Política

Proposta do PL para ampliar anistia esbarra em entraves no Congresso, STF e governo

Foto: Edilson Rodrigues/Agencia Senado

Apesar dos empecilhos a um projeto de anistia que contemple Jair Bolsonaro (PL), o partido do ex-presidente tenta ampliar o escopo da medida, incluindo até mesmo a reversão da sua inelegibilidade devido às condenações na Justiça Eleitoral.

Se, por um lado, o início do julgamento do ex-presidente pelo STF (Supremo Tribunal Federal) na suposta trama golpista alavancou as articulações do PL e do centrão pela anistia, por outro, a ideia enfrenta resistência no Senado e no próprio Supremo, além de ser incerta até na Câmara dos Deputados.

O perdão ainda dependeria da sanção do presidente Lula (PT), mas a palavra final é do próprio Congresso, que por maioria pode derrubar vetos presidenciais. Depois disso, haveria também a necessidade de uma validação do STF, que certamente seria provocado a se manifestar sobre a constitucionalidade da medida.

Dirigentes do PL, PP, União Brasil e Republicanos calculam ter uma maioria de cerca de 300 votos pela anistia na Câmara, e até deputados da esquerda admitem que o requerimento de urgência do projeto (para acelerar a tramitação) deve ser aprovado. Há dúvidas, porém, sobre a aprovação do mérito, principalmente nos termos em que propõe o partido de Bolsonaro.

Uma das dificuldades atuais é, justamente, a falta de um texto consolidado para o projeto de anistia. Por enquanto, há versões em discussão entre os congressistas que apoiam a medida. Enquanto a proposta de anistiar os condenados pelo 8 de Janeiro tem mais adesão, a ideia de incluir Bolsonaro ou até sua inelegibilidade é vista com ressalva entre os deputados.

O líder do PL, o deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), elaborou uma versão, após consultar especialistas, que libera Bolsonaro para concorrer na eleição de 2026 e perdoa acusados desde o início do inquérito das fake news no STF —passando pelo 8 de Janeiro, pelos acampamentos golpistas e pelas acusações a Eduardo Bolsonaro (PL-SP) de atentar contra a soberania nacional.

A versão ainda não foi protocolada, mas a Folha obteve acesso ao texto. Ele é o mais abrangente desde que começou a discussão na Casa, porque retrocede até o início do governo Bolsonaro.

O inquérito das fake news, criado em março de 2019, deu início a todos os outros em andamento no STF que têm o ex-presidente e seus aliados como alvo. Eles são relatados pelo ministro Alexandre de Moraes.

A proposta de Sóstenes, no entanto, contraria a estratégia do centrão, que tem defendido a anistia, mas com a manutenção da inelegibilidade de Bolsonaro, num esforço para viabilizar a candidatura presidencial do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que passou a atuar na linha de frente da articulação a favor do perdão.

A atuação do centrão e de Tarcísio pela anistia vem em resposta a críticas dos filhos de Bolsonaro de que esses políticos estariam disputando seu espólio eleitoral sem um verdadeiro empenho em tirá-lo da prisão. O gesto, portanto, seria necessário para viabilizar a candidatura de Tarcísio, que precisa do aval do ex-presidente para unificar a direita e concorrer com mais força.

O aumento da pressão do centrão e de Tarcísio, que foi a Brasília durante o julgamento para tratar de anistia, teve efeito sobre o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos), que admitiu colocar a proposta em votação, mas resultou em poucos avanços concretos. Por enquanto, não há nem definição de data para votar o texto nem relator para negociá-lo, por exemplo.

Após encontrar-se com Tarcísio nesta quarta-feira (3), Motta declarou que “não há ainda nenhuma definição” sobre a anistia e que segue ouvindo líderes de partidos favoráveis e contrários ao tema.

“O governador é um querido amigo, é do nosso partido, nós temos dialogado sempre, não tem nenhuma novidade com relação a isso. O governador tem um interesse em que se paute a anistia, isso é público. E nós estamos ouvindo a todos”, disse.

Motta, que vinha resistindo a pautar a anistia, chegou a admitir, contudo, que a medida ganhou força e poderia ser levada ao plenário. “Os líderes estão cobrando, estamos avaliando, vamos conversar mais. […] Aumentou o número de líderes pedindo”, disse na terça-feira (2).

Após se reunir com Motta nesta quinta-feira (4), Sóstenes afirmou que a anistia não será votada antes do julgamento —e nem o requerimento de urgência. Na próxima semana, ainda em meio às sessões no STF, Motta liberou os deputados das sessões presenciais e adotou sessões remotas.

Folha de S.Paulo

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MPPB

Funesc é acionada pelo MPPB por falhas de segurança no Espaço Cultural

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O Ministério Público da Paraíba (MPPB) entrou com uma ação civil pública contra a Fundação Espaço Cultural da Paraíba (Funesc) para exigir a regularização do sistema de combate a incêndio do Espaço Cultural José Lins do Rego, em João Pessoa.

Segundo o MPPB, uma fiscalização do Corpo de Bombeiros identificou falhas no sistema de segurança em outubro de 2025. As irregularidades não foram corrigidas, mesmo após recomendações do órgão.

Na ação, o Ministério Público pede que a Funesc apresente, em até 15 dias, um cronograma das obras e um plano para reparar os equipamentos. Também solicita que o sistema de combate a incêndio seja regularizado em até 60 dias.

Em caso de descumprimento, o MPPB pede que a Justiça aplique multa diária à Funesc.

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Brasil

PESQUISA GENIAL/QUAEST: Para 43% a economia piorou nos últimos 12 meses; para 20%, houve melhoras

Foto: Michael Melo/Metrópoles

Pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (15) mostra que 43% dos brasileiros avaliam que a economia piorou nos últimos 12 meses, enquanto 20% consideram que melhorou e 33% dizem que permaneceu igual. Outros 4% não responderam.

Em abril, 50% afirmavam que a economia havia piorado, 21% diziam que havia melhorado e 27% avaliavam que estava igual.

Para 66%, alimentos estão mais caros

Sobre o custo dos alimentos, 66% afirmam que os preços subiram no último mês, 23% dizem que permaneceram iguais e 9% avaliam que caíram. Outros 2% não responderam. Em junho, 69% percebiam alta, 22% diziam que os preços estavam estáveis e 7% apontavam queda.

Poder de compra está menor para 68%

A pesquisa também mostra que 68% afirmam ter hoje um poder de compra menor do que há um ano, ante 67% em junho. Para 10%, o poder de compra aumentou (eram 13%) e, para 21%, permaneceu igual (eram 19%). Outros 1% não responderam.

O novo Desenrola é conhecido por 66% dos entrevistados e desconhecido por 34%. A iniciativa é considerada uma boa ideia por 55%, ajuda um pouco para 20%, é vista como uma má ideia por 21% e 4% não responderam.

Entre os entrevistados, 87% disseram não ter sido beneficiados pelo programa e 12% afirmaram que foram. Desses, 35% disseram que a renda aumentou de forma significativa após o Desenrola, 31% relataram aumento, mas não muito, e 33% disseram não ter percebido diferença.

Endividamento

Em relação ao endividamento, 47% afirmaram ter poucas dívidas, 31% disseram não estar endividados, 21% relataram ter muitas dívidas e 1% não respondeu.

Dados da pesquisa

A pesquisa tem margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-07181/2026. O instituto realizou 2004 entrevistas entre os dias 10 e 13 de julho.

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Cultura

Festa das Neves 2026: prefeitura divulga programação completa; confira

A programação completa da Festa das Neves 2026, que comemora o aniversário da capital paraibana João Pessoa, foi divulgada nesta quarta-feira (14). O evento acontece de 26 de julho a 5 de agosto, e o destaque é para os shows gratuitos de Fábio Jr e Roupa Nova. 

De acordo com a Prefeitura Municipal de João Pessoa, a programação terá shows no Parque da Lagoa e em outros pontos de João Pessoa, como na Praia de Tambaú. O evento terá missa, shows, apresentações de cultura popular, desfile de carros antigos, literatura de cordel e exposições.

Além dos shows musicais, a Tenda do Cordel estará aberta ao longo da Festa das Neves no Parque Solon de Lucena. Lugares como o Hotel Globo também vão receber atividades culturais, e no dia 5 de agosto o tradicional desfile de carros antigos vai passar pela cidade, a partir das 16h.

Programação das Festa das Neves 2026

Parque da Lagoa

Palco Principal 

26 de julho 

  • 16h: Missa de abertura na Catedral Metropolitana de Nossa Senhora das Neves

30 de julho 

  • 19h: Padre Nilson Nunes

31 de julho 

19h

  • Banda Caronas do Opala
  • Banda Tentáculos
  • Conde Só Brega

02 de agosto

19h

  • Pagode do Meu Agrado
  • Gera Almeida
  • Banda Aveloz

04 de agosto 

19h

  • Jotinha
  • Fabiana Souto
  • Santanna, O Cantador

Palco Cultura Popular 

03 de agosto 

16h

  • Grupo Boca de Cena
  • Ciranda do Sol do Mestre Manoel Baixinho

04 de agosto 

16h

  • Nau Catarineta Santa Marina
  • Grupo Folclórico Catarina

05 de agosto 

16h

  • Maracatu Maracastelo
  • Côco das Estrelas
  • Cover Michael Jackson

Busto de Tamandaré 

01 de agosto 

18h

  • Ir. Kelly Patrícia
  • Consagração a São Miguel
  • Pe. Sandro

05 de agosto 

19h

  • Banda 5 de Agosto e Companhia Municipal de Dança
  • Fábio Jr.
  • Roupa Nova

Tenda do Cordel 

01 de agosto 

  • Robson Jampa
  • Eduardo Nask

02 de agosto 

  • Claudete Gomes
  • Mané Gostoso

03 de agosto 

  • Francisco de Assis
  • Lúcia Freitas

Praça dos Três Poderes

05 de agosto 

  • 10h: Mostra de carros antigos
  • 16h: Desfile de carros antigos

Hotel Globo

  • Exposição “Recortes de um passado recente”
  • De 24 de julho a 24 de agosto

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Paraíba

Professor e diácono Antônio Lisboa demitido por assédio é diácono e já respondeu a processo pelo mesmo crime


					Professor da UFCG demitido por assédio é diácono e já respondeu a processo pelo mesmo crime
Professor da UFCG demitido por assédio foi diácono e já respondeu a processo pelo mesmo crime. Reprodução / Diocese de Campina Grande

O professor Antônio Lisboa Leitão de Souza, demitido pelo Ministério da Educação (MEC) após a conclusão de um processo administrativo que apurou assédio sexual e moral contra estudantes da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), também atua como diácono da Diocese de Campina Grande e já respondeu a um processo por assédio sexual em 2017.

Além da atuação na universidade, Antônio Lisboa foi ordenado diácono da Diocese de Campina Grande em 2015. Em maio de 2026, ele foi transferido da Paróquia de Nossa Senhora do Rosário para a Paróquia de Nossa Senhora das Dores e São Lucas.

Professor respondeu a processo por assédio sexual em 2017

Antônio Lisboa respondeu por assédio sexual contra duas mulheres em 2017.

Na ocasião, ele foi beneficiado com a suspensão condicional do processo, medida em que o andamento da ação fica suspenso desde que o investigado cumpra as condições estabelecidas pela Justiça durante um período determinado.

De acordo com a sentença, ele cumpriu prestação de serviços à comunidade e compareceu regularmente à Justiça para comprovar o cumprimento das determinações.

Com o fim do período estabelecido e sem registro de descumprimento das condições, a Justiça declarou extinta a punibilidade e determinou o arquivamento do caso.

Entenda

A demissão de Antônio Lisboa Leitão de Souza foi determinada pelo Ministério da Educação (MEC) após a conclusão de um processo administrativo disciplinar. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) na terça-feira (14).

De acordo com a portaria, o professor cometeu condutas de conotação sexual e assédio moral contra estudantes da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), utilizando o cargo que ocupava na instituição.

A defesa de Antônio Lisboa informou que recebeu a decisão do MEC “com perplexidade” e afirmou que os pedidos apresentados durante o processo administrativo não foram analisados. Também declarou que o professor foi absolvido pela Justiça Criminal de Campina Grande em um processo relacionado aos mesmos fatos e que recorrerá à Justiça para tentar reverter a demissão.

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Paraíba

Lei obriga grandes empreendimentos a oferecer espaço para amamentação, na Paraíba

(Foto: Freepik

A Assembleia Legislativa da Paraíba sancionou uma lei que obriga grandes empreendimentos do estado a oferecerem espaços para acolhimento, guarda, assistência e amamentação de filhos de trabalhadoras. A medida foi publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) desta quarta-feira (15).

A norma, de autoria do deputado estadual Adriano Galdino (Republicanos), vale para locais como shoppings, centros comerciais, supermercados, hipermercados, atacarejos e condomínios comerciais que tenham área construída a partir de 5 mil metros quadrados, circulação média diária de mil pessoas e pelo menos 30 trabalhadoras fixas.

Os espaços deverão contar com sala de amamentação, fraldário, berços, poltronas, lavatório, climatização e um profissional responsável pelo atendimento. Os estabelecimentos terão 90 dias para se adequar, e o descumprimento poderá gerar sanções previstas na legislação estadual e no Código de Defesa do Consumidor.

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Polícia

VÍDEO: Janja diz que fama de ‘gastadeira’ em viagens ao exterior é “misoginia pura”

 

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Um post compartilhado por Portal BG PB (@blogdobgpb)

A primeira-dama Janja da Silva afirmou, durante entrevista ao podcast Frente a Frente, da Folha de S.Paulo e UOL, que as críticas sobre uma suposta fama de “gastadeira” durante viagens são resultado de “misoginia pura”.

Segundo Janja, os gastos atribuídos a ela muitas vezes incluem despesas de toda a comitiva e explicou que o uso de classe executiva ocorre por orientação da Polícia Federal, devido ao esquema de segurança.

Ela também disse que as críticas são uma forma de atingir o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Faz parte da estratégia política da extrema direita, e isso eu não tenho como combater”, declarou.

A primeira-dama afirmou ainda que presta contas de suas atividades, que todas as viagens têm agenda de trabalho e defendeu a aprovação do projeto que criminaliza a misoginia, em análise na Câmara dos Deputados.

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Política

Pesquisa Quaest mostra empate técnico entre aprovação e desaprovação do governo Lula

Foto: Ricardo Stuckert/PR

Pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (15) mostra “empate técnico” entre aprovação e desaprovação do governo Lula (PT). Segundo o levantamento, 48% aprovam a gestão, 47% desaprovam e 5% não souberam ou não responderam.

A diferença entre aprovação e desaprovação caiu de nove pontos em abril para três em maio, um em junho e permaneceu a mesma em julho.

Veja os números

  • Desaprova o governo: 47% (eram 48% em junho, 49% em maio, 52% em abril e 51% em março);
  • Aprova: 48% (eram 47% em junho, 46% em maio, 43% em abril e 44% em março);
  • Não sabe/não respondeu: 5% (eram 5% em junho, maio, abril e março).

A Quaest também questionou aos entrevistados como eles avaliam o trabalho que o presidente Lula está fazendo.

  • Positivo: 36% (eram 34% em junho, 34% em maio, 31% em abril e 31% em março);;
  • Negativo: 36% (eram 38% em junho, 39% em maio, 42% em abril e 43% em março);;
  • Regular: 26% (eram 26% em junho, 25% em maio, 26% em abril e 25% em março);;
  • Não sabe/não respondeu: 2% (eram 2% em junho, 2% em maio, 1% em abril e 1% em março).

Metodologia

O levantamento ouviu 2.004 eleitores entre os dias 10 e 13 de julho. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa foi registrada no TSE com o número BR-07181/2026.

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Paraíba

Preço de botijão de gás pode variar até R$ 32 em João Pessoa, aponta Procon-JP

Foto: divulgação

O preço do botijão de gás de 13 quilos pode variar até R$ 32 em João Pessoa, segundo pesquisa divulgada pelo Procon-JP nesta terça-feira (14). O levantamento foi realizado em 36 estabelecimentos de 32 bairros da capital.

No pagamento à vista, o botijão foi encontrado por R$ 92,99 no Alto do Mateus e por R$ 125 em Mandacaru, diferença de R$ 32. O preço médio na capital é de R$ 115,31.

Além do menor preço de R$ 92,99 no Alto do Mateus, o botijão também foi encontrado por R$ 108 no Cristo e por R$ 110 em Cruz das Armas, Torre e Mandacaru.

No pagamento com cartão, os preços variam entre R$ 97,99 e R$ 130, ambos no Alto do Mateus. O segundo menor valor foi registrado no Cristo, onde o botijão é vendido por R$ 110.

Preços do kit

O Procon-JP também pesquisou os preços do kit com botijão e recipiente. No pagamento à vista, os valores variam entre R$ 250, em Jaguaribe e Alto do Mateus, e R$ 340, nos Bancários. Também foram encontrados preços de R$ 260 no Castelo Branco e R$ 270 em Cruz das Armas.

No cartão, o kit custa entre R$ 250, no Alto do Mateus, e R$ 350, nos Bancários e Mandacaru. Outros menores preços foram registrados em Jaguaribe (R$ 260), Castelo Branco (R$ 270) e Cruz das Armas (R$ 280).

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Mundo

Defesa da Trump Media e da Rumble diz que Moraes extrapolou atribuições e pode ser julgado nos EUA

A defesa da Trump Media e da Rumble apresentou resposta ao pedido do governo brasileiro para extinguir a ação contra o ministro Alexandre de Moraes, do STF. Segundo a petição, os advogados afirmam que Moraes extrapolou suas atribuições ao tentar impor decisões judiciais brasileiras diretamente a empresas norte-americanas e, por isso, não teria direito à imunidade soberana.

Na manifestação, a defesa diz que o ministro agiu em caráter pessoal, e não em nome do Estado brasileiro, ao praticar atos ultra vires, termo jurídico usado para indicar condutas além da autoridade legal.

Os advogados também afirmam que a ação não é contra a República Federativa do Brasil, nem pede condenação do Tesouro Nacional, mas busca responsabilizar Moraes por atos considerados ilegais.

Outro ponto é que a Justiça da Flórida teria competência para julgar o caso, já que, segundo a defesa, Moraes direcionou ordens judiciais a empresas sediadas no Estado.

A petição ainda acusa o governo brasileiro de contradição. Segundo os advogados, o Brasil afirma que decisões judiciais “operam estritamente” no território nacional e “não exercem efeito extraterritorial”, mas, ao mesmo tempo, sustenta na Justiça dos EUA que essas decisões podem produzir efeitos diretos sobre empresas sediadas no país.

Por fim, a defesa pede que a Justiça norte-americana rejeite o pedido da Advocacia-Geral da União para extinguir a ação e mantenha o processo em andamento. A Trump Media e a Rumble abriram a ação para contestar decisões de Moraes sobre remoção de conteúdos e bloqueio de perfis em redes sociais.

Fonte: Revista Oeste

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Polícia

OAB pede que STF autorize comunicação entre Flávio e Jair Bolsonaro

Foto: Reprodução

O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil protocolou um ofício ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes pedindo que seja assegurada a comunicação entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar.

O pedido considera que o senador tem direito a se comunicar com o ex-presidente por ser seu advogado e que essa comunicação é indispensável ao exercício da natureza técnica da advocacia

O documento foi apresentado após representação encaminhada pelo advogado Flávio Bolsonaro à Procuradoria Nacional de Defesa das Prerrogativas. Nesta segunda-feira (13), Moraes ordenou a suspensão de visitas de Flávio a Jair, após o senador divulgar em redes sociais uma carta do ex-presidente.

A divulgação, feita no sábado (11) representa, para o ministro do STF, desrespeito a determinação de afastamento de Jair Bolsonaro das redes sociais e desvio de finalidade no exercício do direito de visita.

Segundo a OAB, a manifestação tem caráter técnico e exclusivamente institucional e não ingressa no mérito da decisão judicial nem das circunstâncias que a motivaram. O objetivo, informa a OAB, é o de “assegurar o exercício da defesa técnica, em observância às prerrogativas da advocacia previstas no Estatuto da Advocacia”.

“A OAB está à disposição para defender as prerrogativas profissionais de todas as advogadas e de todos os advogados do país, independentemente de quem eles representem ou de qualquer circunstância relacionada ao caso concreto. Trata-se de assegurar direitos previstos em lei e indispensáveis ao pleno exercício da advocacia”, afirmou via assessoria o procurador nacional de Defesa das Prerrogativas da OAB, Alex Sarkis.

O ministro Alexandre de Moraes ainda não se manifestou sobre o ofício da OAB. Em sua decisão na segunda-feira, o ministro também determinou que o caso seja enviado ao Ministério Público Eleitoral para ciência e adoção das medidas cabíveis em função do período eleitoral.

No ano passado, Jair Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão no processo da trama golpista. Após passar por cirurgia, obteve autorização judicial para cumprir a pena em prisão domiciliar.

Agência Brasil

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