
O governo federal já assinou 19 contratos com empresas para construção de ferrovias por meio de autorização, sem a necessidade de leilão. Serão 6.498 km de malha nova e R$ 90,74 bilhões em investimentos. Os contratos valem por 99 anos, renováveis por mais 99.
O agronegócio e minério serão os 2 setores mais atendidos, com 32,8% dos perfis de cargas das ferrovias solicitadas que o Ministério da Infraestrutura pôde divulgar. Celulose e carga geral vêm na sequência com 10% e 6,2%, respectivamente.

Hoje, 70% do que as ferrovias transportam no Brasil são minério e 15%, grãos. Segundo Costa, a próxima revolução ferroviária vai passar pela maior diversificação de produtos carregados, que terão maior valor agregado. “A próxima revolução ferroviária vai passar pela maior diversificação de produtos carregados, que terão maior valor agregado. O contêiner, que as novas linhas já carregam, entra nessa lógica”, disse Costa.
Já foram analisados na 1ª fase 21, incluídos os 19 assinados. Totalizam 16.000 km de novas ferrovias e R$ 200 bilhões em investimento. Segundo Marcello Costa, esses contratos ainda não serão executados em 2022. “Neste ano, teremos projetos, licenciamentos e desapropriações”, disse.
Para 2022, o Ministério espera entregar 254,6 km de malha instalada, mais que em 2020 e 2021. Esses trilhos, entretanto, não se referem ao novo marco do setor. São trilhos construídos por empresas que disputaram leilão e ganharam concessões.
Poder360



Comente aqui