Mundo

Francisco foi o primeiro papa latino-americano; relembre sua história

Foto: REUTERS/Ciro De Luca

Jorge Mario Bergoglio nasceu em Buenos Aires no dia 17 de dezembro de 1936, em uma família de origem italiana. Era o mais velho de cinco filhos e foi criado no bairro portenho de Flores.

Até se tornar pontífice, ele percorreu um longo caminho na Igreja Católica, foi arcebispo na capital argentina e marcou a história do país.

Como seus avôs sempre conversavam no idioma nativo, ele afirma que o piemontês, dialeto italiano, foi sua língua materna. Esse era apenas um dos seus vínculos com a Europa: as notícias da Segunda Guerra Mundial no rádio e a reação dos pais ao escutarem sobre as atrocidades de Adolf Hitler o marcaram quando pequeno.

Mas a infância de Bergoglio, no bairro portenho de Flores, foi profundamente argentina. Todos os domingos, ele ia com toda a família assistir aos jogos do San Lorenzo de Almagro, clube no qual o pai jogava basquete e do qual ele se tornou torcedor apaixonado.

O clube foi fundado por Lorenzo Massa, um padre. Ele também frequentava a missa com a avó Rosa na Basílica de San José de Flores e estudou em algumas escolas católicas. No internato salesiano, aos 12 anos, sentiu pela primeira vez a vocação sacerdotal.

Na autobiografia “Vida – Minha História Através da História”, lançada em abril de 2024, Francisco conta que chegou a conversar com um padre do internato sobre isso e fez algumas perguntas, mas que o desejo permaneceu adormecido, até se manifestar definitivamente nos anos 1950.

Ele conta, inclusive, que chegou a ter uma namorada. Bergoglio a descreve como “uma menina muito doce, que trabalhava no mundo do cinema e que depois casou-se e teve filhos”.

Depois dela, já no seminário, ele teve “uma pequena paixão”. “É normal, ou não seríamos seres humanos”, explicou no livro, relatando que a conheceu no casamento de um tio e ficou encantado.

“Ela virou minha cabeça com sua beleza e inteligência. Por uma semana, fiquei com sua imagem na mente, e foi difícil conseguir rezar! Depois, felizmente, passou e me dediquei de corpo e alma à minha vocação”, relata, qualificando o episódio como uma “provação”.

Na adolescência, Bergoglio se formou em técnico em química pela Escola Técnica Industrial e chegou a fazer estágio em um laboratório de análises químicas.

Mas em 21 de setembro de 1953, quando estava a caminho de um encontro com amigos para um piquenique, sentiu necessidade de entrar na Basílica de Flores, que costumava frequentar.

Durante a confissão, ele conta que “algo estranho aconteceu”, mudando sua vida para sempre: “Eu estava maravilhado por ter encontrado Deus subitamente. Ele estava lá me esperando, antecipou-se a mim”, descreveu em sua autobiografia.

“Mais do que um piquenique com os amigos! Eu estava vivendo o momento mais bonito da minha vida, estava me entregando totalmente nas mãos de Deus!”, detalhou no livro.

Francisco não falou com ninguém da família do chamado ao sacerdócio até pegar seu diploma. Também não contou para os amigos, com os que jogava bilhar, falava de política e dançava tango. Mas em 1955, quando já tinha que escolher faculdade, decidiu conversar com o pai.

Segundo Francisco, ele ficou contente. O temor era contar para a mãe. “Sabia que ela não aceitaria minha escolha, e por isso, inventei que estudaria Medicina”, explicou. Mas um dia, limpando a casa, ela viu seus livros de teologia, e não aceitou bem a revelação.

Apesar do pedido materno para que ele fizesse uma faculdade e depois decidisse, Bergoglio entrou no seminário arquidiocesano aos 19 anos.

Papel na ditadura

Uma das grandes polêmicas que o envolvem se refere justamente ao seu papel na ajuda a perseguidos políticos da ditadura. Ele chegou a ser acusado, na Argentina, de omissão e até colaboração na prisão dos padres jesuítas Orlando Yorio e Francisco Jalic, em 1976.

Em sua autobiografia, o papa diz que a acusação é caluniosa e conta que falou com o ditador Jorge Rafael Videla e Emilio Massera, outro líder da junta militar que governava o país, para interceder pelos jesuítas. Eles acabaram soltos após cinco meses de prisão e torturas.

Ele também relata ter feito contatos para a libertação de outro catequista, e que chegou a ajudar um perseguido parecido com ele a se disfarçar de padre e fugir da Argentina com sua carteira de identidade.

“Arrisquei muito daquela vez porque, se o tivessem descoberto, sem dúvida o teriam assassinado e vindo atrás de mim”, contou.

Ascensão na Igreja

Em 20 de maio de 1992, o papa João Paulo II o nomeou bispo auxiliar de Buenos Aires. Nesse período, intensificou o trabalho pastoral dedicado aos mais pobres.

Foi nomeado cardeal por João Paulo II, em 2001. Ao receber a notícia, convenceu centenas de argentinos a não viajarem para Roma. Em vez de ir ao Vaticano celebrar a nomeação, pediu que dessem o dinheiro da viagem aos pobres.

Também presidente da Conferência Episcopal Argentina entre 2005 e 2011, ele liderou a Igreja Católica do país e virou o principal rosto da oposição ao casamento entre pessoas do mesmo sexo.

Bergoglio discursou em manifestações contra o projeto de lei que autorizava o matrimônio igualitário e chegou a enviar uma carta a freiras carmelitas afirmando que a oposição à iniciativa era uma “guerra de Deus”.

Foi escolhido papa em 2013, depois da renúncia do papa emérito Bento XVI, que deixou as funções devido à idade avançada. Sua eleição como líder da Igreja Católica ocorreu em 13 de março de 2013, no segundo dia do conclave.

Naquela votação, quando seu nome atingiu dois terços das preferências e ele foi aplaudido, o cardeal brasileiro Dom Cláudio Hummes, Arcebispo Emérito de São Paulo, se aproximou, deu-lhe um beijo e disse: “Nunca se esqueça dos pobres”.

“Foi ali que escolhi o nome que teria como papa: Francisco”, contou ele em seu livro. A decisão, tomada após as palavras do brasileiro, foi uma homenagem a São Francisco de Assis, conhecido por ter exercido sua vida religiosa na simplicidade e se dedicando aos pobres.

Além de ser escolhido como o primeiro papa sul-americano, Francisco foi o primeiro pontífice não europeu em mais de 1.200 anos, desde o sírio papa Gregório III, que liderou a Igreja Católica entre 731-741.

Hábitos discretos e posicionamentos fortes

O papa Francisco sempre evitava aparições na mídia, utilizava o transporte público e não frequentava restaurantes. Porém, tinha opiniões e algumas atitudes consideradas “extravagantes” para a Igreja Católica.

Como em 2015, quando junto com o grupo de rock progressivo Le Orme, lançou um disco chamado “Wake Up!”.

Em 2019, durante uma visita aos Emirados Árabes Unidos, o papa se encontrou com Ahmed Al-Tayeb, Grande Imã de Al-Azhar, em Abu Dhabi. Eles assinaram o Documento sobre a Fraternidade Humana.

Francisco convidou os seus clérigos e os leigos para que se opusessem ao aborto e à eutanásia.

Trabalhou para restaurar a credibilidade do Vaticano, abalada por escândalos financeiros e denúncias de abusos sexuais.

Em abril de 2014, pediu perdão pelos casos de pedofilia cometidos por sacerdotes da Igreja Católica.

Foi forçado a reduzir o ritmo das viagens internacionais por causa de fortes dores no joelho direito. Para se poupar, passou a cumprir muitos dos compromissos em uma cadeira de rodas.

Papa diplomata

Francisco também tinha um lado diplomata, e usou a influência do Vaticano para tentar ajudar na solução de conflitos.

Mediou, por exemplo, conversas pela reaproximação entre Estados Unidos e Cuba. Também fez dezenas de apelos pelos direitos dos refugiados e criticou os países que fecharam as portas para os imigrantes.

Sempre foi um duro crítico da guerra da Ucrânia e chorou em público ao lembrar dos ucranianos que sofriam com a invasão da Rússia.

E continuou, apesar do agravamento dos problemas de saúde, manifestando preocupação com o bombardeio de civis em Gaza. Mesmo hospitalizado, o Papa continuou fazendo ligações diárias para uma paróquia na região, para acompanhar a situação.

Com o jeito informal nas palavras e nos gestos, cativou milhões de fiéis.

CNN

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Brasil

CNT/MDA: Flávio tem 50,5% e Lula 49,5% dos votos válidos no 2º turno

Foto: Eduardo Anizelli/Folhapress e Ricardo Stuckert

Pesquisa CNT/MDA divulgada nesta sexta-feira (16) aponta Flávio Bolsonaro (PL) com 50,5% dos votos válidos no 2º turno da eleição presidencial, contra 49,5% do presidente Lula (PT). A diferença de 1 ponto percentual configura empate técnico, considerando a margem de erro de 2,2 pontos.

Nos votos totais, Flávio registra 46,8% das intenções de voto, contra 45,9% de Lula. Brancos e nulos somam 4,9%, enquanto 2,4% não indicaram candidato.

O levantamento foi contratado pela Confederação Nacional do Transporte (CNT) e realizado pelo Instituto MDA. Nos votos válidos, são excluídos os votos brancos, nulos e as respostas sem indicação de candidato.

A pesquisa ouviu 2.014 eleitores entre os dias 13 e 15 de outubro, tem margem de erro de 2,2 pontos percentuais e nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-00652/2026.

Com informações do UOL

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CMJP

VÍDEO: Prefeitura de João Pessoa atrasa entrega de moradias na Beira Rio e vereador Fábio Carneiro cobra prazos: “seis anos de espera”

 

O vereador Fábio Carneiro cobrou da Prefeitura de João Pessoa explicações sobre a demora na conclusão dos conjuntos habitacionais do Complexo Beira Rio. Durante pronunciamento na tribuna da Câmara Municipal, o parlamentar criticou o prolongamento do cronograma e classificou como absurdo que a previsão de conclusão de uma etapa das obras tenha sido estendida até abril de 2027.

Os contratos para a construção de três conjuntos habitacionais foram anunciados em junho de 2021, dentro do programa João Pessoa Sustentável. Mais de cinco anos depois, a previsão divulgada para a conclusão de uma etapa prioritária do empreendimento é abril de 2027, envolvendo os terrenos 1, 2 e 3 e ações relacionadas ao reassentamento das famílias.

Vereador cobra explicações da Prefeitura

Fábio Carneiro questiona a demora na execução de um projeto de grande relevância social e defende que a administração municipal apresente informações objetivas sobre o andamento das obras, os motivos dos atrasos e o cronograma definitivo para a entrega das unidades habitacionais.

Para o vereador, a população precisa de respostas concretas, principalmente as famílias que aguardam uma solução habitacional e dependem da conclusão do empreendimento para ter mais segurança e dignidade.

O parlamentar também cobra transparência sobre as etapas ainda pendentes e medidas para impedir novos adiamentos.

Programa prevê investimentos em habitação e infraestrutura

O João Pessoa Sustentável reúne ações de habitação, urbanização, infraestrutura, desenvolvimento social e meio ambiente. Segundo as informações divulgadas sobre o programa, o investimento total anunciado é de US$ 159,4 milhões.

Apesar da dimensão do projeto, a demora na conclusão dos conjuntos habitacionais coloca em evidência a necessidade de esclarecer o cumprimento dos prazos e as condições para a efetiva ocupação das moradias.

“Moradia é direito, não promessa”

A cobrança de Fábio Carneiro é direcionada à Prefeitura de João Pessoa, para que esclareça a situação atual do empreendimento e informe quando as famílias poderão receber suas casas.

O vereador defende que o poder público trate a habitação como prioridade e transforme os compromissos assumidos em entregas efetivas.

A principal questão levantada pelo parlamentar é direta: por que contratos anunciados em 2021 ainda têm uma etapa com conclusão prevista para 2027?

Para Fábio Carneiro, as famílias da Beira Rio merecem respeito, transparência e uma resposta definitiva sobre o futuro das moradias.

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Política

Em solenidade no Senado, Lula, Hugo Motta e Alcolumbre promulgam fim da escala 6×1

O Congresso Nacional promulgou nesta sexta-feira (16) a PEC que acaba com a escala de trabalho 6×1. A cerimônia contou com a presença do presidente Lula (PT), do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).

Com a promulgação, a proposta passa a integrar a Constituição e começa a contagem dos prazos para a mudança na jornada de trabalho.

A solenidade ocorreu nove dias antes da votação do segundo turno da eleição presidencial, marcada para 25 de outubro, entre Lula e Flávio Bolsonaro (PL). O fim da escala 6×1 é uma das pautas defendidas por Lula na campanha à reeleição.

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Política

PODERDATA/AYA: “TUDO IGUAL” Flávio e Lula empatam com 50% dos votos válidos no 2º turno

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Pesquisa PoderData/AYA, divulgada nesta sexta-feira (16), mostra Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) empatados nas intenções de voto para o segundo turno da disputa pela Presidência da República.

No cenário que considera apenas os votos válidos, descartando brancos e nulos, os dois aparecem com 50% cada.

Metodologia

A pesquisa PoderData/AYA entrevistou 3.000 eleitores, entre os dias 13 e 15 de outubro, por meio de entrevista por telefone. A margem de erro do levantamento é de 1,8 ponto percentual, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.

O levantamento foi realizada com recursos do próprio instituto e está registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-04258/2026.

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Política

“ATURA OU SURTA” Flávio Bolsonaro diz que o PT terá de “aturar Bolsonaro” na Presidência

Reprodução/Flávio Bolsonaro

O senador Flávio Bolsonaro (PL) afirmou que o PT terá que “aturar” o retorno da família Bolsonaro à Presidência da República. A declaração foi feita durante o ato “Bloquinho do 22”, em Capelinha (MG).

“E eles vão ter que aturar Bolsonaro subindo a rampa da Presidência da República. A gente vai encerrar essa era do PT de uma vez por todas, e o Brasil vai prosperar”, declarou Flávio aos apoiadores.

O ato contou com a presença do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e faz parte de uma série de manifestações de rua em apoio ao senador.

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Paraíba

Operação policial prende 21 suspeitos e bloqueia R$ 15 milhões de organização criminosa, na Paraíba

A Polícia Civil da Paraíba deflagrou, nesta sexta-feira (16), a Operação Cadeia de Comando para investigar uma organização criminosa suspeita de envolvimento em tráfico de drogas, tortura e homicídios.

A ação ocorreu em Campina Grande, Areia, Esperança e Montadas, na Paraíba, e em Belo Horizonte, em Minas Gerais. Foram cumpridos 21 mandados de prisão preventiva e 24 de busca e apreensão, além do bloqueio de cerca de R$ 15 milhões em bens e ativos.

Segundo as investigações, integrantes que já estavam presos continuavam se comunicando com pessoas em liberdade e determinando ações relacionadas ao tráfico de drogas, à lavagem de dinheiro e a homicídios.

Durante a operação, também foram apreendidos veículos suspeitos de terem sido comprados com dinheiro do tráfico, além de dinheiro em espécie e celulares. A ação contou com equipes da Polícia Civil da Paraíba e de Minas Gerais.

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Paraíba

Operação policial prende 21 suspeitos e bloqueia R$ 15 milhões de organização criminosa, na Paraíba

A Polícia Civil da Paraíba deflagrou, nesta sexta-feira (16), a Operação Cadeia de Comando para investigar uma organização criminosa suspeita de envolvimento em tráfico de drogas, tortura e homicídios.

A ação ocorreu em Campina Grande, Areia, Esperança e Montadas, na Paraíba, e em Belo Horizonte, em Minas Gerais. Foram cumpridos 21 mandados de prisão preventiva e 24 de busca e apreensão, além do bloqueio de cerca de R$ 15 milhões em bens e ativos.

Segundo as investigações, integrantes que já estavam presos continuavam se comunicando com pessoas em liberdade e determinando ações relacionadas ao tráfico de drogas, à lavagem de dinheiro e a homicídios.

Durante a operação, também foram apreendidos veículos suspeitos de terem sido comprados com dinheiro do tráfico, além de dinheiro em espécie e celulares. A ação contou com equipes da Polícia Civil da Paraíba e de Minas Gerais.

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Paraíba

VÍDEO: “UFC” Discussão entre eleitores de Lula e Flávio Bolsonaro termina em pancadaria e mordida em padaria de JP

Uma discussão entre eleitores dos candidatos à presidência Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) terminou em agressões físicas na Padaria Bonfim, localizada no bairro de Tambaú, em João Pessoa. O caso aconteceu na última quarta-feira (14).

De acordo com as informações, dois homens se envolveram em uma briga após um desentendimento relacionado à disputa presidencial, que terá seu segundo turno em 25 de outubro.

Durante a confusão, os dois trocaram agressões físicas, incluindo uma mordida. A situação teria se agravado a ponto de exigir atendimento médico para pelo menos um dos envolvidos.

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Paraíba

COBRANÇA: Marcelo Fernandes aciona o Botafogo-PB na Justiça por dívida de quase R$ 400 mil

Foto: João Neto/Botafogo-PB

O ex-técnico do Botafogo-PB, Marcelo Fernandes, entrou na Justiça nesta quinta-feira (15) para cobrar R$ 377.825,03 do clube. Demitido em 26 de setembro, o treinador acionou o Tribunal Regional do Trabalho da 13ª Região para receber valores trabalhistas.

A ação inclui saldo salarial, multa pela rescisão antecipada, 13º salário e férias proporcionais, além de FGTS não recolhido e outros benefícios previstos em contrato.

O treinador também cobra direitos de imagem, que devem ser alvo de um novo processo nos próximos dias.

Marcelo Fernandes se junta a outros profissionais que acionaram a Justiça contra o Botafogo-PB, como os ex-técnicos Evaristo Piza e Lisca e os jogadores Gabriel Tota, Felipe Azevedo e Romarinho.

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Política

VÍDEO: “INEXPLICÁVEL” Lula diz que “não sabia” que Bolsa Família ficou 3 anos sem reajuste

 

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, nesta quinta-feira (15), que “não sabia” que o Bolsa Família estava há três anos sem reajuste. A declaração foi feita em entrevista à jornalista Renata Lo Prete, no Jornal Nacional, da TV Globo.

“É inexplicável que no governo do Lula alguém pense em não reajustar a inflação no salário das pessoas. É impensável, mas aconteceu. Aconteceu e eu tomei a decisão”, disse.

O reajuste foi anunciado 17 dias antes do primeiro turno das eleições e elevou o benefício mínimo de R$ 600 para R$ 691, com correção de 15,04% pela inflação. Segundo o ministro do Planejamento, Bruno Moretti, a medida custará R$ 5,8 bilhões em 2026 e cerca de R$ 22 bilhões em 2027.

A proposta de Orçamento de 2027, enviada ao Congresso antes do anúncio, não previa o reajuste.

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