
Os telefones públicos, ou orelhões, se tornaram uma espécie de lixo urbano. Esses equipamentos, que um dia foram o principal meio de comunicação à distância da classe baixa e média, estão obsoletos devido à inserção em massa do aparelho celular nos estados de todo o mundo.
Na Paraíba, há cerca de 2.800 orelhões instalados, segundo a empresa de telefonia Oi, e no Brasil 116 mil ainda resistem ao avanço tecnológico. No entanto, mais da metade da demanda nacional (66%) registra, em média, menos de uma chamada por dia.
Em uma visita rápida pelas ruas de João Pessoa, não foi difícil encontrar vários desses equipamentos sem funcionar. Sujos, enferrujados, pichados e até quebrados, estavam esquecidos em um canto da via pública, à mercê do tempo.
Para a população, o serviço deveria estar ativado, ou ser extinto, caso não esteja servindo às comunidades.
Ao ser questionada sobre quem é a responsável pela manutenção dos orelhões, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) informou que a “concessionária deve manter os seus Telefones de Uso Público (TUPs – orelhões) em perfeitas condições de operação, funcionamento e conservação”.
No caso de João Pessoa, a empresa responsável pelos terminais, ativos e defeituosos, é a Oi. A determinação pela manutenção e operacionalização dos orelhões está prevista no art. 33 do Regulamento de Universalização do Serviço Telefônico Fixo Comutado Prestado no Regime Público (STFC), aprovado pela Resolução nº 754/2022.
Segundo a Agência, em caso de mau funcionamento dos telefones públicos, qualquer pessoa pode solicitar seu reparo, devidamente registrado, junto à concessionária, que por sua vez, tem que realizá-lo em no máximo até 24 horas.
Blog do BG PB com Jornal União


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