
A Paraíba registrou, até esta quarta-feira (18), 23 casos de feminicídio em 2024, representando uma redução significativa em relação ao mesmo período do ano passado, que totalizou 44 casos. Apesar da diminuição de quase 40%, conforme destacou Lídia Moura, secretária de Políticas Públicas e Diversidade Humana do estado, a situação ainda exige atenção e ações mais efetivas.
Lídia Moura classificou o feminicídio como “uma verdadeira guerra contra as mulheres pelo simples fato de serem mulheres”. Ela enfatizou que a maioria dos crimes ocorre dentro de casa, muitas vezes na presença de filhos, e por motivos banais.
A secretária ressaltou que, embora os números indiquem avanços, o desafio de combater a violência de gênero persiste. Segundo ela, o aumento do debate público sobre o tema e o encorajamento para que as mulheres denunciem têm sido fatores importantes na redução dos casos. “Antes havia um silêncio maior. Agora a sociedade está falando mais sobre isso e as mulheres estão buscando ajuda”, afirmou.
O governo da Paraíba tem intensificado campanhas e ampliado a rede de proteção às mulheres, com a criação de programas e a melhoria do atendimento especializado, em parceria com delegacias da mulher e outros órgãos. No entanto, Lídia Moura destaca que a luta contra o feminicídio depende de um esforço coletivo, que inclui conscientização, educação e o fortalecimento de políticas públicas.
Atendimento
Na Paraíba, mulheres vítimas de violência dispõem de uma rede de atendimento especializada que oferece suporte jurídico, psicológico e social. Em João Pessoa, o Centro de Referência de Atendimento à Mulher Ednalva Bezerra, localizado na Rua Afonso Campos, nº 111, Centro, funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, proporcionando acolhimento e diversos serviços especializados. Em Campina Grande, o Centro Estadual de Referência da Mulher Fátima Lopes atende mulheres por demanda espontânea na Rua Pedro I, nº 558, bairro São José.
Com T5



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