A investigação conduzida pela Polícia Federal apontou que sogra do prefeito afastado de Cabedelo, Edvaldo Neto (Avante), era advogada de Flávio de Lima Monteiro, conhecido como Fatoka, chefe do braço da facção criminosa Comando Vermelho na cidade. Cynthia Denize Silva Cordeiro, foi um dos alvos da operação, que gerou o afastamento de Edvaldo da prefeitura.
A investigação apura um desvio de R$ 270 milhões dos cofres públicos. O esquema contratava empresas terceirizadas para empregar pessoas ligadas à facção criminosa na cidade e colocá-las dentro do poder público para desviar recursos.
O Ministério Público da Paraíba (MPPB) citou nos autos do processo, que a participação de Cynthia no esquema “não teria sido acidental” e desempenhava um papel importante no esquema criminoso.
“Ela teria articulado a aliança inicial entre a Prefeitura e a facção. Sua influência, segundo os indícios, se estende, já que é sogra do atual prefeito Edvaldo Neto, o que, em tese, a posicionaria como figura de poder contínuo, garantindo a manutenção do pacto”, diz trecho da decisão. De acordo com a decisão da Justiça, Cynthia também tem uma proximidade com o traficante Fernandinho Beira-Mar. Segundo o processo, há indícios de uma “relação de confiança” entre ela e o criminoso.
A defesa de Edvaldo Neto informou “o prefeito jamais manteve qualquer vínculo ou relação com facção criminosa, sendo tal imputação absolutamente inverídica e incompatível com sua trajetória pública”. Em nota, a defesa do prefeito ressaltou, ainda, que a medida é “de natureza provisória” e “que não implica qualquer juízo definitivo de culpa”.
Blog do BG PB








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