
Havia por parte do governador João Azevêdo o compromisso com Ricardo Coutinho, em continuar os programas e ações executadas pelo Governo, inclusive o modelo de gestão pactuada com as organizações sociais nas áreas da Saúde e Educação, com repasses de valores que alimentariam a Organização Criminosa (OrCrim).
Tal afirmação consta no documento da Procuradoria Geral da República (PGR), remetido ao Superior Tribunal de Justiça ( STJ), onde o ex- secretário Waldson Souza descreve a atuação da OrCrim.
Ainda de acordo com o documento, o tema sempre foi prioridade nas reuniões da comissão de transição para realizar o planejamento das grandes ações do governo João Azevedo.
Os encontros aconteceram mesmo depois da deflagração da Operação Calvário.
Participavam das reuniões encabeçadas por João Azevedo figuras conhecidas: Gilmar Martins (Coordenador), Gilberto Carneiro (Procurador Geral do Estado), Livânia Farias (Secretária de Administração), Deusdete Queiroga (Secretário de Infraestrutura), Waldson Souza (Secretário de Planejamento e Gestão), Amanda Rodrigues (Secretária de Finanças), atual esposa de Ricardo, e uma mulher identificada pelo nome de Rosângela.
Ainda de acordo com o relato, Waldson diz ter entregue a João Azevedo, em março de 2019, um dossiê jornalístico e com denúncias protocoladas no TCE-PB com informações sobre o Instituto Acqua, para que tivesse conhecimento do histórico da Organização Social e os riscos que o Estado correria, pois, o Instituto já havia sido contratado para a gestão do Centro de Reabilitação de Sousa.
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