
A Polícia Federal afirma ter identificado o uso de 549 CPFs de pessoas mortas em documentos utilizados em operações ligadas à Pixbet, alvo de operação na Paraíba, São Paulo e mais três estados na quinta-feira (13). A Operação Arena apura um suposto esquema de evasão de divisas e lavagem de dinheiro por meio de apostas esportivas.
Segundo a representação enviada à Justiça Federal, documentos sobre movimentações financeiras ligadas à lavagem de dinheiro em paraíso fiscal continham registros associados a pessoas já falecidas, algumas há mais de 20 anos.
Os nomes vinculados aos números de CPF chegaram a ser alterados após um alerta ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), disparado pelo sistema que autoriza a compra de moeda estrangeira (Acam). Mesmo após a identificação das irregularidades e a notificação à Anspace, instituição de pagamento mais utilizada pelo grupo Pixbet, os CPFs foram mantidos nas transações.
O uso dos CPFs atribuía a terceiros já falecidos uma falsa identidade na realização de operações de câmbio não autorizadas, com o objetivo de promover evasão de divisas.
O documento da PF também registra que não se sabe como foram utilizados registros das pessoas falecidas, mas há indícios de que a empresa não foi vítima de operações fraudulentas, mas sim um agente ativo da fraude da documentação.
Ainda na quinta-feira (13), o Ministério da Fazenda determinou a suspensão imediata da operação da Pixbet. A medida cautelar também estabelece o cancelamento das apostas em curso e a devolução dos valores apostados aos usuários.








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