
A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, por unanimidade, manter a condenação do ex-deputado Eduardo Bolsonaro a quatro anos e dois meses de prisão por coação no curso do processo. O recurso da defesa foi rejeitado em julgamento virtual encerrado nesta sexta-feira (18).
O placar foi de 4 votos a 0. O relator, ministro Alexandre de Moraes, foi acompanhado por Flávio Dino, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin. A análise havia começado na semana passada.
Eduardo Bolsonaro foi condenado em junho após o STF entender que ele atuou para pressionar autoridades dos Estados Unidos a adotarem medidas contra o Brasil com o objetivo de interferir no processo que levou à condenação de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Entre as ações citadas estão a articulação para aplicação de tarifas sobre produtos brasileiros e outras sanções contra autoridades.
Segundo a Corte, medidas adotadas no exterior, como a revogação de vistos de ministros do STF e integrantes do governo federal e a aplicação de sanções previstas na Lei Magnitsky, estariam relacionadas à tentativa de impedir ou dificultar a responsabilização de Jair Bolsonaro no processo sobre a trama golpista.
Eduardo Bolsonaro está nos Estados Unidos desde 2025 e deixou de exercer o mandato na Câmara dos Deputados após faltar às sessões parlamentares.




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