
O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, voltou a defender o fim do estado de emergência sanitária pela Covid-19 nesta quarta-feira (20). Segundo ele, a portaria do Ministério da Saúde, que deve revogar a Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional (Espin), apenas confirma uma realidade já existente no Brasil.
“O fim da Espin não acaba com a doença, com o vírus, apenas reconhece o fim da emergência sanitária e isso é caracterizado pelas condições epidemiológicas, uma queda importante no número de casos e óbitos e a capacidade do sistema de saúde de atender situações de agravamento da Covid-19 e doenças prevalentes negligenciadas”, afirmou o ministro, durante entrevista concedida a Jovem Pan News.
“O governo federal investiu fortemente no SUS, ampliamos a atenção primaria, ampliamos a atenção especializada à saúde. Há mais de 20 anos que não se habilitava um leitos de terapia intensiva. Nós deixamos mais de sete mil leitos habilitados de terapia intensiva no Brasil”, completou, reforçando que o sistema de saúde “está preparado” para a mudança.
Queiroga reconheceu, no entanto, que embora as condições de saúde estejam favoráveis, haverá um período de transição de 30 dias entre o decreto e o fim do período emergencial. “Foi construído todo um ordenamento jurídico e não podemos simplesmente, com um normativo, acabar com um ordenamento jurídico. Já disse que nenhuma política pública importante para o enfrentamento à Covid-19 será encerrada. Pelo contrário, o que o governo tem feito é fortalecer [as políticas públicas] e a sociedade reconhece esse esforço”, completou.
Jovem Pan



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