
O ministro Joel Ilan Paciornik, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), negou o pedido de liminar apresentado pela defesa da vereadora Rosiene Sarinho e manteve o afastamento cautelar da parlamentar da Câmara Municipal de Bayeux. Ela é investigada na Operação Mal Partido, da Polícia Civil da Paraíba.
Rosiene é suspeita dos crimes de peculato, que é o desvio de recursos públicos, e concussão, caracterizada pela exigência de vantagem indevida por agente público. As medidas cautelares foram determinadas pela Justiça da Paraíba em abril deste ano e já haviam sido mantidas pelo Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB).
A defesa argumentou que o afastamento é desproporcional, que os fatos investigados ocorreram em 2025 e que a medida representa uma punição antecipada. Também alegou que as restrições impostas configuram um “exílio institucional”.
Ao analisar o pedido, o ministro Joel Ilan Paciornik afirmou que, em avaliação preliminar, não identificou constrangimento ilegal que justificasse a suspensão da decisão. O STJ ainda solicitou informações ao TJPB e ao juízo de primeira instância. Depois dessa etapa e do parecer do Ministério Público Federal, o mérito do habeas corpus será julgado pela Quinta Turma da Corte.
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