Na noite desta sexta-feira (15) o advogado Rinaldo Mouzalas, representante do grupo GP/Setai, se manifestou sobre o acidente com um elevador no Residencial Reserve Altiplano, em João Pessoa, que deixou uma mulher paraplégica.
“As causas do acidente não podem ser definidas por vídeos, manchetes ou versões precipitadas. Elas precisam ser apuradas tecnicamente, com análise completa do histórico dos equipamentos”, disse.
O posicionamento adotado levanta mais questionamentos do que respostas. Enquanto uma mulher luta para sobreviver às consequências de uma tragédia que a deixou paraplégica, a empresa parece concentrar esforços em transferir responsabilidades, apontando para a necessidade de perícia nos equipamentos e sugerindo que a culpa poderia recair sobre a administração condominial. O problema é que os próprios moradores desmontam essa narrativa.
Nas redes sociais, moradores afirmam que os equipamentos já apresentavam sinais claros de precariedade há anos, o que reforça a suspeita de que o acidente não foi um episódio isolado, mas consequência de uma sucessão de negligências.
O silêncio da defesa sobre a qualidade dos equipamentos chama atenção. Em nenhum momento há uma explicação convincente sobre por que os elevadores, segundo denúncias dos próprios condôminos, estavam operando em condições consideradas inadequadas. Também não há esclarecimentos sobre possíveis falhas estruturais, sobre a escolha dos fornecedores ou sobre as sucessivas reclamações feitas pelos moradores ao longo do tempo.
Ao optar por uma estratégia baseada exclusivamente na transferência de responsabilidade, o Grupo GP enfrenta um desgaste público crescente. Isso porque o acidente ocorre em meio a um histórico já conhecido de ações judiciais envolvendo empreendimentos entregues com problemas estruturais e falhas apontadas por compradores.





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