
De acordo com o tenente-coronel Alcântara, do 7º Batalhão da Polícia Militar (7º BPM), as informações levantadas indicavam que as pessoas decidiram sair por causa das condições oferecidas.
Questionado sobre quais seriam essas condições, o oficial citou as instalações, a alimentação e o tratamento recebido pelas pessoas, mas não detalhou cada um desses pontos.
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Segundo o tenente-coronel, após contato com o responsável pelo espaço, algumas pessoas decidiram retornar, enquanto outras solicitaram que os familiares fossem buscá-las. O oficial também afirmou que a situação ocorreu sem depredação ou violência por parte do grupo e que as pessoas estavam tranquilas.

Agressão foi registrada no local
A saída do grupo de pessoas aconteceu depois de uma agressão física no local. O episódio começou após uma discussão envolvendo uma pessoa que foi buscar um familiar que estava na casa. A pessoa agredida registrou um boletim de ocorrência.
Dorgivan de Castro, dono da granja onde funcionava a casa de acolhimento, contou que soube dos acontecimentos por meio da pessoa que registrou o boletim. Quando chegou ao local, parte das pessoas e a liderança responsável pelo grupo já haviam saído.
“Eu tomei conhecimento através da pessoa que fez o BO. Quando eu vim para cá, para o local, o pessoal já tinha se evadido, a liderança que estava aqui tomando conta do pessoal e muita gente se evadiu também. A gente foi trazendo de volta aqueles que quiseram voltar, acolhemos os que ficaram para dar assistência e reconduzi-los aos seus familiares”, disse.
Dorgivan afirmou que foi procurado por um homem identificado como Gláucio Amaral para alugar o imóvel e instalar uma filial de uma casa de recuperação que funcionava no município Goiana, em Pernambuco. Segundo o proprietário, as pessoas começaram a chegar na quarta-feira (21) e, na quinta-feira, o local chegou a receber cerca de 160 pessoas.
“O nosso espaço estava disponível para locação, então fomos procurados para eles abrirem uma filial da clínica. Eu realmente fiquei meio espantado com o número de pessoas para o ambiente, em média 160 pessoas. Eu procurei ele e disse que aqui não ia comportar essa quantidade de pessoas”, relatou.
O grupo que estava instalado na casa relatou que a instituição alegou não ter condições de mantê-lo e relataram ter sofrido maus-tratos. Uma das pessoas que estavam no espaço relatou que os familiares não sabiam que ela havia sido levada para Santa Rita e acreditavam que ela ainda estava em Pernambuco.
O proprietário disse à emissora que não pretende manter o aluguel do espaço. Segundo ele, a intenção é localizar os familiares das pessoas para que elas possam retornar para casa.
Na manhã desta sexta-feira (23), cerca de 10 pessoas ainda permaneciam no posto de combustíveis.






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