O Ministério Público da Paraíba (MPPB) recomendou a criação de um plano de ação voltado ao atendimento de estudantes com diabetes mellitus nas escolas da rede municipal de João Pessoa. A medida foi expedida nesta quarta-feira (27) pela 50ª promotora de Justiça da Capital, Ana Raquel Beltrão.
A recomendação estabelece que a Secretaria Municipal de Educação e Cultura (Sedec) e a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) elaborem, em até 30 dias, um plano conjunto para acompanhamento de alunos diagnosticados com a doença no ambiente escolar.
Segundo o MPPB, o objetivo é garantir mais segurança, inclusão e suporte adequado a crianças e adolescentes que necessitam de monitoramento contínuo durante as atividades escolares.
Plano prevê divisão de responsabilidades
O documento recomenda que o plano detalhe as atribuições das famílias, das unidades escolares, das equipes gestoras, das secretarias municipais e também da Atenção Primária à Saúde e do Programa Saúde na Escola.
A orientação prevê ainda a elaboração de um plano individual de cuidado em saúde para cada estudante diagnosticado com diabetes. O registro deverá conter histórico clínico relevante, sinais de alerta, contatos de emergência, orientações sobre alimentação e diretrizes para administração de medicamentos.
De acordo com o Ministério Público, o diagnóstico da doença pode gerar situações de exclusão, constrangimento e dificuldades na permanência dos estudantes no ambiente escolar, o que reforça a necessidade de protocolos específicos.
Capacitação e kits de emergência
A recomendação também propõe capacitações sobre diabetes para profissionais das áreas de educação e saúde que atuam nas escolas municipais.
Além disso, o MPPB orienta que unidades com alunos diagnosticados mantenham kits de emergência contendo monitor de glicemia, insulina, seringas e açúcar para casos de hipoglicemia.
O documento reforça que os pais ou responsáveis devem informar oficialmente a necessidade de aplicação de insulina e apresentar prescrições médicas atualizadas. Já as escolas deverão garantir alimentação adequada sempre que houver recomendação clínica.
Inclusão escolar
Outro ponto destacado pelo Ministério Público é que estudantes com diabetes não podem sofrer restrições em atividades pedagógicas, esportivas ou recreativas por conta da condição de saúde.
A recomendação busca ampliar a integração entre educação e saúde pública no atendimento a estudantes com doenças crônicas, fortalecendo medidas preventivas e de acolhimento dentro das escolas da capital paraibana.
Redação com informações do G1


:strip_icc()/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/0/C/RAT8FfStmhjMXNQMscdg/bets.jpg)



Comente aqui