
A chefe do núcleo de lavagem de dinheiro do Comando Vermelho na Paraíba, Ariadna Thalia, conhecida como “Arroto de Urubu”, foi presa nesta sexta-feira (12), em Cabedelo, de acordo com a Polícia Federal. Ela também é investigada pelos envolvimento em crime violento e influência de facção em pleito eleitoral.
As investigações são conduzidas tanto pela Polícia Federal como pela Polícia Civil da Paraíba.
Segundo a tenente-coronel Viviane Vieira, da Polícia Militar, Ariadna foi presa durante as buscas a um dos suspeitos envolvidos em um tiroteio em Cabedelo nesta sexta-feira (12). A polícia localizou uma moto usada pelo homem em um prédio no bairro do Renascer. Ele não foi encontrado, mas três mulheres estavam no imóvel dele, entre elas Ariadna.
“Nós tínhamos informações do retorno dela a Paraíba, mas não sabíamos exatamente onde ela estava. Por coincidência nesta sexta em outra ocorrência encontramos ela”, disse a tenente-coronel.
De acordo com a Polícia Civil, ela estava com um mandado de prisão em aberto desde a operação Asfixia, realizada no final de setembro, que cumpriu 26 mandados de prisão preventiva e 32 mandados de busca e apreensão, além do bloqueio de mais R$ 125 milhões.
Na época, Ariadna estava foragida no Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro, tendo voltado à Paraíba recentemente. A Polícia Militar encaminhou a mulher para a sede da Polícia Federal.
Pela Polícia Federal ela é investigada por influência de facção criminosa no pleito municipal de Cabedelo. Os crimes investigados são: constituição de organização criminosa, uso de violência para coagir o voto, ameaça, lavagem de dinheiro e peculato, dentre outros.
Já a Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) da Polícia Civil investiga ela pelos crimes de lavagem de dinheiro e crimes violentos. De acordo com o delegado Elton Vinagre, ela ainda não foi ouvida sobre esses crimes porque ainda está na Polícia Federal, onde aguarda a audiência de custódia.
Comando Vermelho na Paraíba
Segundo as investigações da Polícia Civil, Ariadna Thalia chefiava o núcleo de lavagem de dinheiro do Comando Vermelho na Paraíba. Ela ascendeu ao comando dessa parte do grupo criminoso após a morte de um contador da facção.
De acordo com a Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco), a facção criminosa era dividida em três núcleos, o de comando, a célula responsável por lavar dinheiro e o setor pela operacionalização. O chefe da organização criminosa, Flávio de Lima Monteiro, mais conhecido como “Fatoka”, que segue foragido e está na lista dos criminosos mais procurados da Paraíba.




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