
Antes de jantar ao lado de aliados em Brasília, João ganhou uma espécie de combustível, que pode funcionar como força, ou ajudar a incendiar uma situação delicada. No início da semana. o ex-presidente Lula afirmou que pode subir em seu palanque, durante a campanha deste ano, algo que já nem contava.
O petista quer voto e não está preocupado com o “muído” entre os ex-aliados e muito menos quer ser o bomebiro que vai baixar a temperatura. O anúncio, no entanto, enfraquece o senador Veneziano Vital (MDB), que dava como certo o apoio único de Lula a disputa ao Palácio da Redenção e agora corre para tentar apagar o incêndio.
Acrescentado a essa incerteza de Vené, a confirmação da federação nacional entre o PSB e o PT automaticamente poderia colocar Lula ao lado de João, de forma exclusiva. Poderia, pois os petistas da Paraíba não entraram em um consenso sobre quais rumos o partido deve tomar em outubro deste ano.
Uma ala capitaneada por Ricardo Coutinho está com o ex-prefeito de Campia Grande. Já os revoltosos permanecem com João. Essa última decisão sobrou até pro deputado estadual Anísio Maia, que teve a filiação suspensa pelo PT e teve de procurar abrigo no ninho socialista.
Com o fogo cruzado, só resta o governador apagar as chamas, antes que o projeto de reeleição vire cinzas.




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