A 5ª Vara Criminal da Capital, em João Pessoa, voltou atrás quatro horas depois, nesta sexta-feira (25), e tornou sem efeito a decisão que havia determinado a expedição de alvarás de soltura para o delegado Braz Morroni de Paiva Junior e os investigadores Everton Rychelyson da Silva Aires, conhecido como “Bomba”, e Eduardo Jorge Ferreira do Egito, envolvidos na Operação Perfidus deflagrada pela Polícia Civil da Paraíba. A nova decisão também cancelou as medidas cautelares que haviam sido impostas aos três.
A mudança aconteceu depois que a Secretaria da Vara constatou que os acusados não estavam presos por esse processo e não possuíam mandados de prisão ativos nesses autos. A prisão dos três decorre de determinações expedidas em outros procedimentos. Por isso, os alvarás de soltura determinados anteriormente não chegaram a ser expedidos.
Na nova decisão, o juízo reconheceu que a determinação anterior partiu de uma “premissa equivocada”. O Ministério Público havia solicitado a conversão das prisões temporárias em preventivas, mas a Vara verificou que as prisões temporárias vinculadas à ação já tinham expirado. Como os acusados permanecem presos por decisões tomadas em outros processos, a ordem de soltura foi tornada sem efeito.
A Operação Perfidus apura um suposto esquema envolvendo agentes da Polícia Civil e particulares ligados ao tráfico de drogas. Na ação penal, o Ministério Público acusa os três de participação no desvio de aproximadamente 57 quilos de drogas de uma apreensão de cerca de 60 quilos realizada em setembro de 2025. As acusações ainda serão analisadas pela Justiça.
A 5ª Vara determinou que eventual pedido de prisão preventiva e a análise do recebimento da denúncia sejam apreciados pelo juízo que vier a ser declarado competente pelo Tribunal de Justiça da Paraíba. O processo ficará suspenso até a definição do conflito de competência.





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