Paraíba

Inmet prevê acumulado de chuvas em JP e outras 54 cidades até esta segunda-feira

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu na manhã deste domingo (16) um alerta de perigo potencial de chuvas intensas para João Pessoa e mais 55 cidades paraibanas. O aviso vale até as 10h desta segunda-feira (17).

A  previsão é de chuva entre 20 e 30 milímetros por hora ou até 50 milímetros por dia e de ventos intensos de 40 a 60 quilômetros por hora mas com  baixo risco de corte de energia elétrica, queda de galhos de árvores, alagamentos e descargas elétricas.

As orientações do órgão são que, em caso de rajadas de vento, as pessoas não se abriguem debaixo de árvores e não estacione veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda. Também é recomendado evitar o uso de aparelhos eletrônicos ligados à tomada

Em casos de emergência, as pessoas podem entrar em contato com a Defesa Civil, pelo telefone 199, e com o Corpo de Bombeiros, pelo telefone 193.

Veja cidades que poderão receber chuvas nas próximas horas 

Alagoinha

Alhandra

Araçagi

Araruna

Baía da Traição

Bananeiras

Bayeux

Belém

Borborema

Cabedelo

Cacimba de Dentro

Caiçara

Caldas Brandão

Capim

Conde

Cruz do Espírito Santo

Cuité

Cuité de Mamanguape

Cuitegi

Curral de Cima

Damião

Dona Inês

Duas Estradas

Guarabira

Gurinhém

Itapororoca

Jacaraú

João Pessoa

Lagoa de Dentro

Logradouro

Lucena

Mamanguape

Marcação

Mari

Mataraca

Mulungu

Pedras de Fogo

Pedro Régis

Picuí

Pilar

Pilões

Pilõezinhos

Pirpirituba

Pitimbu

Riachão

Riachão do Poço

Rio Tinto

Santa Rita

São Miguel de Taipu

Sapé

Serra da Raiz

Serraria

Sertãozinho

Sobrado

Solânea

Tacima

MaisPB

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MPPB

Prefeitura na Paraíba tem 20 dias para explicar compra irregular de caixões

O Ministério Público do Estado da Paraíba instaurou um inquérito civil para investigar possíveis irregularidades na aquisição de urnas funerárias pelo município de Riachão. A medida visa apurar irregularidades relacionada à compra suspeita desses itens.

O Ministério Público expediu um ofício ao cartório de registro de pessoas naturais de Riachão, requisitando, no prazo de 20 dias, uma relação detalhada de todas as certidões de óbitos registradas nos anos de 2022 e 2023. Essa relação deve incluir o nome do declarante, o nome do falecido e a data do óbito.

A investigação tem como objetivo esclarecer as circunstâncias em torno da aquisição das urnas funerárias, verificando se houve alguma irregularidade na contratação e se os recursos públicos foram utilizados de forma adequada.

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Paraíba

Francisco Fidelis registra candidatura à vaga de desembargador da Paraíba pelo Quinto Constitucional do TJ-PB

Francisco Fidelis, advogado com mais de 15 anos de experiência na Paraíba, registrou sua candidatura a desembargador pelo Quinto Constitucional do TJ-PB, na manhã desta segunda-feira (22). Ex-assessor da presidência do Tribunal de Justiça, Fidelis é reconhecido por sua visão crítica e comprometida com a justiça, ressaltando compromisso com a advocacia paraibana, sobretudo a sertaneja.

“Eu venho lá do sertão”, afirma. Com esse legado, a candidatura de Fidelis foi referendada pelas maiores lideranças da advocacia paraibana. “Antes da decisão de efetivamente concorrer, percorri todo o estado da Paraíba para ouvir a classe. Iniciei pelo sertão, visitei grandes lideranças da advocacia paraibana para entender se o que imaginava ser o ideal de um representante da classe no Tribunal de Justiça fazia sentido. Quando voltei para João Pessoa, decidi lançar a candidatura”.

Francisco Fidelis milita na advocacia em áreas do direito civil e eleitoral, ocupando importantes cargos na área jurídica, uma delas foi como assessor da presidência do Tribunal de Justiça da Paraíba, durante a gestão do desembargador Abraham Lincoln. Participou ativamente de diversas comissões da Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Paraíba (OAB-PB), incluindo a presidência da Comissão de Justiça Cível, representou a OAB-PB na Comissão Especial de Seleção para o Encargo de Juiz Leigo do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB).

Na condição de candidato à vaga de desembargador, Francisco Fidelis tem dialogado com seus pares sobre alguns princípios e bandeiras que deverão ser defendidos em prol da advocacia paraibana no âmbito do Tribunal de Justiça do Estado. Entre eles, três se destacam: Gratuidade da justiça; Gabinete acessível no Tribunal de Justiça; Processos com sustentação oral;

“Estou à disposição para contribuir com minha experiência e compromisso com a justiça paraibana e, ao mesmo tempo, garantir que jamais esquecerei de minhas origens, estarei lado a lado dos colegas advogados”, ressalta Fidelis, enfatizando sua dedicação ao serviço público e sua visão para fortalecer o judiciário estadual.

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Paraíba

Paraíba tem aumento da temperatura e mais de 13 mil hectares de área desmatada

Fotos - Clovis Porciuncula 11.jpg

Entre os anos de 2022 e 2023, a Paraíba apresentou uma aumento de 106,5% na área desmatada. Os dados do último Relatório Anual do Desmatamento do Brasil mostram que, no ano passado, a área desmatada na Paraíba era superior a 13 mil hectares, o que corresponde a mais de 12 mil campos de futebol. Uma reportagem especial do Núcleo de Dados da Rede Paraíba de Comunicação ouviu pesquisadores sobre o assunto e conversou com moradores que são constantemente afetados pelos impactos climáticos.

É assustador perceber que, a cada amanhecer, o planeta dá inúmeros sinais de que algo não está nada bem. São alertas claros: a praia, um dos espaços públicos naturais mais democráticos que existe, parece, aos poucos, desaparecer sob as ondas.

As temperaturas escaldantes transformam uma simples caminhada em um desafio. As fortes chuvas alagam cidades e causam destruição e sofrimento.

Ildenis Almeida é morador da comunidade São Rafael, no Castelo Branco. Ele conta que quando chove muito, não pode dormir, precisa ficar em alerta para evitar que a água entre em casa. “Teve uma vez que eu estava numa enchente que chegou a água até aqui, mais ou menos um metro e vinte, um metro e dez. Quando a draga faz o serviço bem feito no rio, a gente não sofre as consequências, mas quando não faz, a gente sofre as consequências, todos os moradores”, desabafa.

Cada decisão tomada por nós influencia o futuro do nosso planeta. E o presente é resultado de escolhas feitas lá atrás.

 Paraíba tem aumento expressivo da temperatura e mais de 13 mil ha de área desmatada
Arte/Diogo Almeida

Na Paraíba, o cenário chama a atenção. Em João Pessoa, por exemplo, de acordo com dados do Instituto Nacional de Meterorologia, em 1964, a média da temperatura, em João Pessoa, foi de 29,5ºC. Em 1993, 29,8ºC. Nos anos 2000, a média da temperatura já começou a atingir a casa dos 30ºC. Em 2005, a temperatura média chegou a 30,2ºC. Em 2017, a média da temperatura atingiu pela primeira vez em 31,1ºC. E em 2024, até o mês de maio, a média da temperatura está em 33ºC. Extremos climáticos cada vez mais evidentes.

Impactos previsíveis, consequências constantes

Até parece que são consequências isoladas, mas tudo está interligado: desertificação, chuvas, alagamentos, altas temperaturas. O professor do Departamento de Geografia da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), Ranyére Nóbrega, explica que nada é coincidência e que as mudanças observadas não tem, necessariamente, ligação com o volume total da chuva, mas sim com a distribuição.

“Por exemplo, os eventos estão cada vez mais intensos. Então quando você pega no ano todo, a média, quando a gente faz a média, o volume de precipitação está quase a mesma coisa. Quando nós analisamos o número de dias com chuva, esses números de dias estão cada vez menores”, detalha o professor.

Isso significa que as chuvas estão mais intensas em curto período. “Para um ambiente urbano como João Pessoa, vai trazer problemas como alagamentos, movimentos de massa e tudo mais. Para um ambiente de semiárido, será horrível. Se essa concentração de chuva diminuir ainda mais no contexto de mudanças climáticas, passar a chover durante dois meses, um mês, como é que essa água será captada e armazenada para suprir as necessidades?”, completa Ranyére Nóbrega.

 Paraíba tem aumento expressivo da temperatura e mais de 13 mil ha de área desmatada
Reprodução/TV Cabo Branco

Se esses impactos estão intimamente ligados, as mudanças nos padrões climáticos tendem a acontecer cada vez mais, o que também interfere na intensidade e frequência das chuvas. As mais de 700 famílias que vivem na Comunidade São Rafael, em João Pessoa, sentem os danos dessa força da natureza na pele.

De acordo com a Defesa Civil, João Pessoa tem, pelo menos, 27 áreas de risco monitoradas. No bairro do Castelo Branco, a Comunidade São Rafael, foi a primeira do Complexo Beira Rio a passar por esse mapeamento, projeto que começou em 2015 e só foi finalizado em 2021.

Áreas monitoradas pela Defesa Civil em João Pessoa

  1. Saturnino de Brito, nas Trincheiras
  2. Comunidade Santa Clara, no Castelo Branco II
  3. São Rafael, no Castelo Branco/ Rádio Tabajara
  4. Tito Silva, em Miramar
  5. São José, no bairro São José
  6. São Judas Tadeu, no bairro Alto do Mateus
  7. Boa Esperança, no bairro Cristo Redentor
  8. Maria de Nazaré, no bairro Funcionários II
  9. Riacho/Riachinho, no bairro 13 de Maio
  10. Chatuba, no bairro Manaíra
  11. Santa Emília de Rodat, no bairro Ilha do Bispo
  12. Porto do Capim, no bairro Varadouro
  13. Felipeia, no bairro Tambiá
  14. Beira da Linha, no bairro Alto do Mateus
  15. Barreira do Cabo Branco, no bairro Cabo Branco
  16. Comunidade do ‘S’, no bairro Roger
  17. Santa Bárbara, no bairro Valentina de Figueiredo
  18. Nova República, no bairro Geisel
  19. Arame, no bairro Grotão
  20. Bananeiras, no bairro Grotão
  21. Porto de João Tota, no bairro Mandacaru
  22. Jardim Coqueiral, no bairro Mandacaru
  23. Rua Ari Barroso, no bairro Alto do Mateus
  24. São Geraldo, na R. São Geraldo
  25. KM 19/BR 230, no no bairro Castelo Branco
  26. Padre Hildon, na Torre
  27. Renascer, no Distrito Mecânico/Varadouro

A construção de uma sede sustentável no local, em um espaço onde era um terreno baldio, deve funcionar como um complexo de solução de problemas ambientais. Tudo feito pelas mãos dos próprios moradores. Atualmente, mais de 700 famílias vivem por aqui e sofrem, todos os anos, com os efeitos das chuvas.

Quando chove forte, quase 100 casas, que ficam bem próximas ao Rio Jaguaribe, chegam a alagar. A perda, na maioria das vezes, é total.

Seu José Marcos tem 71 anos e é nascido e criado na Comunidade São Rafael. Ao longo das últimas décadas, foram muitas as cenas de destruição que ele presenciou no local.

Daniel Pereira é coordenador do Instituto Voz Popular, uma iniciativa dos próprios moradores da Comunidade São Rafael. Ele conta que são muitos os planos para que a comunidade resista às mudanças climáticas, ao avanço do rio e ao que ainda pode estar por vir.

“A proposta que a gente tem é um espaço como esse, uma usina solar para abastecer de energia a sede, uma horta comunitária e, ao mesmo tempo, a gente vai ter reuso de água e um biodigestor para fazer o tratamento do esgoto. Pensar essas alternativas que são as tecnologias sociais que podem ajudar nessa diminuição do aquecimento global e ao mesmo tempo gerar renda e gerar trabalho dentro do território. Então a proposta é que aqui na nova sede do Instituto Voz Popular a gente consiga mostrar que a partir de pequenas experiências a gente consegue transformar em grandes experiências que se replicam pela cidade”, ressalta Daniel.

Planos colocados em prática para resultados a longo prazo. É o que dá para fazer no momento. Uma contenção de danos que parece acontecer no mundo inteiro. Cenários de emergência global que também são repletos de injustiças sociais. Andréa Porto é geógrafa e acompanha de perto o cenário preocupante da comunidade São Rafael.

 Paraíba tem aumento expressivo da temperatura e mais de 13 mil ha de área desmatada
Cenário é preocupante em diversas comunidades de João Pessoa. Reprodução/TV Cabo Branco

“Parte da comunidade está dentro de uma área considerada de risco por conta da inundação. É uma comunidade que precisa de melhores infraestruturas, mas o que a gente tem observado aqui, nas intervenções mais recentes, é uma proposta bastante injusta socialmente falando, porque se constrói um cenário de risco climático para 100 anos, onde você aumenta a área alagável desse risco e você remove mais pessoas do que é necessário. Não se faz política pública com 100 anos. Então a gente precisa pensar num outro cenário, que não necessariamente retire e remova todo mundo desse local”, destaca a geógrafa.

Aumento dos alertas de desmatamento

Os impactos negativos da ação humana estão cada vez mais evidentes. Enquanto o Rio Grande do Sul vive uma das maiores tragédias da história do estado, a chuva persiste e a dificuldade de escoamento das águas, gera sofrimento. Segundo especialistas, a retirada da vegetação nativa tornou a região mais vulnerável e agravou os efeitos das tempestades.

Mas será que esse cenário está tão distante da nossa realidade? Na Paraíba, o bioma caatinga ocupa cerca de 90% do território, o que mostra a importância de conhecer e valorizar as diferentes características dessa vegetação. No Nordeste, a Paraíba e o Rio Grande do Norte foram os estados que mais apresentaram aumentos expressivos na área de vegetação suprimida, um crescimento que representa mais de 100%, segundo relatório referente a 2023.

 Paraíba tem aumento expressivo da temperatura e mais de 13 mil ha de área desmatada
Aumento da área desmatada na Paraíba. MapBiomas/Reprodução

As queimadas também influenciam nessa perda e, historicamente, tem transformado a caatinga, de um bioma florestal, para um bioma arbustivo e cada vez mais degradado.

Os dados são do MapBiomas, uma rede colaborativa formada por ONGs, universidades e startups de tecnologia, que conta com vários pesquisadores envolvidos.

O coordenador do MapBiomas Caatinga, Washington Rocha, reforça a preocupação

Em João Pessoa, o aumento da construção de empreendimentos em locais com variedade de fauna e flora, é uma realidade que também pode gerar prejuízos, quando o assunto é desmatamento.

O aumento contínuo dos alertas de desmatamento, na Paraíba, conforme registrado pelo MapBiomas, é um sinal preocupante da perda acelerada dos ecossistemas naturais. Para se ter uma ideia, se em 2019 foram três alertas de desmatamento, no ano passado, foram quase 2.200. Se um campo de futebol tem pouco mais de um hectare, a área desmatada em nosso estado, só em 2023, representa mais de 12 mil campos de futebol.

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Paraíba

Casos de estelionato por meio eletrônico crescem 153,7% na Paraíba

A Paraíba registrou um aumento de 153,7% nos casos de estelionato por meio eletrônico entre 2022 e 2023, com o número de ocorrências subindo de 406 para 1.030. Este crescimento foi o maior entre as 22 Unidades Federativas que forneceram dados específicos sobre o delito, de acordo com o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado ontem pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Em contraste, a taxa de mortes violentas intencionais no estado diminuiu 1,9% no mesmo período, com 1.069 casos em 2023 contra 1.090 em 2022.

Além do estelionato eletrônico, outros tipos de estelionato também aumentaram. Em 2023, foram registrados 6.443 casos, em comparação aos 5.669 de 2022. Apesar do aumento, a taxa de estelionatos por 100 mil habitantes foi de 162,1, a menor do país.

A alta nos casos de fraude eletrônica, definida pelo Código Penal como fraude eletrônica, resultou numa taxa de 25,9 por 100 mil habitantes, a terceira menor do Brasil em 2023, ficando atrás apenas do Piauí (17,9) e do Amazonas (22,2).

Por outro lado, os crimes contra o patrimônio mostraram uma tendência de queda significativa na Paraíba. Os roubos a estabelecimentos comerciais diminuíram 46%, passando de 1.142 em 2022 para 617 em 2023. Roubos a residências caíram 34,2%, com 241 ocorrências registradas no ano passado. Houve também reduções nos roubos a transeuntes (-11,2%) e nos roubos e furtos de veículos (-9,8%).

Investimentos em Segurança Pública

O delegado-geral da Polícia Civil na Paraíba, André Rabelo, atribui a redução dos crimes patrimoniais aos investimentos em segurança pública. “Nos últimos anos, reformulamos a Delegacia Online e investimos no Plano de Transformação Digital da Polícia Civil, que hoje está toda digitalizada e informatizada, com as delegacias conectadas. Além disso, com a criação da Delegacia Especializada em Crimes Cibernéticos, preparamos delegados para atender a população local e remeter os casos à delegacia,” explicou Rabelo.

O número de mortes violentas registradas em 2023 foi o terceiro menor da série histórica iniciada em 2011. Rabelo destacou os investimentos na Delegacia de Homicídios e a nomeação de cerca de 500 servidores pelo governador João Azevêdo como fatores chave para a redução desses crimes. “Há uma política permanente de troca de informações com outros estados, investimento em inteligência e apoio à investigação de campo. Aumentando a elucidação dos casos, naturalmente se consegue mais condenações e diminuição dos crimes,” afirmou o delegado-geral.

Migração dos Crimes para os Meios Eletrônicos

A queda nos crimes contra o patrimônio também reflete uma tendência nacional de migração dos delitos para os meios eletrônicos. Conforme o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, essa migração é impulsionada pelo aumento do uso de tecnologias digitais para gerenciar aspectos da vida cotidiana e pela menor probabilidade de confrontos com a polícia em crimes eletrônicos.

“No caso dos estelionatos cometidos por meios eletrônicos, a situação muda completamente de figura. O criminoso não precisa estar presencialmente diante da vítima e usar armas ou organizar uma estrutura física para um eventual confronto com as forças de segurança. Ou seja, as tecnologias digitais servem de escudo para o criminoso que pode atuar deixando menos vestígios e com chances ínfimas de confronto,” conclui o documento.

Essa mudança no perfil dos crimes aponta para a necessidade de novas estratégias e tecnologias para combater fraudes eletrônicas e proteger os cidadãos no ambiente digital.

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Inusitado

(VÍDEO) Homem convoca plateia para flagrar namorada saindo do motel com amante

“Sai ou não sai? Um homem viralizou nas redes sociais ao convocar uma plateia para flagrar sua namorada saindo do Motel Carícia, em Madureira, Rio de Janeiro.

No vídeo, que circulou nesta segunda-feira (22/7), o grupo de pessoas se reúne em frente ao motel, esperando ver o momento em que a mulher aparecerá com o amante.

O namorado interage com a plateia e faz piadas enquanto aguarda. O vídeo caiu nas graças dos internautas e rendeu comentários bem-humorados.

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Economia

Mercado aumenta previsão da inflação de 4% para 4,05% em 2024

Edifício-Sede do Banco Central em Brasília

A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – considerado a inflação oficial do país – teve aumento, passando de 4% para 4,05% este ano. A estimativa está no Boletim Focus desta segunda-feira (22), pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC) com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.

Para 2025, a projeção da inflação permaneceu em 3,9%. Para 2026 e 2027, as previsões são de 3,6% e 3,5%, respectivamente.

A estimativa para 2024 está acima da meta de inflação, mas ainda dentro de tolerância, que deve ser perseguida pelo BC. Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é 3% para este ano, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior 4,5%.

A partir de 2025, entrará em vigor o sistema de meta contínua, assim, o CMN não precisa mais definir uma meta de inflação a cada ano. Em junho deste ano, o colegiado fixou o centro da meta contínua em 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

Em junho, influenciada principalmente pelo grupo de alimentação e bebidas, a inflação do país foi 0,21%, após ter registrado 0,46% em maio. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), em 12 meses, o IPCA acumula 4,23%.

Juros básicos

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, definida em 10,5% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom). A alta recente do dólar e o aumento das incertezas econômicas fizeram o BC interromper o corte de juros iniciado há quase um ano. Na última reunião, em junho, por unanimidade, o colegiado manteve a Selic nesse patamar após sete reduções seguidas.

De março de 2021 a agosto de 2022, o Copom elevou a Selic por 12 vezes consecutivas, em um ciclo de aperto monetário que começou em meio à alta dos preços de alimentos, de energia e de combustíveis. Por um ano, de agosto de 2022 a agosto de 2023, a taxa foi mantida em 13,75% ao ano, por sete vezes seguidas. Com o controle dos preços, o BC passou a realizar os cortes na Selic.

Antes do início do ciclo de alta, a Selic tinha sido reduzida para 2% ao ano, no nível mais baixo da série histórica iniciada em 1986. Por causa da contração econômica gerada pela pandemia de covid-19, o Banco Central tinha derrubado a taxa para estimular a produção e o consumo. A taxa ficou no menor patamar da história de agosto de 2020 a março de 2021.

Para o mercado financeiro, a Selic deve encerrar 2024 no patamar que está hoje, em 10,5% ao ano. Para o fim de 2025, a estimativa é de que a taxa básica caia para 9,5% ao ano. Para 2026 e 2027, a previsão é que ela seja reduzida, novamente, para 9% ao ano, para os dois anos.

Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Mas, além da Selic, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas. Desse modo, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia.

Quando o Copom diminui a Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica.

PIB e câmbio

A projeção das instituições financeiras para o crescimento da economia brasileira neste ano subiu de 2,11% para 2,15%. Para 2025, a expectativa para o Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todos os bens e serviços produzidos no país – é de crescimento de 1,93%. Para 2026 e 2027, o mercado financeiro estima expansão do PIB em 2%, para os dois anos.

Superando as projeções, em 2023 a economia brasileira cresceu 2,9%, com um valor total de R$ 10,9 trilhões, de acordo com o IBGE. Em 2022, a taxa de crescimento foi 3%.

A previsão de cotação do dólar está em R$ 5,30 para o fim deste ano. No fim de 2025, a previsão é que a moeda americana fique em R$ 5,23.

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Política

Campanhas para prefeito em Campina Grande podem custar mais de R$ 7 milhões

As campanhas para prefeito de Campina Grande poderão custar mais de R$ 7 milhões neste ano, de acordo com o limite de gastos disponibilizado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O valor é maior do que o permitido para as candidaturas em João Pessoa, mesmo com um eleitorado maior. A portaria com os limites para todos os municípios do Brasil foi publicada no Diário da Justiça Eletrônico de ontem.

Em Campina Grande, o limite de gastos pelas candidaturas a prefeito, no primeiro turno, é de R$ 5.171.717,74 e, no segundo turno, de R$ 2.068.687,10. Para vereador, o gasto máximo será de R$ 213.442,57.

Os valores levam em consideração o gasto médio nas eleições de 2016, atualizados pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Na capital, o limite de gastos é menor. As candidaturas a prefeito poderão gastar até R$ 3.647.490,46 no primeiro turno e R$ 1.458.996,18 no segundo turno. Para vereador, o gasto máximo é de R$ 405.214,29. João Pessoa e Campina Grande são as únicas cidades paraibanas em que é possível haver segundo turno para a eleição para prefeito.

Na maioria dos municípios paraibanos, o gasto máximo permitido refere-se ao piso estabelecido pelo TSE de R$ 159.850,76 para o cargo de prefeito e de R$ 15.985,08 para vereador.

Confira o limite de gastos nos 10 maiores colégios eleitorais da Paraíba:

Tabela mostra o detalhamento dos gastos para a campanha em grandes municípios | Fonte: Ascom/TSE

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Paraíba

Gás natural encanado vai ficar mais caro na Paraíba a partir de agosto

O gás encanado natural vai passar por um reajuste a partir do dia 1º de agosto em toda a Paraíba. Em média, o valor deve aumentar em 4,5%, podendo atingir até 5%.

A decisão da Companhia Paraibana de Gás (PBGÁS) é em decorrência do aumento de 6,1% no preço do mix de gás adquirido das distribuidoras Petrobras, Shell e Galp.

O reajuste tarifário vai atingir de diferentes maneiras os segmentos, confira abaixo:

Portal Correio

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Brasil

POUCO A COMEMORAR: Índice de homicídios no País cai em 2023, mas segue 4 vezes maior que o mundial

Homem é morto a tiros, em João Pessoa | Paraíba | G1Foto: Reprodução

O País recebeu com alívio alguns números apresentados pelo Anuário Brasileiro de Segurança Pública, mas há poucos motivos para comemoração. A violência persiste na sociedade. Serão longas ainda as batalhas para que o Brasil vença a criminalidade. Os dados sobre homicídios mostram que há muito a ser feito.

Em 2023, foram 46.328 assassinatos, uma taxa de 22,8 casos para cada 100 mil habitantes – queda de 3,4% ante o indicador do ano anterior. Trata-se do menor registro da série histórica do levantamento do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, iniciada em 2011. A taxa de homicídios no País, porém, é quatro vezes maior que a mundial, além de superar a de países vizinhos. Isso, por si só, expõe a dificuldade do Brasil no combate ao crime.

Para Renato Sérgio Lima, presidente do Fórum, “a boa notícia é que na maior parte dos países as mortes vêm caindo e, entre as grandes causas, há um componente demográfico importante, já que a população está envelhecendo”. A parcela de homens jovens – sobretudo os negros – concentra as vítimas de mortes violentas. Até a idade da população virou uma esperança para refrear as estatísticas.

Enquanto São Paulo (7,8 por 100 mil) e Santa Catarina (8,9) trazem os menores índices do País, as maiores taxas foram registradas no Amapá (69,9) e na Bahia (46,5), onde o Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) disputam territórios para consolidar novas rotas de envio de cocaína por via marítima para o exterior. Nesses Estados, o crime organizado e a letalidade policial escancaram um cenário de embate constante com consequências trágicas.

As polícias do Amapá e da Bahia, na avaliação de Lima, atuam de forma tumultuada. Não à toa, no topo do ranking, os dois Estados alcançam as taxas de letalidade policial de 23,6 e 12 mortes por 100 mil habitantes, respectivamente, revelando uma distância superlativa em relação a Rondônia (0,6) e Minas Gerais (0,7).

Além de migrar pelo País, o crime também migrou para o mundo virtual, para infortúnio dos cidadãos. Os bandidos têm preferido dar golpes virtuais a cometer crimes nas ruas, aproveitando-se do Pix, de aplicativos e de jogos online. Enquanto houve queda em furtos e roubos – inclusive de celular –, há alta no número de estelionatos, o que impõe às polícias o dever de aperfeiçoar seus recursos tecnológicos.

A violência contra as mulheres também preocupa. Houve crescimento nos números de estupro, importunação sexual e feminicídio. A tipificação de novos crimes, como stalking (perseguição), e campanhas para reduzir a subnotificação explicam parte da alta, mas o aumento generalizado acende o alerta de que ações para reverter esse quadro devem ser prioritárias.

O anuário mostra um crime organizado que se antecipa facilmente à inteligência dos órgãos de investigação e repressão e aos sistemas de defesa privados. Há claramente uma migração da delinquência para o ambiente virtual – que, se reduz a letalidade dos criminosos, por outro lado aumenta substancialmente os prejuízos e dá ainda mais poder financeiro às quadrilhas, contrastando com a excruciante lentidão do Estado.

Editorial Estadão

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Mundo

Doações para Kamala Harris chegam a US$ 27,5 mi pós-saída de Biden

ImagemFoto: WikimediaCommons

A ONG (organização não governamental) ActBlue, que atua pró-candidatos democratas, disse que as doações para a vice-presidente dos EUA, Kamala Harris (Partido Democrata), chegaram a US$ 27,5 milhões (cerca de R$ 152,45 milhões) nas 5 primeiras horas depois de o líder do país, Joe Biden (Partido Democrata), desistir de concorrer à reeleição.

Biden, 81 anos, anunciou no domingo (21.jul.2024) que deixaria a corrida eleitoral. Com isso, Kamala Harris, 59 anos, se posiciona como a principal candidata do Partido Democrata para enfrentar o ex-presidente Donald Trump (Partido Republicano), 78 anos.

Nos EUA, é proibido haver doações de empresas para campanhas, como ocorre no Brasil. No entanto, o país permite que se abra uma ONG que apoie determinadas causas alinhadas a campanhas. Essas organizações podem pagar por comerciais na TV e publicidade na mídia em geral –não há, nos Estados Unidos, horário eleitoral gratuito e, por isso, os candidatos precisam comprar os espaços para divulgar suas propagandas.

Poder360

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