O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu a manutenção da saída temporária de presos, conhecida como “saidinha”, argumentando que o benefício contribui para a ressocialização. Segundo ele, “a saidinha é uma questão de direito das pessoas conviverem em família”.
“Se o cidadão foi preso porque cometeu um delito que não seja grave, e essa pessoa tem mulher, tem filho, tem mãe, tem pai, é normal que, dependendo do comportamento dessa pessoa, ela possa ter um indulto para visitar os seus parentes. Afinal de contas, o sistema prisional deve ter como objetivo a tentativa de recuperar as pessoas”, disse durante sabatina do SBT News.
Lula defendeu, porém, restrições à concessão do benefício em casos de crimes graves ou hediondos. “Se tiver [cometido] estupro, não pode ser solto”, afirmou.
Durante a entrevista, o presidente também voltou a defender a redução da maioridade penal para 16 anos em casos de crimes hediondos. Questionado sobre a mudança de posicionamento, Lula afirmou que “os seres humanos têm que ter a capacidade de mudar de opinião” quando convencidos da importância da medida.




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