
A prisão de Diego Formiga de Oliveira, realizada nesta semana em um shopping de João Pessoa, encerra ao menos temporariamente uma trajetória criminal que há anos aparece em investigações policiais envolvendo estelionato, clonagem de cartões, falsidade ideológica e uso de documentos falsos. Segundo a Polícia Civil, ele era considerado um dos maiores estelionatários em atuação na Paraíba e possuía mandado de prisão válido até 2037.
A captura ocorreu dentro de um restaurante de luxo da capital paraibana, onde Diego foi reconhecido por delegados e investigadores de diferentes estados. Conforme divulgado pelas autoridades, ele estava portando cordões de ouro, relógio de marca e diversos aparelhos celulares quando foi abordado.
Nome conhecido das polícias há mais de 10 anos
Levantamento de registros policiais e reportagens da época mostra que Diego Formiga já aparecia em investigações desde pelo menos 2012.
Em 2013, ele foi apontado como um dos alvos da Operação Firewall, deflagrada na Paraíba para combater esquemas de clonagem de cartões bancários. Na ocasião, a investigação apurava a atuação de grupos especializados em fraudes eletrônicas e financeiras. Também naquele ano, Diego chegou a ser preso em outra ocorrência envolvendo um veículo clonado.
Antes disso, já havia sido detido por suspeita de participação em crimes de estelionato em outro estado, segundo registros da imprensa policial da época.
Prisão em Natal expôs esquema de cartões clonados
Um dos episódios mais conhecidos envolvendo Diego Formiga ocorreu em fevereiro de 2016, em Natal, no Rio Grande do Norte.
Ele e uma companheira foram presos após chamarem atenção pela ostentação em um hotel da capital potiguar. Funcionários desconfiaram dos gastos elevados e acionaram a polícia. Durante a abordagem, os agentes identificaram que Diego utilizava documentos falsos em nome de outra pessoa. Com o casal foram encontrados cartões de crédito que não lhes pertenciam e um equipamento popularmente conhecido como “chupa-cabra”, utilizado para clonagem de cartões bancários.
Na época, as informações policiais indicavam que ele já acumulava processos criminais na Paraíba e no Maranhão.
Atuação interestadual
As investigações ao longo dos anos apontam um padrão recorrente: deslocamentos entre estados e uso de identidades falsas para dificultar a localização pelas autoridades.
Registros públicos disponíveis indicam vinculações processuais em estados como Paraíba, Distrito Federal, Maranhão e outras unidades da federação, o que reforça a suspeita de uma atuação além das fronteiras paraibanas.
Segundo a Polícia Civil, o fato de permanecer foragido por longos períodos e atuar em diferentes regiões contribuiu para que seu nome passasse a ser constantemente monitorado por delegacias especializadas em fraudes e crimes patrimoniais.
A prisão que aconteceu por acaso
O episódio que levou à prisão desta semana chamou atenção até mesmo entre investigadores.
De acordo com as informações divulgadas, Diego foi reconhecido casualmente por delegados da Paraíba, Rio Grande do Norte e Mato Grosso do Sul enquanto estava em um restaurante de luxo dentro de um shopping da capital paraibana. Após consulta aos sistemas de segurança, foi confirmado o mandado de prisão em aberto, resultando em sua captura imediata.
O que a polícia quer descobrir agora
A apreensão de diversos celulares durante a prisão pode abrir uma nova fase nas investigações.
Especialistas em crimes patrimoniais apontam que aparelhos eletrônicos costumam concentrar registros de transações, contatos, movimentações financeiras e possíveis conexões com outros investigados. A análise do material poderá ajudar a identificar vítimas, cúmplices e eventuais novas fraudes ainda não descobertas.
Perfil
- Nome: Diego Formiga de Oliveira;
- Naturalidade: Patos (PB);
- Histórico policial conhecido desde pelo menos 2012;
- Investigado e preso em ocorrências ligadas a estelionato, falsidade ideológica e clonagem de cartões;
- Citado em apurações da Operação Firewall;
- Já foi flagrado utilizando identidade falsa;
- Possuía mandado de prisão em aberto com validade até 2037;
- Foi preso novamente em João Pessoa após ser reconhecido por delegados durante encontro informal em um shopping




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