
A Câmara Municipal de Santa Rita aprovou, por 10 votos a 9, uma mudança no Regimento Interno que autoriza vereadores presos provisoriamente, sem condenação definitiva, a participarem remotamente das atividades legislativas. A medida foi aprovada em sessão extraordinária, por meio do Projeto de Resolução nº 029/2025.
De autoria dos vereadores Alysson Gomes (Republicanos) e João Alves Júnior (PSDB), a proposta altera a Resolução nº 013/2018. Pela nova regra, parlamentares em prisão provisória, flagrante, temporária ou preventiva, poderão votar e participar das sessões, desde que haja autorização judicial. O texto reforça que a prisão provisória não suspende o mandato, que só pode ser cassado após condenação definitiva.
A norma também permite participação remota em casos de problemas graves de saúde, restrição judicial de locomoção, missões oficiais, calamidade pública ou risco à integridade física, com justificativa prévia. As sessões poderão ocorrer de forma presencial, remota ou híbrida, conforme decisão da Mesa Diretora.
Nos bastidores, a mudança é vista como precedente institucional e pode viabilizar o retorno do vereador Wagner de Bebé (PSD), preso desde outubro de 2025, ainda que de forma remota. Com isso, o suplente Cláudio de Marçal tende a deixar a vaga.

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