
O economista Simcha Neumark foi o primeiro brasileiro a receber a pílula da Pfizer para tratamento da Covid-19, após contrair a doença. Neumark mora atualmente em Israel, onde tomou o medicamento Paxloivid.
Nascido em São Paulo, o brasileiro tem uma doença autoimune, que o impediu de desenvolver anticorpos contra a Covid-19, mesmo depois de ter tomado cinco doses da vacina.
“Eu peguei (Covid) aqui em Jerusalém. Eu me cuido muito, não sei como peguei. No sábado, fiquei com febre alta e dor de garganta”, disse ele em entrevista à GloboNews nesta quarta-feira (5).
Com o diagnóstico positivo para doença, Neumark relatou que ofereceram a ele o tratamento por meio da pílula.
“Chamaram-me e falaram que eu seria o primeiro, não tem muito teste, mas sim uma autorização de emergência. Para mim, compensava dado o que eu tava sentindo. Era febre muito alta, uma dor de garganta muito forte. Eu tinha medo de ter que acabar no hospital, como a maior parte dos casos que não está vacinado”, disse Neumark em entrevista à GloboNews.
Ao todo, são seis comprimidos por dia, sendo três no período da manhã e três de tarde. De acordo com o economista, os sintomas da Covid desapareceram depois de 15 horas da ingestão do medicamento.
“No meu caso clínico, em questão de 15 horas houve uma melhora muito grande. Eu estava com febre de 39.5ºC, que parou; uma dor de garganta forte, que parou, e as enxaquecas pararam. Eu sinto um cansaço, como se fosse uma (recuperação) pós-gripe”, afirmou o brasileiro.
Paxlovid é um remédio antiviral desenvolvido pela farmacêutica Pfizer. Em caráter experimental, o medicamento atua como inibidor de uma enzima que o coronavírus precisa para se reproduzir.
O Globo



Foto: Getty Images/iStockphoto

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