A Polícia Federal cumpre mandado de busca e apreensão nesta quinta-feira (7) em endereços do senador Ciro Nogueira (PI), presidente do PP, em uma nova fase da operação Compliance Zero, que investiga suspeitas relacionadas ao Banco Master.
Entre as principais suspeitas da PF, estão a de que o senador recebia quantias operacionalizadas por Felipe Vorcaro, primo de Daniel Vorcaro, dono do banco.
Felipe teria feito uma parceira “ligada aos pagamentos mensais em favor do senador, correspondentes, inicialmente, ao valor de R$ 300 mil, com indícios de que teriam sido posteriormente aumentados para a importância de R$ 500 mil”. O primo de Vorcaro foi preso temporariamente.
Em nota, a PF afirma que a nova ação tem o objetivo de aprofundar investigações sobre um esquema suspeito de corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes contra o sistema financeiro.
O advogado de Ciro Nogueira, Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, disse em nota que a defesa “repudia qualquer ilação de ilicitude sobre suas condutas, especialmente em sua atuação parlamentar”.
Ele diz que o senador está comprometido em contribuir com a Justiça “a fim de esclarecer que não teve qualquer participação em atividades ilícitas e nos fatos investigados, colocando-se à disposição para esclarecimentos”.
Afirma ainda que “medidas investigativas graves e invasivas tomadas com base em mera troca de mensagens, sobretudo por terceiros, podem se mostrar precipitadas e merecem a devida reflexão e controle severo de legalidade, tema que deverá ser enfrentado tecnicamente pelas Cortes Superiores muito em breve, assim como ocorreu com o uso indiscriminado de delações premiadas”.
Folha de São Paulo






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