Política

Taxação de super-ricos e offshores: veja como cada deputado da Paraíba votou

Foto: Lula Marques/ Agência Brasil

A Câmara dos Deputados aprovou, na noite de ontem (25), o projeto de lei que prevê a taxação de investimentos de pessoas físicas no exterior e a antecipação de imposto em fundos fechados no Brasil. A proposta, que agora será enviada ao Senado, foi aprovada com votos contrários de dois parlamentares da Paraíba: os deputados Cabo Gilberto e Wellington Roberto, ambos do PL. (confira ao final da matéria o placar)

A tributação das offshores é uma das principais agendas econômicas do governo Lula em busca de alcançar o déficit zero nas contas públicas até o fim de 2023 e, ao mesmo tempo, cumprir uma promessa de campanha de tributar grandes fortunas.

A arrecadação prevista para o ano que vem é da ordem de R$ 20 bilhões. O total do patrimônio líquido somente dos fundos exclusivos, de apenas uma pessoa, é da ordem de R$ 1 trilhão”, disse o relator do projeto, deputado Pedro Paulo (PSD-RJ).

A matéria foi colocada em plenário pelo presidente da Câmara, Arthur Lira, coincidência ou não, no mesmo dia em que o economista paraibano Carlos Vieira Fernandes foi indicado pelo ‘Centrão’ para presidência da Caixa Econômica.

O que muda

De acordo com o projeto aprovado, a tributação ocorrerá sobre rendimentos de aplicações financeiras, lucros e dividendos de entidades controladas no exterior (offshores) devidos aos titulares e rendimentos e ganhos de capital de bens incorporados a trusts.

Após discussões com o governo e os partidos, o relator decidiu fixar em 8% a alíquota para a opção dada ao contribuinte de antecipar a incidência do tributo sobre rendimentos até 2023 nos fundos fechados e na opção de atualizar bens no exterior pelo valor de mercado em 31 de dezembro de 2023.

Também foi aprovada mudança nas regras para cotistas dos fundos de investimento imobiliário (FII) e de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais (Fiagro) a fim de impedir seu uso como planejamento tributário e elisão fiscal.

Agro e imóveis

Para os FII e Fiagro, a isenção do imposto somente será válida para aqueles com, no mínimo, 100 cotistas. Atualmente, são 50 e o texto do governo propunha 500. A intenção é reduzir a exclusividade direcionada a aplicadores de grandes somas.

A isenção não será aplicada, no entanto, ao conjunto de cotistas pessoas físicas aparentadas até o segundo grau que representem 30% ou mais do total de cotas ou mesmo que tenham cotas que lhes deem direito a 30% ou mais do total de rendimentos obtidos pelo fundo.

Quanto ao mínimo de cotistas, os fundos atuais terão até 30 de junho de 2024 para fazerem a adaptação até 100 participantes para contarem com a isenção. Aqueles novos terão 180 dias, contados do aporte do primeiro cliente, para se enquadrar no mínimo.

Também continuarão de fora da nova regra do come-cotas os rendimentos dos fundos de investimento obtidos por bancos, seguradoras, fundos de previdência e capitalização, corretoras de títulos e valores mobiliários e câmbio ou sociedade de arrendamento mercantil, por exemplo.

Capital no exterior

A partir de 1º de janeiro de 2024, a pessoa física residente no país deverá declarar os rendimentos obtidos com o capital aplicado no exterior em separado dos demais rendimentos e ganhos de capital.

Na declaração de ajuste anual (DAA) do Imposto sobre a Renda das Pessoas Físicas (IRPF), os valores de rendimento estarão sujeitos à alíquota de 15%, sem dedução da base de cálculo. O texto original propunha alíquota zero sobre a parcela anual dos rendimentos até R$ 6 mil e duas faixas de 15% e 22,5%.

No entanto, os ganhos de capital obtidos pela pessoa física residente no Brasil com a baixa ou venda de outros bens e direitos no exterior, como imóveis, continuam sujeitos às regras específicas de tributação da Lei 8.981/95.

Na exposição de motivos do projeto, o Ministério da Fazenda argumenta que a tributação desses tipos de rendimentos de aplicações ou patrimônios no exterior mantidos por pessoas físicas já ocorre em diversos países, como Estados Unidos, Alemanha, França, Holanda, Reino Unido, Austrália, Chile, Colômbia e México.

“O Brasil é uma das raras exceções, no mundo, que ainda permite a utilização de estruturas offshores por pessoas físicas para diferir indefinidamente o pagamento do tributo”, argumenta o ministro da Fazenda, Fernando Haddad.

Variação cambial

O projeto estipula que haverá tributação, pelas mesmas alíquotas, da variação cambial de moeda estrangeira em espécie mantida no exterior no que superar o montante de 5 mil dólares (cerca de R$ 25 mil) quando de sua venda a cada ano-calendário.

Assim, a variação cambial é considerada um tipo de rendimento do valor retido em moeda estrangeira. Os valores de depósitos em conta corrente ou em cartão de débito ou crédito no exterior não sofrerão tributação, desde que não sejam remunerados e sejam mantidos em instituição financeira no exterior, conhecida e autorizada a funcionar pela autoridade monetária do país em que estiver situada.

Offshores

No caso das offshores, que são sociedades ou contas bancárias abertas em países ou territórios do exterior, chamadas pela MP de entidades controladas no exterior, os lucros apurados deverão ser tributados em 31 de dezembro de cada ano com as alíquotas citadas, independentemente de sua efetiva distribuição aos controladores.
A ideia, assim, é evitar o diferimento do tributo, cujo pagamento atualmente ocorre apenas ao fim do longo ciclo de reprodução do capital no exterior.

A nova regra aplica-se aos resultados apurados pelas entidades controladas a partir de 1º de janeiro de 2024. Os resultados acumulados pelas entidades no exterior até 31 de dezembro de 2023, antes da vigência da nova regra de tributação, terão incidência somente no momento da efetiva liberação para a pessoa física.

Como funciona

Quando da distribuição dos lucros, o beneficiado deverá indicar a controlada e o ano de origem dos lucros distribuídos a fim de reduzir o lançamento de dividendos a receber no futuro para que não sejam tributados novamente. De igual forma, não será tributada ou deduzida na apuração do IRPF a variação cambial (ganho ou perda na conversão de dólar para real) desses valores.

Estarão sujeitas às novas regras as offshores localizadas em país com tributação favorecida ou com regime fiscal privilegiado (paraísos fiscais).

Enquadram-se como controladas as sociedades e outras entidades, personificadas ou não, incluindo fundos de investimento e fundações em que a pessoa física detiver, direta ou indiretamente, direitos para fazer prevalecer sua decisão nas deliberações sociais ou eleição e destituição da maioria dos administradores.

Outra hipótese de controle é em conjunto com pessoas físicas ou jurídicas vinculadas, resultando em mais de 50% de participação no capital social, nos direitos a lucros ou no recebimento de ativos na liquidação da controlada.

Nessa situação, o controle conjunto com pessoas físicas envolve cônjuge, companheiro ou parente até o terceiro grau do residente no país, ainda que eles sejam administradores de pessoa jurídica que exerça o controle conjunto. Esse controle é considerado conjunto mesmo se o residente no Brasil detiver mais de 10% do capital votante da empresa vinculada à controlada.

A regra vale ainda para outra pessoa física sócia da empresa nesse igual patamar de capital votante, contemplando situações de cruzamento de controle societário.

Baixa renda ativa

Também serão sujeitos à tributação os lucros apurados pelas empresas controladas no exterior que tenham renda ativa própria inferior a 60% da renda total. Tipicamente empresas que apenas realizam investimentos, sem caráter produtivo.

Entrarão nessa base de cálculo como receita ativa própria aquelas obtidas diretamente pela offshore na exploração de sua atividade econômica, exceto:

  • royalties;
  • juros;
  • dividendos;
  • participações societárias;
  • aluguéis;
  • ganhos de capital, excluídos aqueles na venda de participações societárias ou ativos de caráter permanente comprados há mais de dois anos;
  • aplicações financeiras; e
  • intermediação financeira.

O texto especifica casos nos quais não serão aplicadas as regras de tributação periódica dos lucros, como para instituições financeiras, holdings e imobiliárias nos países em que o capital está alocado.

Deduções

Poderão ser deduzidos do lucro da controlada os seus prejuízos apurados em balanço desde que referentes a períodos posteriores a 1º de janeiro de 2024 e anteriores à data da apuração dos lucros.

Outras deduções permitidas serão a parcela de lucros e dividendos de suas investidas que sejam pessoas jurídicas domiciliadas no Brasil, assim como os rendimentos e ganhos de capital de demais investimentos feitos no Brasil, desde que tributados pelo Imposto sobre a Renda Retido na Fonte (IRRF) por alíquota igual ou superior a 22,5%.

Já a pessoa física, na determinação do imposto devido anualmente, poderá deduzir, na proporção de sua participação nos lucros distribuídos, aquele imposto devido pela controlada no exterior sobre seu lucro ou sobre rendimentos. O desconto não pode superar o imposto devido pela pessoa física apurado na declaração anual de ajuste, conforme as novas regras de tributação do projeto.

Capital principal

Quanto à variação cambial do capital principal aplicado em offshores, ela será tributada a título de ganho de capital no momento da alienação ou baixa do investimento, calculando-se com a conversão em moeda nacional.

Tributação alternativa

O PL 4173/23 permite à pessoa física optar por declarar os bens e direitos da offshore como se fossem detidos diretamente por ela, na proporção de sua participação.

Entretanto, a opção, a ser exercida em relação a cada entidade separadamente (se tiver mais de uma empresa controlada), será irrevogável durante todo o prazo em que a pessoa física detiver a entidade no exterior.

Os rendimentos obtidos com os bens declarados dessa maneira sofrerão a incidência das mesmas alíquotas previstas no projeto para a distribuição dos lucros da controlada.

Caso o interessado transfira qualquer desses bens a outra entidade controlada para a qual não tenha sido feita a opção citada, eles terão de ser avaliados pelo valor de mercado, e a diferença em relação ao custo de aquisição será considerada renda da pessoa física, tributável segundo a natureza da renda.

Votação da bancada federal da Paraíba 

VOTOU SIM

Aguinaldo Ribeiro (PP)

Damião Feliciano (União)

Gervásio Maia (PSB)

Hugo Motta (Republicanos)

Luiz Couto (PT)

Murilo Galdino (Republicanos)

Romero Rodrigues (Podemos)

Ruy Carneiro (Podemos)

Wilson Santiago (Republicanos)

VOTOU NÃO

Cb Gilberto Silva (PL)

Wellington Roberto (PL)

AUSENTE

Mersinho Lucena (PP)

Com informações da Agência Câmara de Notícias

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Polêmica

VÍDEO: Imagens mostram delegado Braz contando dinheiro supostamente do tráfico de drogas em João Pessoa

Um vídeo em que o delegado Braz Morroni aparece contando uma grande quantidade de dinheiro voltou a circular nas redes sociais e aplicativos de mensagens nesta sexta-feira (17). As imagens mostram o então titular da Delegacia de Crimes Contra o Patrimônio (DCCPAT) conferindo maços de cédulas que, segundo ele, seriam provenientes de uma apreensão relacionada ao tráfico de drogas.

A repercussão ocorre em um momento em que Morroni é um dos investigados na Operação Perfídus, deflagrada pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco). A investigação apura a existência de uma suposta organização criminosa formada por policiais civis e suspeitos de tráfico de drogas, com acusações que incluem corrupção, desvio de entorpecentes apreendidos, vazamento de informações sigilosas e favorecimento a integrantes do crime organizado.

Segundo as investigações, a Operação Perfídus teve início após a denúncia de um investigado por tráfico de drogas, que relatou o suposto desvio de drogas apreendidas por agentes públicos. A partir daí, a Draco reuniu elementos que resultaram no cumprimento de mandados de prisão e busca contra policiais civis e outros investigados. A Justiça manteve a prisão temporária de Braz Morroni e de outros alvos da operação. 

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Polícia

VÍDEO: Flávio Bolsonaro diz que tentou evitar tarifaço dos EUA e que Lula “cavou o pênalti contra o povo brasileiro”

 

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Um post compartilhado por Portal BG PB (@blogdobgpb)

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que tentou atuar para evitar a decisão dos Estados Unidos de aplicar tarifas de 25% sobre produtos brasileiros.

Segundo ele, integrantes de sua equipe tentaram articular uma reação antes do anúncio norte-americano.

“Lula fez força para isso. Cavou o pênalti. Conseguiu. Chegou a tarifa contra os interesses do povo brasileiro”, disse o senador e pré-candidato à Presidência da República.

Flávio também mencionou novas tarifas aplicadas pela China sobre a carne brasileira exportada ao país. Segundo ele, a cobrança de 55% incide sobre volumes que ultrapassarem uma determinada cota.

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Sem categoria

PERIGO: Alerta de mar agitado com ondas de até 3,5 metros é emitido para o litoral da Paraíba

 

O Centro de Hidrografia da Marinha emitiu um alerta de atenção para mar grosso entre esta sexta-feira (17) e o domingo (19) no litoral da Paraíba e de outros estados do Nordeste. Segundo a Marinha, confirmada pela Capitania dos Portos da Paraíba, as ondas podem chegar a 3,5 metros em áreas de mar aberto.

Mar grosso é a condição em que o mar apresenta ondas mais altas e agitadas, provocadas por ventos fortes e sistemas meteorológicos, dificultando a navegação, principalmente de embarcações de pequeno porte.

A Marinha orienta que os navegantes avaliem a necessidade de adiar ou suspender a saída ao mar durante o período do alerta. Antes de navegar, a recomendação é consultar os avisos meteorológicos, verificar as condições da embarcação, os equipamentos de salvatagem e de comunicação.

Durante o alerta, a orientação é evitar áreas de mar aberto e utilizar coletes salva-vidas quando recomendado. Em caso de emergência, o contato deve ser feito com o Salvamar, pelo telefone 185. Já para informações ou denúncias à Capitania dos Portos da Paraíba, o número é (83) 99302-9294.

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Paraíba

MPPB denuncia Christian Medeiros e a ex de Rubinho pelo assassinato do engenheiro em festa em Lagoa Seca

O Ministério Público da Paraíba (MPPB) denunciou, nesta quinta-feira (16), Christian Medeiros Veiga Dantas Costa e Larissa Maria Leal de Freitas pelo homicídio qualificado de Rubens Fernandes da Costa Filho, conhecido como “Rubinho”.

O crime foi denunciado com as qualificadoras de motivo fútil, emprego de meio que resultou em perigo comum e uso de recurso que dificultou a defesa da vítima, conforme o artigo 121, §2º, incisos II, III e IV, do Código Penal.

Segundo a denúncia, Larissa, ex-esposa da vítima, foi denunciada por participação no crime, sob a acusação de ter instigado o namorado a cometer o assassinato e de prestar auxílio material para a sua execução.

Além da acusação de homicídio qualificado, o MPPB também denunciou Christian pelos crimes de lesão corporal, por supostamente agredir a noiva e a cunhada da vítima no dia do homicídio, e de porte ilegal de arma de fogo.

A denúncia pede a condenação dos réus e o pagamento de indenização por danos morais de, no mínimo, R$ 200 mil aos familiares da vítima. O caso tramita em segredo de Justiça.

A denúncia foi apresentada pela 8ª promotora de Justiça de Campina Grande, Luciara Lima Simeão Moura.

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Copa do Mundo

PRESENÇA: Trump estará na final da Copa do Mundo entre Espanha e Argentina

Foto: Divulgação/Casa Branca

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, estará na final da Copa do Mundo de 2026 entre Espanha e Argentina, neste domingo (19), no MetLife Stadium, em Nova Jersey. A informação foi confirmada pela porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt.

Durante entrevista, Leavitt disse que Trump está animado para acompanhar a decisão e afirmou: “Estamos ansiosos pela final de domingo, e sei que o presidente também está. A presença dele marcará o encerramento da Copa do Mundo mais assistida, mais segura e mais bem-sucedida da história dos Estados Unidos.”

Ela também afirmou que não sabe para qual seleção Trump vai torcer e brincou ao dizer que a pergunta deve ser feita ao próprio presidente. Antes da final, ele participará, na sexta-feira (17), de uma recepção da Fifa na Trump Tower, em Nova York.

O presidente da Fifa, Gianni Infantino, também confirmou que entregará o troféu ao campeão ao lado de Trump.

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Paraíba

Vendas do varejo da Paraíba têm o 2º maior crescimento do país em maio, aponta IBGE

Foto: Reprodução

As vendas do varejo da Paraíba cresceram 1,5% entre abril e maio deste ano, segundo a Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), divulgada pelo IBGE nesta quinta-feira (16). O resultado foi o segundo maior do país, atrás apenas do Distrito Federal (1,6%). A média nacional foi de 0,1%.

Na comparação com maio de 2025, o varejo paraibano teve alta de 0,6%, enquanto o Brasil registrou crescimento de 0,4%.

No varejo ampliado, que inclui veículos, motocicletas, peças, materiais de construção e atacado de alimentos, bebidas e fumo, a Paraíba também avançou 1,5% em maio, na comparação com abril, e 0,7% em relação ao mesmo mês do ano passado. No país, os índices tiveram queda de 0,2% no comparativo mensal e de 0,6% no anual.

Segundo o IBGE, entre as oito atividades pesquisadas no comércio varejista nacional, cinco registraram avanço em maio. Os maiores destaques foram os segmentos de livros, jornais, revistas e papelaria; tecidos, vestuário e calçados; além de móveis e eletrodomésticos, setores que tiveram influência de datas comemorativas como o Dia das Mães e da preparação para a Copa do Mundo.

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Política

Lula diz que não há justificativa para novas tarifas anunciadas pelos EUA

Ricardo Stuckert / PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse, nesta quinta-feira (16), que não há justificativa para os Estados Unidos aplicarem uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros.

A declaração foi feita nas redes sociais, onde o presidente compartilhou o pronunciamento em que o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, rebate falas do secretário de Estado americano, Marco Rubio.

“Desde o primeiro momento, buscamos o diálogo e enfatizamos nossa disposição de negociar. Apontamos que não há justificativa para as tarifas anunciadas. Não vamos abrir mão de defender o nosso Pix, a nossa soberania e os produtores brasileiros”, escreveu Lula.

CNN

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Brasil

Mais de 2 mil produtos ficam de fora de nova taxação dos EUA

Foto: Ilustração

O Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) confirmou nesta quarta-feira (15) novas tarifas sobre produtos brasileiros. O órgão também publicou uma lista com mais de 2 mil produtos que ficaram isentos da taxação

O governo norte-americano justifica a isenção afirmando que os insumos são matérias-primas que poderiam levar à indisponibilidade de oferta doméstica e causar “perturbações” na economia do país caso fossem submetidas à nova tarifa.

Além de carne bovina, café, laranja e suco de laranja, que já constavam da lista divulgada pelo USTR quando a investigação foi aberta, em junho, itens como mel orgânico, hidróxido de alumínio, sucata de ferro e de aço, peixes e frutos do mar, couros, alguns produtos de madeira, medicamentos e insumos farmacêuticos foram incluídos na lista de exceções.

O governo americano disse que rejeitou solicitações de pedidos de isenção para outros produtos, como vestuário, calçados e máquinas agrícolas e industriais.

O USTR diz também que, nas audiências públicas, houve a defesa de alternativas às tarifas, como a realização de negociações bilaterais ou multilaterais. Parte dos participantes das audiências disse que qualquer tarifa, mesmo abaixo de 25%, seria inadequada e poderia frustrar os objetivos do governo americano.

Pleno News

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Brasil

Frentes Parlamentares Evangélicas lamentam morte de pastor Gean Santos, missionária e jovem em acidente na BR-412

 

Vítimas fatais de acidente na BR-412, no Cariri da Paraíba — Foto: Montagem/g1

Vítimas fatais de acidente na BR-412, no Cariri da Paraíba — Foto: Montagem/g1

O acidente que tirou a vida do pastor Gean Santos, da missionária Alba Simões e da jovem Ruth Gomes, na BR-412, na Paraíba, continua repercutindo em todo o país. Nesta quinta-feira (16), a Frente Parlamentar Evangélica do Congresso Nacional e a Frente Parlamentar Evangélica do Senado divulgaram uma nota oficial de pesar em solidariedade às famílias das vítimas e ao Ministério Verbo da Vida. 

 

No documento, as entidades classificam a tragédia como uma perda para a comunidade cristã e destacam o legado deixado pelos três. O pastor Gean é lembrado pela dedicação ao pastoreio e ao Evangelho. Ruth Gomes, pela disposição em servir a Cristo ainda na juventude. Já Alba Simões é citada pelo trabalho missionário e pelo compromisso com ações de cuidado ao próximo. 

A nota também ressalta a relação construída ao longo dos anos entre as Frentes Parlamentares Evangélicas e o Ministério Verbo da Vida. Segundo o texto, a instituição se consolidou pelo investimento na formação de líderes, na expansão missionária e no compromisso com os princípios cristãos. O reconhecimento é direcionado, de forma especial, ao presidente do ministério, apóstolo Guto Emery, e ao pastor Edilson de Lira, apontados como lideranças de referência dentro da organização. 

Em meio ao luto, a mensagem reforça a esperança cristã na ressurreição e na vida eterna, citando o Salmo 116:15 como forma de consolar familiares, amigos e integrantes da igreja. O documento é assinado pelo senador Carlos Viana, presidente da Frente Parlamentar Evangélica do Senado, e pelo deputado federal Gilberto Nascimento, presidente da Frente Parlamentar Evangélica do Congresso Nacional. 

 

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Polícia

Polícia pede prisão preventiva de delegado Braz Morrone investigado na Operação Perfidus

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A Polícia Civil da Paraíba pediu à Justiça a prisão preventiva do delegado Braz Morrone e dos policiais civis Everton Aires e Eduardo Jorge, presos temporariamente desde 2 de junho na Operação Perfidus.

No primeiro inquérito concluído, os três foram indiciados por subtração de entorpecentes e por elaborar um boletim de ocorrência com informações falsas para dar aparência de legalidade às ações investigadas.

Segundo a Polícia Civil, as provas apontam a participação dos investigados na retirada, distribuição e venda de drogas, além do recebimento do dinheiro obtido com o tráfico. O pedido de prisão preventiva foi baseado na gravidade dos crimes e nas provas reunidas.

Outros três inquéritos da Operação Perfidus seguem em andamento para apurar suspeitas de organização criminosa, lavagem de dinheiro e tráfico de drogas.

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