspondente ciclo de commodities favorável à economia brasileira; e, ainda, crescimento da população em idade ativa superior a 1,5% ao ano.

Esse conjunto de circunstâncias permitiu que os mencionados descalabros na política fiscal, as políticas de crédito irresponsáveis e a má utilização de recursos públicos permanecessem escamoteados durante muitos anos, até que a inversão do ciclo de commodities expusesse os diversos malfeitos já descritos.

As circunstâncias da economia local e global, hoje são muito mais adversas do que as vigentes àquele período. A repetição das mesmas políticas praticadas, como defende o ex-presidente, portanto, seriam punidas com muito mais velocidade, por meio de resultados econômicos muito ruins e a rápida intensificação do empobrecimento do Brasil.

Cabe ainda um último comentário sobre a preferência pelo PT, em relação à atual administração, abertamente defendida por respeitados observadores da cena nacional, sob o argumento de que a reeleição do incumbente representaria um “risco à democracia”.

É verdade que a corrupção de agentes públicos e o uso de empresas estatais para fins de interesse do grupo político no poder está presente no Brasil, e em diversos outros países, desde longa data.

Nesse aspecto, porém, a inovação implementada pelo PT viria a ser o sequestro sistemático dos recursos do Estado e seu direcionamento a fundos partidários e pessoais de alguns de seus integrantes ou aliados, de modo a apoiar a perpetuação do partido no poder.

Em dois séculos de independência, essa foi a primeira vez em que o país e seus recursos viram-se reféns de um grupo político organizado em torno de tal objetivo.

No plano da história do Brasil, esse nível de espoliação pode ser comparado apenas ao ciclo do ouro no século XVIII, quando a Coroa portuguesa apertou o garrote sobre a economia local e dela extraiu todos os recursos que pôde para sustentar o restante de seu império ultramarino.

Há aqui, obviamente, uma importante diferença: os integrantes do PT são, em sua maioria, pelo menos no papel, brasileiros, ao passo que o Brasil, à época do ouro das Geraes, era uma colônia de Portugal.

Outras comparações pertinentes são as formas de patrimonialismo extremo observadas na antiga Rússia Imperial ou em algumas ditaduras contemporâneas da África.

A violência praticada ao Estado de Direito no Brasil pelo PT, na forma dos esquemas de corrupção amplamente documentados nos autos de múltiplas cortes, delações de empresários, livros e toda espécie de mídias, é inquestionável.

A democracia – ingênua ou dolosamente associada por muitos à simples prática do sufrágio universal – é apenas um pequeno componente do Estado de Direito que, em nosso país, está sim seriamente ameaçado.

Não pelo atual líder do Poder Executivo que, apesar de sua retórica por vezes virulenta, não avança para além de suas atribuições e nem desrespeita a ordem constitucional, diferentemente de alguns integrantes de outros poderes constituídos.

O retorno do PT ao poder seria um desastre do qual o país pode não ter chance de se recuperar.

Pedro Jobim – Sócio fundador da Legacy Capital. Atua no mercado financeiro desde 2002, tendo sido economista-chefe do banco Itau BBA e da tesouraria do banco Santander. É engenheiro mecânico-aeronáutico formado pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), mestre em economia pela PUC-Rio e Ph.D em economia pela Universidade de Chicago.

InfoMoney

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Brasil

DESESPERO: Após pesquisas indicarem virada de Flávio, Lula anuncia medida eleitoreira para baixar preço dos combustíveis; conta já chega a R$ 27 bi

Foto: Divulgação

Pesquisas estaduais confirmam vantagem numérica de Flávio Bolsonaro no Sudeste e mostram por que preservar a votação de 2022 pode não bastar para Lula. Diante do sinal de alerta, o presidente anunciou medida eleitoreira para baixar preço dos combustíveis (confira vídeo abaixo).

Na pesquisa Quaest divulgada nesta terça-feira (8) mostra pela primeira vez Flávio Bolsonaro (PL) numericamente à frente de Lula (PT) em Minas Gerais em uma eventual disputa de 2º turno para presidente. Flávio tem 40%, contra 37% de Lula.

A conta do governo Lula para tentar impedir que a alta internacional do petróleo chegue com força às bombas às vésperas da eleição já alcança 27,4 bilhões de reais.

Nesta quarta-feira, o governo abriu mais 6,605 bilhões de reais em crédito extraordinário para financiar subsídios a combustíveis. A maior parcela, de 5,607 bilhões de reais, será destinada ao diesel rodoviário. Outros 998 milhões de reais irão para a produção e a importação de derivados de petróleo.

É a mais recente de uma sequência de medidas adotadas desde março para amortecer no mercado interno a disparada do petróleo provocada pelos conflitos no Oriente Médio. O Brent voltou a superar a barreira dos 100 dólares por barril.

Só em créditos extraordinários, o governo abriu 10 bilhões de reais em março para o diesel, 330 milhões de reais em abril para o gás de cozinha, 550 milhões de reais em junho para o diesel, além de 3,339 bilhões e 3,473 bilhões de reais em julho e outros 3,152 bilhões de reais em agosto para diferentes subsídios a combustíveis.

Somado ao crédito desta semana, o volume autorizado chega a 27,449 bilhões de reais. Os recursos são repassados a produtores e importadores mediante mecanismos de subvenção criados pelo governo para evitar que todo o aumento dos custos internacionais seja transferido aos consumidores.

A escalada dos gastos ocorre em um momento particularmente sensível para o Palácio do Planalto. O preço dos combustíveis é uma das principais preocupações econômicas da campanha de Lula, tanto pelo impacto direto sobre o bolso do eleitor quanto pelos efeitos do diesel sobre fretes, alimentos e inflação.

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Futebol

DOUGLAS SANTOS: Com paraibano na lista, Ancelotti faz primeira convocação após Copa

O treinador Carlo Ancelotti, da Seleção Brasileira, convocou 26 jogadores, nesta quarta-feira (9), para partidas amistosas. Entre os convocados está o lateral paraibano Douglas Santos, do Zenit.

Lateral esquerdo do Brasil na Copa do Mundo deste ano, o jogador paraibano tem acumulado convocações desde a chegada do técnico italiano à Seleção Brasileira. Além do mundial, ele também participou das Eliminatórias do torneio.

Os jogadores foram convocados para jogos amistosos. No dia 25 de setembro, o Brasil enfrenta a Austrália no estádio Queensland Country Bank, em Townsville. Em seguida, no dia 29, encara novamente os donos da casa, desta vez no estádio Suncorp, em Brisbane.

Após enfrentar os australianos, a Seleção Brasileira fará seu primeiro jogo contra a equipe nacional da Índia. A partida inédita acontecerá no dia 3 de outubro, no estádio Vivekananda Yuba Bharati Krirangan (conhecido como Estádio Salt Lake), na cidade de Calcutá.

Veja lista completa de convocados

Goleiros 
Hugo Souza
Pedro Morisco
Otávio Costa

Defensores
Arthur Dias
Douglas Santos
Gabriel Magalhães
Jair Cunha
Marquinhos
Matheuzinho
Mauro Jr.
Vitor Reis
Wesley

Meio-campistas
Andrey Santos
Breno Bidon
Bruno Guimarães
Danilo Santos
Douglas Luiz
Gabriel Bontempo

Atacantes
Endrick
Estêvão
João Pedro
Pedro
Raphinha
Rayan
Samuel Lino
Vini Jr.

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Brasil

“MANIFESTO À NAÇÃO BRASILEIRA”: Mais de 3 mil entidades citam “crise institucional de extrema gravidade” cobram imparcialidade e transparência do STF

Foto: Felipe Sampaio/SCO/STF

Entidades de diferentes setores da economia cobraram, nesta quarta-feira (9), que o Supremo Tribunal Federal (STF) analise com urgência e em sessão pública os fatos relacionados à crise institucional envolvendo ministros da Corte.

O “Manifesto à Nação Brasileira” reúne mais de 3 mil entidades (veja lista completa aqui), incluindo a Confederação Nacional da Indústria (CNI), Fiesp e Confederação Nacional do Comércio (CNC), que representam cerca de 90% do PIB brasileiro.

O documento afirma que o país vive uma “crise institucional de extrema gravidade” e cobra transparência e imparcialidade do STF.

“Não há Estado de Direito sem juízes acima de qualquer suspeita. A autoridade de um tribunal não decorre da toga nem do cargo, mas da legitimidade que só a imparcialidade, a transparência e a exemplaridade conferem.”

As entidades pedem que o plenário do Supremo examine publicamente os fatos envolvendo a crise entre os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça, especialmente nas investigações sobre o Banco Master e as fraudes no INSS.

A tensão aumentou após Mendonça determinar o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência, Leandro Almada, além de retirar o sigilo de investigação que revelou mensagens entre Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

Em outro manifesto, o presidente da CNI, Ricardo Alban, classificou o momento como um “teste de integridade inédito” e defendeu uma reação “vigorosa”, com discussões públicas e transparentes.

Na terça-feira (8), outro grupo, formado por 157 empresários, economistas e personalidades, também cobrou uma investigação “completa, célere e independente” sobre os fatos envolvendo ministros do STF e outras autoridades.

Leia a íntegra:

O Brasil, como é notório, atravessa uma crise institucional de extrema gravidade, e o seu epicentro é, precisamente, a Corte de Justiça a quem a Constituição confiou a última palavra. Não se trata de ruído passageiro.

Não há Estado de Direito sem juízes acima de qualquer suspeita. A autoridade de um tribunal não decorre da toga nem do cargo, mas da legitimidade que só a imparcialidade, a transparência e a exemplaridade conferem. Se a legitimidade é questionada, tudo o mais se torna incerto: a segurança jurídica, a confiança nas instituições e a própria paz social.

O Supremo Tribunal Federal é o guardião da Constituição, mas guardião algum está dispensado de prestar contas. Quem julga a Nação há de submeter-se, com idêntico rigor, ao julgamento do Direito, da Sociedade e da História. A Constituição que a Corte protege é a mesma que lhe impõe julgamentos transparentes, justos e decisões fundamentadas.

A Sociedade Brasileira exige que o Plenário do Supremo examine em sessão pública os fatos, decida com absoluta urgência, sem subterfúgios e sem corporativismo. A resposta que a Nação aguarda não admite prazo!

Cada dia é um dia a mais de descrédito.

O País já venceu crises profundas e delas saiu mais forte, porque, em cada uma, houve quem se recusasse a calar.

Ninguém, ninguém está acima da LEI!

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Paraíba

DIA DO ADM: Saiba a importância da data após crescimento de empresas na Paraíba nos últimos anos

No momento, você está visualizando Presidente do CFA visita as obras do CRA-PB
A Paraíba atravessa um momento de expansão no ambiente empresarial, com milhares de novos negócios surgindo todos os anos. Nesse cenário, o trabalho dos administradores ganha ainda mais importância para garantir planejamento, organização, eficiência e sustentabilidade às empresas.

Nesta quarta-feira (9), quando é celebrado o Dia do Administrador, o Conselho Regional de Administração da Paraíba (CRA-PB)  reforçou a importância da categoria para o desenvolvimento econômico do estado e para a profissionalização da gestão pública e privada.

Dados divulgados pelo Governo da Paraíba apontam que 19.782 empresas foram abertas no estado somente no primeiro trimestre de 2026, um crescimento de 30,9% em comparação com o mesmo período do ano anterior. O número de empresas ativas chegou a 437.489.

O cenário também é marcado pela força dos pequenos negócios. Somente nos dois primeiros meses de 2026, foram registrados mais de 14 mil novos pequenos negócios na Paraíba, representando mais de 97% das empresas abertas no período.

Para o CRA-PB, números como esses mostram que o crescimento do empreendedorismo precisa estar acompanhado de uma gestão cada vez mais profissional.

Curiosidade

O Dia do Administrador é celebrado em 9 de setembro, data que marca a regulamentação da profissão no Brasil, em 1965.

Mais de seis décadas depois, a profissão acompanha as transformações do mercado e continua ocupando espaço estratégico dentro de empresas, órgãos públicos e organizações de diferentes setores.

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Paraíba

Paraíba cria grupo para preparar ações contra efeitos do El Niño na saúde

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A Paraíba criou o GC El Niño/PB, grupo responsável por planejar ações de preparação e resposta aos possíveis efeitos do El Niño na saúde da população. A criação foi publicada no Diário Oficial do Estado nesta quarta-feira (9).

Coordenado pela Secretaria de Estado da Saúde, o grupo terá participação da Defesa Civil Estadual, Aesa, Conselho de Secretarias Municipais de Saúde e Secretaria de Infraestrutura, Recursos Hídricos e Meio Ambiente. O prazo é de 60 dias para apresentar uma proposta de Plano Estadual de Preparação e Resposta aos eventos climáticos associados ao fenômeno.

Entre os eventos monitorados estão estiagem, ondas de calor, aumento das temperaturas, alterações na disponibilidade de água, chuvas intensas, inundações, alagamentos e incêndios florestais. Na saúde, serão acompanhadas doenças transmitidas por vetores, problemas relacionados à água e aos alimentos, doenças respiratórias e efeitos do calor e da fumaça.

As informações serão utilizadas para emissão de alertas e recomendações, orientação aos gestores, acionamento de planos de contingência e organização dos serviços de saúde, além do planejamento de recursos e insumos.

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Polêmica

Ex-seminarista Francisco Salmo é indiciado por homicídio triplamente qualificado de estudante morto em Itaporanga


					Ex-seminarista é indiciado por homicídio triplamente qualificado de estudante morto em Itaporanga
Ex-seminarista é indiciado por homicídio triplamente qualificado após matar estudante a facadas em Itaporanga. (Foto: Reprodução/TV Paraíba)

A Polícia Civil da Paraíba concluiu, nesta quarta-feira (9), o inquérito que investigava o homicídio do estudante de agronomia Matheus Gouveia, de 27 anos, em Itaporanga, no Sertão da Paraíba. O principal suspeito, Francisco Salmo Freitas, de 28 anos, foi indiciado por homicídio triplamente qualificado.

De acordo com informações da Polícia Civil, Francisco foi indiciado por homicídio qualificado por motivo fútil, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima.

A investigação apontou que o crime aconteceu após uma discussão entre Francisco e Matheus. Segundo a polícia, depois da briga, o investigado foi até a própria casa, pegou uma faca e voltou ao local, onde a vítima estava sentada em uma conveniência mexendo no celular.

Para concluir o inquérito, a Polícia Civil ouviu dezenas de testemunhas e analisou imagens de câmeras de segurança que registraram o crime.

Relembre o caso

O estudante de agronomia Matheus Gouveia foi morto a facadas em um bar na cidade de Itaporanga, no Sertão da Paraíba, na noite do dia 14 de agosto. Francisco Salmo Freitas era o principal suspeito do crime.

os dois homens eram amigos e estavam bebendo no bar, quando tiveram uma discussão e o Francisco deixou o local. No entanto, algum tempo depois, o suspeito retornou ao estabelecimento com uma faca e deu vários golpes contra o homem.

Pelas câmeras de segurança, é possível ver o suspeito com a faca na mão e dando os golpes de faca. Havia outras pessoas no bar no momento do crime. A vítima morreu no local.

A faca usada no crime foi encontrada a cerca de 12 metros da cena. Após o homicídio, Francisco se entregou à Polícia Militar em Aguiar e foi levado para a Delegacia de Polícia de Itaporanga.

A prisão em flagrante foi posteriormente convertida em preventiva durante audiência de custódia.

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Política

Por 5 a 1, TRE rejeita impugnação e libera candidatura de Cícero Lucena ao Governo da Paraíba

O Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) decidiu, por 5 votos a 1, liberar a candidatura do ex-prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena (MDB), ao Governo da Paraíba.

A ação de impugnação contra Cícero foi apresentada pelo Ministério Público Eleitoral (MPE) no mês passado, com base nas investigações da Operação Território Livre, que apurou um possível aparelhamento de uma facção ligada ao tráfico na gestão municipal de João Pessoa.

O julgamento ocorreu em três sessões. Na primeira, o relator, desembargador Rodrigo Marques, votou pela improcedência da impugnação e pelo deferimento da candidatura. O voto foi acompanhado pelos desembargadores Kéops de Vasconcelos, Rodrigo Clemente e Helena Fialho.

A desembargadora Giovanna Mayer divergiu e votou pelo indeferimento da candidatura. Já João Benedito, que havia pedido vista do processo, votou nesta quarta-feira (9) seguindo o relator.

Com isso, o placar ficou em 5 a 1 pela candidatura de Cícero. A decisão vale na instância ordinária, mas os impugnantes ainda podem recorrer às instâncias superiores.

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Política

Dino determina reintegração de Andrei Rodrigues no comando da PF

(Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil)

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quarta-feira (9) a reintegração de Andrei Rodrigues como diretor-geral da Polícia Federal (PF).

O delegado foi afastado do cargo na terça-feira (8) por decisão do também ministro André Mendonça. A maioria dos ministros da Segunda Turma do STF acompanhou a decisão de Mendonça, mas o julgamento foi interrompido após pedido de vista do ministro Gilmar Mendes.

Em sua determinação, Dino mencionou “atropelos processuais” para afirmar a nulidade do afastamento, entre os quais ilegitimidade do partido Novo para pedir o afastamento de autoridade pública em um processo de natureza criminal.

“O partido político mencionado, no caso, não possui legitimidade para requerer medidas cautelares em investigações criminais ou processos penais, como revela o próprio desenho normativo do Código de Processo Penal, em cujos preceitos inexiste qualquer referência a partidos políticos entre os sujeitos legitimados a atuar nessa seara do Direito”, escreveu o ministro.

O ministro mandou reintegrar também o diretor de Inteligência da PF, Leandro Almada. Ele citou o prejuízo de investigações em curso, sob sua relatoria, caso a produção de relatórios de inteligência seja interrompido.

Agência Brasil

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Paraíba

Operação policial prende foragido considerado de alta periculosidade e suspeitos de tráfico em Sapé

Três homens foram presos nesta quarta-feira (9), durante uma operação da Polícia Civil que investiga o tráfico de drogas em Sapé, na Zona da Mata da Paraíba. Ao todo, sete mandados de busca e apreensão e de prisão foram cumpridos.

Entre os presos está um homem que era foragido do sistema penitenciário e considerado de alta periculosidade. Segundo a polícia, outros investigados comercializavam drogas por meio de um sistema de entrega e divulgavam as vendas nas redes sociais.

Durante a operação, foram apreendidas substâncias semelhantes a ecstasy, maconha e cocaína, além de mais de R$ 3 mil, celulares e outros objetos. Um dos investigados tentou jogar fora uma mala com drogas ao perceber a chegada dos policiais, mas o material foi localizado. Também foram apreendidos um carro, uma motocicleta, relógios e joias.

Um dos investigados, conhecido como ‘DG’, também teve relógios e joias apreendidos. Segundo a Polícia Civil, os bens seriam provenientes da atividade de tráfico de drogas e terão a origem investigada.

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Política

VÍDEO: Renan Santos critica políticas específicas para grupos: “Temos que parar com essa pataquada de proposta só pra negro, índio e mulher”

 

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Um post compartilhado por Portal BG PB (@blogdobgpb)

O presidenciável Renan Santos (Missão) reagiu de forma contundente a uma pergunta sobre a existência de propostas específicas para as mulheres em seu projeto de governo.

Durante a sabatina da Jovem Pan, o candidato disse que suas propostas devem ser voltadas para toda a população brasileira e criticou campanhas direcionadas exclusivamente a grupos como negros, indígenas e mulheres, afirmando que temas como renda, educação e segurança afetam todos os cidadãos.

“Nós temos que parar com essa pataquada de dizer: ‘Agora vou fazer proposta só para negros, só para índios, só para mulheres’”, afirmou Renan.

Segundo ele, políticas setoriais devem ficar para detalhes de gestão, e não servir como estratégia de propaganda eleitoral.

O candidato também afirmou, durante a sabatina, que não pretende indicar mulheres para eventuais vagas no Supremo Tribunal Federal (STF) apenas com base no gênero, defendendo que critérios diferentes devem prevalecer nas escolhas.

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