Política

O retorno do PT ao poder seria um desastre do qual o país poderia não se recuperar

*Por Pedro Jobim, Leonardo De Paoli

Recentes declarações do ex-presidente Lula a respeito do que poderiam vir a ser elementos de seu programa de governo, num hipotético retorno do PT à presidência, provocaram, estranhamente, reação de surpresa em alguns observadores da cena nacional.

Entre outras propostas, o ex-presidente defendeu a revogação da Reforma Trabalhista; a adoção de metas de crescimento pelo Banco Central; e a reativação dos empréstimos do BNDES como instrumento de fomento ao crescimento.

Anteriormente, o ex-presidente já havia proposto o fim da política de apreçamento dos combustíveis vendidos pela Petrobrás, baseada nos preços internacionais dos mesmos, e advogado, também, o fim do teto de gastos, intenção reiterada nessa última semana.

Não deveria haver nenhuma surpresa quanto ao teor desses comentários. Eles estão alinhados às práticas implementadas pelo PT ao longo dos treze anos de seus governos, que culminaram com a queda de quase 7% do PIB e a elevação de 8pp da taxa de desemprego, entre 2015 e 2016. Essa foi a maior recessão jamais registrada na economia Brasileira desde o início da série do Produto Interno Bruto, em 1901.

Nos concentraremos, aqui, em discutir a proposta do fim do teto de gastos, o questionamento das práticas comerciais da Petrobras e a intenção de voltar a expandir os empréstimos do BNDES.

Consideremos, inicialmente, o teto de gastos.

É natural que o PT seja contra este instrumento de disciplina fiscal. A despesa total do governo central como proporção do PIB, que era de 15,8% em 2002, encerrou 2016 em 19,8%, refletindo crescimento real médio de 6% ao ano, no período. Essa média, por sua vez, pode ser decomposta em 4% para as despesas com pessoal e 8% para as despesas sociais, na mesma métrica.

Uma grande parte do aumento das despesas sociais, nesse período, pode ser explicada pela elevação real do salário mínimo, que foi de 4,6% por ano, na média, entre 2003 e 2016. A explosão dos gastos com Previdência viria a ser um dos fatores de desestabilização fiscal que aprofundaria a recessão de 2015-16, que só pôde ser controlada quando a mudança de governo possibilitasse a introdução do novo regime fiscal, com o instituto do teto de gastos, em 2016, posteriormente complementado pela Reforma da Previdência, aprovada em 2019.

A expansão dos empréstimos do BNDES para países e empresários amigos do PT foi uma estratégia perseguida ao longo de todo o período em que o partido esteve no poder, e que teria papel central na magnificação da crise, a partir de 2014.

As concessões do banco passariam de uma média de 2,0% do PIB no 2º governo FHC para 3,0% entre 2003 e 2015, tendo atingido um pico de 4,3% em 2010. Vários desses empréstimos financiaram verdadeiros desastres industriais e financeiros, como a construção do Comperj, iniciada em 2008; a da Refinaria de Abreu e Lima, em 2007, e o financiamento à Sete Brasil, a partir de 2010.

A baixa nos preços das commodities, a partir de 2014, ajudou a desnudar a política irresponsável de crédito praticada pelo governo por meio do BNDES e de outros braços financeiros, tendo sido a inadimplência de diversos ativos importante fator determinante da agudicidade da recessão.

O BNDES foi ainda a principal ferramenta utilizada no período para a geração de superávits primários contábeis, que eram criados, como vento, pela capitalização do banco com recursos do Tesouro Nacional (R$ 440 bilhões, entre 2008 e 2014), e posterior recolhimento de seus “dividendos” à União.

Foram as famosas “pedaladas fiscais”, que, além de terem contribuído para a desestabilização fiscal e, portanto, também para a recessão, tiveram importante papel na formalização dos motivos para o impeachment da ex-presidente Dilma Roussef.

A crítica à política de preços da Petrobras feira pelo ex-presidente é, também, natural. Durante o governo do PT, a Petrobras não praticou a paridade dos preços de seus produtos com o mercado internacional, o que contribuiu para a descapitalização da empresa.

Além disso, faz sentido que o ex-presidente não tenha também manifestado intenção em privatizar a estatal. Durante seu governo e o de sua sucessora, a Petrobras endividou-se e torrou dezenas de bilhões de dólares em projetos industriais superfaturados e até hoje inconclusos, como os já citados Abreu e Lima e Comperj, além de ter gasto outras centenas de milhões de dólares na compra de ativos sucateados, como a refinaria de Pasadena, nos EUA, em 2006, que só seria revendida em 2019, por uma fração do custo de aquisição original.

Com a queda no preço do petróleo, de 2014 em diante, a deterioração no balanço da empresa tornou-se visível e ajudou a viabilizar os primeiros resultados da Operação Lava Jato que, posteriormente, levaria vários dos diretores da empresa à época do governo do PT a devolverem à Justiça enormes quantias que haviam sido desviadas ao longo do período.

Muito mais poderia ser dito sobre os métodos de operação do PT e de sua perniciosidade para o país. Por exemplo, a relação corrupta entre figuras importantes do partido e de seus aliados com uma das maiores empreiteiras do Brasil, no decurso de um longo período, detalhada no impressionante livro “A Organização”, de Malu Gaspar.

Neste artigo, nosso objetivo é apenas esclarecer que a instrumentalização da Petrobras e do BNDES para objetivos políticos e as práticas fiscais irresponsáveis estiveram no cerne do projeto de espoliação de recursos do Brasil executado pelo PT entre 2003 e 2016.

Não deveria causar surpresa, portanto, a defesa de idéias, por parte do ex-presidente que, apesar de em si mesmas constituírem “apenas“ má política econômica, não por coincidência integram o mesmo arcabouço que potencializou o vendaval de recessão e impunidade para o qual seu partido arrastou o Brasil, deixando feridas e consequências que levarão décadas para serem absorvidas.

O contraste dessas práticas com os resultados do atual governo não poderia ser maior.

No plano fiscal, o teto de gastos, ainda que abalado pela PEC 23/2021, permanece de pé e permitirá a este governo, como vem destacando repetidamente o ex-secretário do Tesouro Nacional Mansueto Almeida, tornar-se o primeiro, desde a Constituição de 1988, a encerrar seu quadriênio exibindo um gasto menor como proporção do PIB do que aquele observado em seu início.

Boa parte desse resultado advém da disciplina imposta pela atual administração às contas da Previdência e às despesas com pessoal.

gráfico 1 abaixo mostra o reajuste médio do salário-mínimo em cada quadriênio desde 1998.

Já o gráfico 2 exibe com clareza o papel da queda do número de funcionários públicos federais desde 2018, resultado da prática da atual administração de não repor a aposentadoria de servidores (note-se, em oposição, o enorme aumento no número de servidores observado entre 2003 e 2013, quando o PT esteve no governo).

gráfico 3 mostra o resultado na variação real da despesa com pessoal – que passou de aumento anual de 4%, na era PT, à queda de 3%, na atual administração.

No que se refere ao BNDES, além do retorno de R$ 218 bilhões em capital do banco ao Tesouro Nacional entre 2019 e 2022, as concessões anuais, no presente quadriênio, têm se mantido inferiores a 1% do PIB, as menores desde a década de 1990.

Finalmente, no que se refere à Petrobras, a atual administração deu continuidade ao trabalho de saneamento iniciado no governo Temer, que permitiu resgatá-la de uma situação falimentar em 2015 – quando a realidade da empresa, dilapidada pela corrupção, era tão precária que ela sequer pôde honrar as datas de publicacao de diversos de seus balanços entre 2014 e 2016.

Hoje, a Petrobras é uma empresa saudável, que distribuirá, em 2022, de forma completamente livre de malabarismos contábeis, quase R$ 400 bilhões aos governos federal e estaduais, na forma de dividendos, royalties, e impostos diversos, representando, de modo oposto ao observado no período do PT, um notável indutor de fortalecimento tanto para as contas públicas quanto para o crescimento da economia.

Alguns poderiam argumentar que, apesar de toda a malversação de recursos públicos praticada pelo PT, a economia logrou crescer em boa parte do período em discussão. É verdade.

No entanto, isso ocorreu por uma combinação dos seguintes fatores: algumas escolhas minimamente acertadas de política econômica; ponto de partida da economia brasileira, em 2002, extremamente desfavorável (juros de 25%, inflação de 12%, taxa de câmbio depreciada, relação crédito/PIB de apenas 26%), indicadores que puderam ser melhorados sem muita dificuldade nos anos subsequentes; enorme crescimento da China e correspondente ciclo de commodities favorável à economia brasileira; e, ainda, crescimento da população em idade ativa superior a 1,5% ao ano.

Esse conjunto de circunstâncias permitiu que os mencionados descalabros na política fiscal, as políticas de crédito irresponsáveis e a má utilização de recursos públicos permanecessem escamoteados durante muitos anos, até que a inversão do ciclo de commodities expusesse os diversos malfeitos já descritos.

As circunstâncias da economia local e global, hoje são muito mais adversas do que as vigentes àquele período. A repetição das mesmas políticas praticadas, como defende o ex-presidente, portanto, seriam punidas com muito mais velocidade, por meio de resultados econômicos muito ruins e a rápida intensificação do empobrecimento do Brasil.

Cabe ainda um último comentário sobre a preferência pelo PT, em relação à atual administração, abertamente defendida por respeitados observadores da cena nacional, sob o argumento de que a reeleição do incumbente representaria um “risco à democracia”.

É verdade que a corrupção de agentes públicos e o uso de empresas estatais para fins de interesse do grupo político no poder está presente no Brasil, e em diversos outros países, desde longa data.

Nesse aspecto, porém, a inovação implementada pelo PT viria a ser o sequestro sistemático dos recursos do Estado e seu direcionamento a fundos partidários e pessoais de alguns de seus integrantes ou aliados, de modo a apoiar a perpetuação do partido no poder.

Em dois séculos de independência, essa foi a primeira vez em que o país e seus recursos viram-se reféns de um grupo político organizado em torno de tal objetivo.

No plano da história do Brasil, esse nível de espoliação pode ser comparado apenas ao ciclo do ouro no século XVIII, quando a Coroa portuguesa apertou o garrote sobre a economia local e dela extraiu todos os recursos que pôde para sustentar o restante de seu império ultramarino.

Há aqui, obviamente, uma importante diferença: os integrantes do PT são, em sua maioria, pelo menos no papel, brasileiros, ao passo que o Brasil, à época do ouro das Geraes, era uma colônia de Portugal.

Outras comparações pertinentes são as formas de patrimonialismo extremo observadas na antiga Rússia Imperial ou em algumas ditaduras contemporâneas da África.

A violência praticada ao Estado de Direito no Brasil pelo PT, na forma dos esquemas de corrupção amplamente documentados nos autos de múltiplas cortes, delações de empresários, livros e toda espécie de mídias, é inquestionável.

A democracia – ingênua ou dolosamente associada por muitos à simples prática do sufrágio universal – é apenas um pequeno componente do Estado de Direito que, em nosso país, está sim seriamente ameaçado.

Não pelo atual líder do Poder Executivo que, apesar de sua retórica por vezes virulenta, não avança para além de suas atribuições e nem desrespeita a ordem constitucional, diferentemente de alguns integrantes de outros poderes constituídos.

O retorno do PT ao poder seria um desastre do qual o país pode não ter chance de se recuperar.

Pedro Jobim – Sócio fundador da Legacy Capital. Atua no mercado financeiro desde 2002, tendo sido economista-chefe do banco Itau BBA e da tesouraria do banco Santander. É engenheiro mecânico-aeronáutico formado pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), mestre em economia pela PUC-Rio e Ph.D em economia pela Universidade de Chicago.

InfoMoney

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Brasil

VÍDEO: Milei chama Moraes de “lixo careca” após proibição de visita a Jair Bolsonaro


O presidente da Argentina, Javier Milei, criticou neste sábado (25) o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após ter o pedido para visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) negado.

Durante a convenção nacional do PL, que oficializou a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República, Milei afirmou:

“Esse lixo careca não me permitiu visitar meu amigo injustamente preso, embora eu saiba que Lula recebia constantemente líderes estrangeiros enquanto estava na cadeia, inclusive aquele ex-presidente argentino desastroso, Alberto Fernández”.

Na sequência, o presidente argentino declarou:

“Isso não passa de uma demonstração clara da injustiça de sua prisão e de seu evidente caráter vingativo. Caro Jair, te abraço à distância, pois o que os burocratas estão impedindo hoje logo se tornará realidade e voltaremos a nos abraçar com o querido Jair Bolsonaro.”

O pedido de visita foi negado por Alexandre de Moraes em 18 de julho. Na decisão, o ministro afirmou que todas as visitas ao ex-presidente, que cumpre prisão domiciliar, estavam suspensas por 30 dias.

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Brasil

VÍDEO: Flávio se emociona em convenção do PL ao assistir vídeo de Jair Bolsonaro feito por inteligência artificial

magem: reprodução

A oficialização da candidatura de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República foi marcada por um momento de emoção neste sábado (25), durante a convenção nacional do PL, na Arena Pacaembu, em São Paulo.

O senador chorou ao assistir a um vídeo produzido por inteligência artificial que simulava um pronunciamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, inelegível e impedido de participar de atos de campanha. A homenagem foi exibida em um telão para os apoiadores presentes no evento.

Depois de se recompor, Flávio fez um discurso de cerca de 15 minutos, afirmou que dará continuidade ao projeto político do pai, criticou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o Supremo Tribunal Federal (STF), disse que o Brasil foi “sequestrado” e prometeu “libertar o país desse cativeiro”. O senador também declarou esperar receber a faixa presidencial das mãos de Jair Bolsonaro em janeiro de 2027.

A convenção reuniu ainda o presidente da Argentina, Javier Milei, e exibiu uma mensagem em vídeo da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. O PL, porém, ainda não anunciou o candidato a vice.

ASSISTA:

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Paraíba

Stalking contra mulheres cresce quase 40% na Paraíba, aponta anuário

Anuário de Segurança Pública aponta aumento dos casos de stalking e dos furtos de celulares na Paraíba. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Os casos de stalking contra mulheres cresceram cerca de 40% na Paraíba entre 2024 e 2025, segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026, divulgado nessa quinta-feira (24). O levantamento aponta que o estado registrou 2.147 ocorrências do crime de perseguição no ano passado, contra 1.534 casos em 2024.

Em todo o Brasil, foram contabilizados mais de 123 mil registros de stalking. O crime passou a integrar o Código Penal em 2021 e é caracterizado pela perseguição repetitiva, presencial ou virtual, capaz de ameaçar a integridade física ou psicológica da vítima, restringir sua liberdade ou invadir sua privacidade.

Além do avanço nos casos de perseguição, o anuário mostra que a violência psicológica contra mulheres também aumentou na Paraíba. Foram 715 registros em 2025, alta de 41% em relação ao ano anterior.

Os dados têm como base informações das Secretarias Estaduais de Segurança Pública e Defesa Social, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

Furto de celulares cresce 51%

O Anuário também aponta aumento expressivo nos furtos de celulares na Paraíba. Em 2025, foram 4.799 ocorrências, contra 3.174 registradas em 2024, crescimento de 51%, o equivalente a 1.625 casos a mais em apenas um ano.

A taxa do crime passou de 76 para 115 furtos por 100 mil habitantes.

Outro dado destacado pelo levantamento é que a Paraíba ficou atrás apenas do Rio de Janeiro entre os estados que registraram aumento no indicador que reúne roubos e furtos de celulares. Enquanto a Paraíba teve crescimento de 21%, o Rio apresentou alta de 22%. Os demais estados registraram redução.

Na contramão dos furtos, os roubos de celulares diminuíram 23,3% no estado. Foram 1.598 ocorrências em 2025, frente a 2.082 em 2024. A taxa caiu de 50,2 para 38,4 roubos por 100 mil habitantes.

Ao todo, a Paraíba contabilizou 6.397 registros de roubos e furtos de celularesem 2025.

Panorama nacional

O Anuário Brasileiro de Segurança Pública também aponta que o Brasil registrou recorde de feminicídios em 2025, com média de quatro mulheres assassinadas por dia, apesar da redução das mortes violentas em geral.

Entre os indicadores que cresceram nacionalmente estão os casos de violência psicológica (17%), stalking (30%), descumprimento de medidas protetivas (17%) e ameaças (0,5%).

Resumo da notícia

  • Casos de stalking cresceram cerca de 40% na Paraíba, passando de 1.534 para 2.147 registros.
  • Violência psicológica contra mulheres aumentou 41% em relação a 2024.
  • Furtos de celulares avançaram 51%, com 4.799 ocorrências em 2025.
  • Roubos de celulares caíram 23,3% no estado.
  • Paraíba ficou atrás apenas do Rio de Janeiro entre os estados que mais elevaram o indicador de roubos e furtos de celulares.

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Paraíba

Paraíba registra 237 colisões contra postes no primeiro semestre; veja cidades com mais casos


					Paraíba registra 237 colisões contra postes no primeiro semestre; veja cidades com mais casos
Reprodução

A Paraíba registrou 237 colisões de veículos contra postes no primeiro semestre de 2026, o equivalente a uma média de mais de um acidente por dia. Os dados são de um levantamento da Energisa, concessionária responsável pela distribuição de energia elétrica no estado.

De acordo com o levantamento, João Pessoa lidera o número de ocorrências no estado com 35 acidentes entre veículos e postes registrados no primeiro semestre de 2026. No ranking, também aparecem outras cidades da Grande João Pessoa e Sertão do estado.

Ranking de cidades com o maior número de colisões:

  1. João Pessoa: 35
  2. Campina Grande: 23
  3. Cabedelo: 7
  4. Sousa: 6
  5. Esperança: 4
  6. Guarabira: 4
  7. Queimadas: 4
  8. Santa Rita: 4

Recomendações de segurança

Um dos principais problemas que envolve os acidentes entre veículos e postes é o risco à segurança da população. Segundo a companhia, os danos provocados pela colisão podem soltar os fios da rede elétrica, energizando o solo e até o veículo.

Em caso de acidente, a orientação da Energisa é que os ocupantes permaneçam dentro do veículo e evitem qualquer contato com áreas que possam estar energizadas.

O alerta também vale para moradores e pessoas que estejam próximas ao local do acidente. A orientação é manter distância de postes, cabos e outros equipamentos danificados e potencialmente energizadas.

A distribuidora também orienta que, em caso de acidente, a população acione a empresa pelos canais oficiais de atendimento, como o número de WhatsApp (83) 9135-5540 ou Call Center 0800 083 0196.

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Política

Sem vice definido, PL oficializa candidatura de Flávio Bolsonaro neste sábado

Vittor Sales/Divulgação pré-campanha

O PL realiza neste sábado (25), a partir das 10h, em São Paulo, a convenção nacional que deve oficializar a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República. O evento ocorre em meio às negociações do partido para definir o nome que ocupará a vaga de vice na chapa.

Até o momento, o companheiro de chapa de Flávio Bolsonaro ainda não foi anunciado. O PL também mantém conversas para ampliar a aliança nacional, com tentativas de atrair o Republicanos e a federação União-PP, formada por União Brasil e Progressistas. Além do apoio político, a eventual adesão do Republicanos pode aumentar o tempo de propaganda eleitoral gratuita da candidatura.

Javier Milei na convenção do PL

O presidente argentino Javier Milei chegou nessa sexta-feira (24) ao Brasil para participar da convenção partidária do PL. Milei, contudo, deve ir embora ainda neste sábado, sem ter nenhum encontro com autoridades brasileiras do atual governo.

A direita brasileira tentou articular um encontro entre o argentino e o ex-presidente Jair Bolsonaro. O pedido, no entanto, foi negado pelo ministro do STF Alexandre de Moraes, que proibiu visitas a Bolsonaro pelo prazo de 30 dias, em decisão anunciada no último dia 17.

Propostas de Flávio

Em transmissão ao vivo realizada na quinta-feira (23), o senador detalhou parte do plano “Brasil sem Medo”, voltado à segurança pública. Entre as medidas anunciadas, o pré-candidato prometeu construir mais cinco presídios federais de segurança máxima, inspirados no modelo adotado por El Salvador. Segundo ele, a proposta é ampliar a capacidade do sistema prisional para combater o crime organizado.

Na área da educação, Flávio afirmou que pretende retomar a expansão das escolas cívico-militares. O senador também defendeu o uso de inteligência artificial para reduzir e, segundo ele, zerar as filas do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).

Outra proposta apresentada é o aumento das penas para roubos e furtos de celulares. Flávio disse que pretende elevar a pena mínima para esses crimes e para a receptação de dois para oito anos de prisão.

R7

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Paraíba

Paraíba tem seis trechos impróprios para banho neste final de semana; veja

Foto: TV Cabo Branco/Reprodução

Seis trechos de praias da Paraíba estão impróprios para banho neste fim de semana. Segundo relatório de balneabilidade divulgado pela Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema), quatro trechos estão localizados em João Pessoa e dois em Pitimbu.

O relatório coletou amostras nos períodos de 20 e 23 de julho, e é válido até 31 de julho, data de divulgação do próximo relatório.

Segundo o órgão, a classificação de impróprio vale apenas para uma faixa de 100 metros à direita e à esquerda do ponto de coleta. Fora desse perímetro, as praias seguem liberadas para banho até nova avaliação da qualidade da água.

Trechos impróprios para banho na Paraíba

Em João Pessoa

  • Manaíra: Av. João Maurício
  • Manaíra: Av. Manoel Moraes
  • Tambaú: Av. Senador Ruy Carneiro
  • Jacarapé: Rua Manoel Candido Soares

Em Pitimbu

  • Maceió: Av. Beira Mar
  • Acaú/Pontinha: Rua Projetada 5

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Paraíba

PREOCUPANTE: Descumprimento de medidas protetivas cresce 18,7% na Paraíba em 2025

Foto: Pixabay/Imagem ilustrativa

A Paraíba registrou aumento nos principais indicadores de violência contra a mulher em 2025, segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026, divulgado nesta quinta-feira (23).

O estado registrou 1.666 casos de descumprimento de medidas protetivas de urgência (MPU), contra 1.397 em 2024, um aumento de 18,7%, acima da média nacional, de 16,7%. A taxa foi de 40 casos por 100 mil habitantes, abaixo da média brasileira, de 61,9 por 100 mil habitantes.

Segundo o Anuário, o descumprimento de medidas protetivas é um dos principais sinais de alerta para a violência contra a mulher, pois pode indicar a continuidade das agressões e anteceder casos de feminicídio.

Feminicídios

Em 2025, a Paraíba também registrou 36 feminicídios, contra 26 em 2024, um aumento de 37,8%. Os feminicídios passaram a representar 47,4% dos homicídios de mulheres no estado. Em 2024, esse percentual era de 38,8%.

Os dados mostram que nenhuma das 36 vítimas de feminicídio tinha medida protetiva ativa no momento do crime. Em 2024, duas vítimas estavam sob proteção judicial.

Já as tentativas de feminicídio tiveram redução de 3,2%, passando de 36 para 35 casos.

Outros dados

O Anuário também aponta aumento em outros indicadores. A violência psicológica registrou 715 vítimas, alta de 41,2%. Os casos de stalking chegaram a 2.147 ocorrências, crescimento de 39,3%. Já a lesão corporal em contexto de violência doméstica somou 1.435 registros, alta de 4,3%.

Entre os principais indicadores, apenas o crime de ameaça apresentou queda. Foram 11.577 ocorrências em 2025, redução de 1,4% em relação ao ano anterior.

Crimes sexuais

Os crimes contra a dignidade sexual também aumentaram. Os casos de estupro e estupro de vulnerável com vítimas do sexo feminino somaram 1.216 registros, alta de 17,7%. A importunação sexual teve 430 ocorrências, aumento de 0,7%, enquanto o assédio sexual registrou 102 casos, crescimento de 0,5%.

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Política

Bolsonaro apresenta melhora após crise de soluços, diz boletim

crédito: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Os advogados de Jair Bolsonaro enviaram, nesta sexta-feira (24), ao ministro Alexandre de Moraes, do STF, o boletim médico mais recente sobre a saúde do ex-presidente.

Segundo o documento, Bolsonaro apresenta melhora progressiva do quadro neurológico e não teve novos episódios nos últimos dias. Apesar disso, ainda sofre efeitos colaterais dos medicamentos e instabilidade corporal.

O relatório também informa que ele “segue em dieta rigorosa com baixo teor de acidez e hipossódica, atividades físicas regulares e cuidados preventivos para redução do risco de quedas e refluxo gastroesofágico”.

Jair Bolsonaro está em prisão domiciliar desde março, quando Moraes concedeu a domiciliar humanizada durante a recuperação de um quadro de pneumonia.

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Polícia

PESQUISA DATAFOLHA: 38% avaliam governo Lula como ruim ou péssimo; para 32%, é ótimo ou bom

Uma pesquisa Datafolha, divulgada nesta sexta-feira (24) pelo site do jornal “Folha de S.Paulo”, mostra que o governo Lula (PT) é avaliado negativamente por 38% dos entrevistados. Outros 32% consideram a gestão “ótima/boa” e 28% a classificam como “regular”. O resultado é estável em relação à pesquisa de 20 de junho.

Veja os números:

  • Ruim/péssimo: 38% (eram 38% em junho)
  • Ótimo/bom: 32% (eram 32%)
  • Regular: 28% (eram 29%)
  • Não sabem: 1% (era 1%)

Aprovação/desaprovação de Lula

  • Aprovam: 49% (eram 48% em junho)
  • Desaprovam: 48% (eram 49%)
  • Não sabem: 3% (eram 3%)

Metodologia

O levantamento entrevistou 2.004 pessoas entre os dias 22 e 24 de julho, segundo dados informados ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O levantamento está registrado sob o número BR-01166/2026.

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Paraíba

Mais de 130 cidades da PB estão sob alerta de chuvas intensas; confira lista

Foto: Reprodução

Mais de 130 cidades da Paraíba estão sob alertas de chuvas, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). O aviso, de cor amarela, é válido até às 23h59 deste sábado (25).

🟡 “Perigo potencial”: nos municípios sob alerta amarelo, a previsão é de chuva entre 20 e 30 mm/h ou até 50 mm por dia, com ventos de 40 a 60 km/h. Segundo o Inmet, há baixo risco de corte de energia elétrica, queda de galhos de árvores, alagamentos e descargas elétricas.

Em caso de emergência, a recomendação é acionar a Defesa Civil (199) e o Corpo de Bombeiros (193).

Municípios sob alerta amarelo

 

  1. Alagoa Grande
  2. Alagoa Nova
  3. Alagoinha
  4. Alcantil
  5. Algodão de Jandaíra
  6. Alhandra
  7. Araçagi
  8. Arara
  9. Araruna
  10. Areia
  11. Areial
  12. Aroeiras
  13. Assunção
  14. Baía da Traição
  15. Bananeiras
  16. Baraúna
  17. Barra de Santana
  18. Barra de Santa Rosa
  19. Barra de São Miguel
  20. Bayeux
  21. Belém
  22. Boa Vista
  23. Boqueirão
  24. Borborema
  25. Caaporã
  26. Cabaceiras
  27. Cabedelo
  28. Cacimba de Dentro
  29. Caiçara
  30. Caldas Brandão
  31. Camalaú
  32. Campina Grande
  33. Capim
  34. Caraúbas
  35. Casserengue
  36. Caturité
  37. Conde
  38. Congo
  39. Coxixola
  40. Cruz do Espírito Santo
  41. Cubati
  42. Cuité
  43. Cuité de Mamanguape
  44. Cuitegi
  45. Curral de Cima
  46. Damião
  47. Dona Inês
  48. Duas Estradas
  49. Esperança
  50. Fagundes
  51. Frei Martinho
  52. Gado Bravo
  53. Guarabira
  54. Gurinhém
  55. Gurjão
  56. Ingá
  57. Itabaiana
  58. Itapororoca
  59. Itatuba
  60. Jacaraú
  61. João Pessoa
  62. Juarez Távora
  63. Juazeirinho
  64. Junco do Seridó
  65. Juripiranga
  66. Lagoa de Dentro
  67. Lagoa Seca
  68. Livramento
  69. Logradouro
  70. Lucena
  71. Mamanguape
  72. Marcação
  73. Mari
  74. Massaranduba
  75. Mataraca
  76. Matinhas
  77. Mogeiro
  78. Montadas
  79. Mulungu
  80. Natuba
  81. Nova Floresta
  82. Nova Palmeira
  83. Olivedos
  84. Parari
  85. Pedra Lavrada
  86. Pedras de Fogo
  87. Pedro Régis
  88. Picuí
  89. Pilar
  90. Pilões
  91. Pilõezinhos
  92. Pirpirituba
  93. Pitimbu
  94. Pocinhos
  95. Puxinanã
  96. Queimadas
  97. Remígio
  98. Riachão
  99. Riachão do Bacamarte
  100. Riachão do Poço
  101. Riacho de Santo Antônio
  102. Rio Tinto
  103. Salgadinho
  104. Salgado de São Félix
  105. Santa Cecília
  106. Santa Luzia
  107. Santa Rita
  108. Santo André
  109. São Domingos do Cariri
  110. São João do Cariri
  111. São João do Tigre
  112. São José do Sabugi
  113. São José dos Cordeiros
  114. São José dos Ramos
  115. São Miguel de Taipu
  116. São Sebastião de Lagoa de Roça
  117. São Vicente do Seridó
  118. Sapé
  119. Serra Branca
  120. Serra da Raiz
  121. Serra Redonda
  122. Serraria
  123. Sertãozinho
  124. Sobrado
  125. Solânea
  126. Soledade
  127. Sossêgo
  128. Sumé
  129. Tacima
  130. Taperoá
  131. Tenório
  132. Umbuzeiro

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