O ministro Augusto Nardes, do Tribunal de Contas da União, proferiu na manhã desta sexta-feira (27), no Centro Cultural Ariano Suassuna, ambiente do TC da Paraíba, a palestra magna do Seminário de Governança para Prefeitos e Gestores Públicos. Ao observar que apenas os gastos com as compras públicas atingem, nacionalmente, a cifra de R$ 1,3 trilhão, lastimou que esse dinheiro seja gasto “conforme a pressão do dia, ou da semana”. Assegurou, então, que “vão para o ralo, por falta de governança, 40% desses recursos”.
Ele e os demais integrantes da mesa condutora dos trabalhos foram inicialmente recebidos pelo presidente do TCE, conselheiro Nominando Diniz que, depois disso, a todos acompanhou até o Auditório Celso Furtado, ambiente das palestras. Ali, ouviu os agradecimentos de representantes do Conselho Regional de Contabilidade (anfitrião do encontro) pela cessão do espaço e, em resposta, apresentou o Tribunal por ele presidido como “parceiro permanente daqueles que promovam ações em defesa da sociedade”. Os contadores e advogados aqui atuantes, disse, são dois grandes pilares do Tribunal e em muito contribuem para seus avanços.
O ministro Augusto Nardes fez ver que a solução dos grandes problemas nacionais – aqueles afeitos à educação, à saúde, à segurança, à infraestrutura, ao emprego e à renda – está na melhoria da governança. “E o modelo já está montado com vista à eficiência, à eficácia e à defesa do dinheiro público”, acentuou. Em seguida, expôs a ampliação das parcerias com organismos internacionais em favor, notadamente, das ações de preservação ambiental indispensáveis ao Planeta. Ele tem como projeto a ser alcançado “auditorias universais” pelo bem-estar social e pela vida em escala planetária.
O chefe da Divisão de Auditores de Contas Públicas do TCE, José Luciano Sousa de Andrade, um dos expositores, mencionou a determinação do conselheiro Nominando Diniz para que se expandam os programas de treinamento e qualificação dos gestores públicos, dos seus quadros técnicos, dos contadores e, ainda, dos integrantes do Controle Interno, no âmbito do Estado e dos Municípios. Contou que isso tem sido feito, regionalmente, com o apoio logístico da Escola de Contas do Tribunal (Ecosil) e da Federação das Associações dos Municípios Paraibanos (Famup). “Podemos dizer que desse modo já assistimos, ao mínimo, 90% dos nossos municípios”, estimou.
Blog do BG PB com PB.com


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