
Nove paraibanos estão na lista de criminosos mais procurados do Brasil, que foi divulgada nesta segunda-feira (8), pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).
Cada estado brasileiro indicou oito alvos prioritários com base em uma matriz de risco, que avaliou gravidade e natureza do crime cometido, vinculação com facção criminosa, múltiplos mandados de prisão e atuação interestadual. Um paraibano integra a lista do Rio de Janeiro.
Veja quem são os criminosos paraibanos mais procurados do país.
Edgar Alves de Andrade, o Doca

Doca integra a lista dos mais procurados do Rio de Janeiro, mas é paraibano, nascido no município de Caiçara. Ele é apontado como um dos chefes do Comando Vermelho e foi o principal alvo da megaoperação contra a facção no Rio de Janeiro, que deixou 121 mortos.
Edgar também responde por mais de 100 homicídios, além de ter 35 mandados de prisão em aberto por diversos crimes. Ele conseguiu fugir da operação.
Flávio de Lima Monteiro, o Fatoka

Fatoka é apontado como chefe da facção criminosa Comando Vermelho na Paraíba, alvo de uma operação da Polícia Civil que bloqueou R$ 125 milhões do grupo e prendeu 24 pessoas, em setembro deste ano. Há pelo menos dez mandados de prisão em aberto contra ele por diversos crimes.
Ele foi um dos 92 presos que fugiram durante uma rebelião na Penitenciária de Segurança Máxima Doutor Romeu Gonçalves de Abrantes, a PB1, em 2018. Meses depois da fuga, Fatoka foi localizado em Alagoas e preso novamente.
Após a prisão, houve o relaxamento do cumprimento da pena por parte da Justiça, e ele foi posto em liberdade para cumprir medidas cautelares, com o uso de tornozeleira eletrônica. Conforme a Polícia Civil, ele rompeu a tornozeleira e depois fugiu para o Rio de Janeiro.
Jonathan Ricardo de Lima Medeiros

Conhecido como “Dom”, Jonathan chegou a ser apontado como um dos chefes do Comando Vermelho na Paraíba em 2024. Na época, a polícia suspeitava que ele estaria foragido no Rio de Janeiro, de onde transmitia ordens aos faccionados e fornecia drogas e armas para ataques a facções rivais.
Damião Barbosa de Lima

Conhecido como “Damião de Araçagi” ou “Coroa Damião”, ele é apontado pela Polícia Civil como integrante da alta cúpula do Comando Vermelho na Paraíba e muito próximo ao chefe da organização criminosa no estado.
Em outubro, durante a megaoperação que deixou 121 mortos no Rio de Janeiro, ele chegou a ser dado como preso, mas a lista confirma que está foragido.
David Ferreira da Costa

Apelidado de “Mago David”, ele é considerado pela polícia como chefe do núcleo operacional do Comando Vermelho na Paraíba e atuava principalmente em Cabedelo, na Grande João Pessoa.
Ele foi alvo da operação da Polícia Civil que bloqueou R$ 125 milhões do grupo e prendeu 24 pessoas, em setembro deste ano. Na época, a polícia afirmou que ele estava foragido no Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro.
Edivan Melo de Jesus

Conhecido como “Nego” ou “Nego 4 Boca”, Edivan também integra o Comando Vermelho na Paraíba, atuando como porta-voz da presidência dentro do estado. Em 2024, ele tinha poder de “gestão” na organização criminosa e atuava na comunidade das Quatro Bocas, no bairro do Sesi, em Bayeux.
Uma das principais funções dele era atuar no tráfico de drogas, fornecimento de munições, armas de fogo e pessoas para realizar ataques orquestrados pela facção.
Lucian da Silva Santos

Apelidado de Galo, Lucian foi apontado como membro do conselho do Comando Vermelho na Paraíba e era tido como chefe do tráfico em comunidades como o Mutirão, em Bayeux, no ano de 2024.
Sebastião de Azevedo Ferreira

Conhecido como Bastos, Sebastião é apontado como um dos principais fornecedores de drogas em larga escala para a facção criminosa Okaida.
Elvis Carneiro da Silva

Em 2024, Elvis se tornou réu por tráfico de drogas, crime nacional de armas e organização criminosa. Não há detalhes sobre os crimes específicos que ele teria cometido.





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