Uma estatal que deveria servir ao interesse público, Infra S.A., virou mais um escandaloso cabide de empregos bancado pelo contribuinte. A empresa, responsável pelo planejamento e estruturação de projetos estratégicos para o setor de transportes, passou a ser ocupada por parentes de políticos e autoridades, em cargos comissionados de altos salários e todos ligados à família Vital do Rego.
Entre os nomeados está Sarah Vital do Rêgo Freire, de apenas 27 anos, sobrinha do atual presidente do Tribunal de Contas da União, ministro Vital do Rêgo, e também do senador Veneziano Vital do Rêgo. Em maio de 2025, ela foi alçada ao cargo de assessora técnica nível 2 da presidência da Infra S.A., com um salário de R$ 15.852,98. Antes disso, já ocupava cargo comissionado em outra estatal, a ENBPar, onde recebia cerca de R$ 9 mil, além de auxílios e bônus. Um currículo meteórico para alguém formada há pouco mais de três anos.
Mas não para por aí. A Infra S.A. também nomeou Valkênia Herculano de Moraes, cunhada do presidente do TCU. Ela assumiu o cargo de assessora especial da presidência da estatal com um salário ainda mais generoso: R$ 27.570,42. Valkênia é irmã da esposa do ministro Vital do Rêgo e, segundo seu próprio perfil profissional, atua como assessora de investimentos e empresária do ramo de transportes. Coincidência demais para uma estatal que deveria primar pela impessoalidade.
A empresa também emprega Francisco Dutra Pimenta, filho do deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS). Formado em publicidade e propaganda, ele foi nomeado assessor especial do presidente da Infra S.A. em outubro, com salário de R$ 16.083,27.
Enquanto isso, o brasileiro segue pagando a conta de uma máquina pública usada como extensão dos interesses políticos e familiares — um retrato claro do desrespeito com o dinheiro público e com a ética na administração.





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