Brasil

Extração ilegal de areia se aproxima de R$ 20 bilhões ao ano

Com a alta do valor da areia para a construção civil, a arrecadação de fornecedores ilegais escalou e chegou perto dos R$ 20 bilhões em 2021, último ano para o qual há dados disponíveis. Em revisão inédita de um levantamento de 2015, realizada para a TV Brasil, o pesquisador Luiz Fernando Ramadon apontou que a areia pode chegar a uma média de 60% de ilegalidade. Os valores chegaram a cerca de R$ 9 bilhões em 2015. O garimpo de areia para infraestrutura e construção civil está entre as maiores atividades de mineração no país em volume, atrás apenas da mineração de ferro, e pode ter grande impacto ambiental.

A metodologia de Ramadon, que é policial federal e mestre em Gestão e Regulação de Recursos Hídricos pela Universidade do Estado d Rio de Janeiro (Uerj), estima a ilegalidade comparando-a à produção anual de cimento Portland, insumo que é carro-chefe do setor e que tem relação direta com o consumo local da areia. As perdas fiscais estimadas por Ramadon chegam aos R$ 370 milhões.

Essa exploração pode ocorrer diretamente em iniciativas sem registro ou mesmo quando uma empresa licenciada explora além da área permitida, o que só pode ser coibido por fiscalização constante e adequada.

Um perigo é a presença do crime organizado nessa atividade, que, segundo Ramadon, “não é uma constante, mas vem aumentando. Para se construir um condomínio ilegal em uma área ilegal ou de proteção ambiental, a milícia se infiltra em vários setores da construção civil, inclusive na de extração de areia”, disse. A TV Brasil noticiou uma operação, em março, que levou a apreensão de equipamentos usados na extração ilegal de areia em Seropédica e Itaguaí, na Baixada Fluminense.

O estudo encontrou índices de ilegalidade que chegam aos 58% no país. O Sudeste é a região que tem o maior consumo total, com 64 mil toneladas. A estimativa é que a região tenha 42% do mercado ilegal. No Nordeste, segundo maior consumidor, a taxa de ilegalidade é maior, chega a 86%, com 48.757 toneladas, o que representa quase um terço do total da extração ilegal desse minério no país e supera inclusive o volume total de areia extraída ilegalmente no Sudeste, onde o método estima 46.986 toneladas.

Também no Nordeste todos os estados enfrentam problemas de ilegalidade, que fica acima de 90% no Rio Grande do Norte (93,67%) e no Piauí (91,65%). Em volume, os maiores problemas estão na Bahia, onde quase 13 mil toneladas foram comercializadas ilegalmente, seguido do Ceará, com 7.500 toneladas, e Pernambuco, com 7.163 toneladas, um mercado que fatura até R$ 6 bilhões.

O resultado são ameaças, exploração descuidada e pressão contra comunidades locais, como nos relatou o historiador e ativista Casé Angatu Tupinambá. Morador da região de Ilhéus, ele nos disse que os locais onde há extração têm saída de caminhões. Segundo ele, na região “você tem pessoas que exploram a areia, elas são chamadas de mineradoras. Tem algumas que até conversam com os parentes, com os caciques, com as lideranças, mas têm outras que não existe diálogo. Eles não tiram a areia na parte que as pessoas conseguem ver, eles vão comendo a areia por dentro nas nascentes dos rios. Aí você mata todo o rio, porquê está pegando a areia lá no meio da Mata Atlântica, é a área de qualidade, né? É caçamba e caçamba de areia que sai”.

Segundo Angatu, algumas iniciativas prometem replantio e manutenção de área, o que não ocorre sempre.

Impactos

Além da pressão sobre a terra, que expõe populações rurais a ameaças e agressões, a questão ambiental também é um fator importante quando pensamos a ilegalidade. O professor Edilson Pizzato, do Instituto de Geociências da Universidade de São Paulo (USP), a extração sem os devidos cuidados pode levar a erosão e rompimento das cavas, com risco de alterar o regime hidrológico do entorno e contaminar as fontes de água com partículas, inclusive de rejeito, pois o material usado em construção civil passa por uma separação antes de ser embarcado em caminhões.

Como se trata de um material barato, o custo de transporte é muito relevante, então as cavas no entorno de cidades podem impactar uma quantidade considerável de pessoas. “Quando você faz uma cava, aquela parte que a água está subterrânea fica exposta ao ambiente, para todo tipo de poluente, desde químicos a orgânicos, além daqueles originados da erosão, partículas que ficarão suspensas nesse reservatório de água”, explica Pizzato.

Os projetos legalizados de exploração têm de ter planos de manejo e recuperação, com diminuição da área que ficará aberta e seu aproveitamento em outras atividades, como sua adaptação enquanto áreas públicas.

Por conta desses riscos, as cavas têm sido deslocadas para as franjas das cidades e exigem fiscalização constante. O avanço das áreas ocupadas por habitação e a poluição também são entraves. A dragagem de rios poluídos, como o Tietê, em São Paulo, produz uma areia que não tem aproveitamento na construção civil, pois tem graus muito elevados de contaminação.

Fiscalização

A fiscalização da extração de areia é complexa e envolve órgãos ambientais, Ministério Público e polícias em todas as esferas de governo. Em âmbito federal, ela depende de órgãos como a Agência Nacional de Mineração (ANM), antigo Departamento Nacional de Produção Mineral e o Ibama. As receitas, Federal e estaduais, e as polícias completam as estruturas de acompanhamento, fiscalização e repressão.

Embora o mercado de areia tenha aumentado em volume e valores desde 2015, a fiscalização teve diminuição, especialmente entre 2020 e 2022. Segundo o Ibama, entre 2017 e 2022 sua Coordenação de Licenciamento Ambiental de Mineração realizou 12 inspeções em empreendimentos licenciados. As vistorias em conjunto com outros órgãos geraram algumas dezenas de autos de infração nos últimos anos.

De 2017 para 2022 a queda foi em torno de 45%. Em 2017 e 2018 foram, respectivamente, 25 e 30 autos, respectivamente, caindo para 18 em 2019, 13 em 2020, outros 13 em 2021 e 14 em 2022.

Na ANM o cenário também é ruim. Em 2018, houve 797 ações presenciais de fiscalização. Somadas, as ações em 2020, 2021 e 2022 foram apenas 687, isso em lavras legalizadas, onde a presença de órgãos técnicos coíbe extração não declarada.

A reportagem entrou em contato com a assessoria da Polícia Federal mas não obteve resposta até a publicação.

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Brasil

PESQUISA FUTURA: Flávio Bolsonaro tem 50% e Lula, 46,6%, no 2º turno

Foto: Ricardo Stuckert/PR e Andressa Anholete/Agência Senado

Flávio Bolsonaro (PL) tem 50% das intenções de voto, contra 46,6% de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), na primeira pesquisa Futura Inteligência após o primeiro turno das eleições presidenciais.

A diferença é de 3,4 pontos percentuais, mas está dentro da margem de erro de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos.

Na rejeição, Lula registra 48,6%, enquanto Flávio tem 45,4%. Outros 1,2% rejeitam os dois candidatos, e 3% afirmam não rejeitar nenhum deles.

A Futura/100% Cidades entrevistou 2.000 eleitores em todo o país, entre os dias 7 e 10 de outubro, por meio de entrevistas por telefone. A margem de erro do levantamento é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com índice de confiança de 95%. A pesquisa foi realizada com recursos do próprio instituto e está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-00650/2026.

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Judiciário

JUSTIÇA: novos comércios da orla de JP precisam comprovar que sistema suporta demanda

Orla de João Pessoa

A Terceira Câmara Cível do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) acolheu recurso do Ministério Público da Paraíba (MPPB) e restabeleceu uma medida preventiva que condiciona novas autorizações para construções multifamiliares ou comerciais de grande porte e novas ligações de esgoto, nos trechos críticos da orla, à comprovação técnica de que o sistema público suporta o aumento da demanda.

A decisão alcança especialmente os trechos de Cabo Branco, Tambaú, Manaíra e Bessa e, de acordo com o Ministério Público, reforça o controle sobre o crescimento urbano em áreas ambientalmente sensíveis. O objetivo é prevenir o agravamento da poluição costeira e os riscos decorrentes da sobrecarga da infraestrutura de saneamento.

O recurso foi apresentado pelo promotor de Justiça Ricardo Alex Almeida Lins, no âmbito da atuação da Promotoria de Justiça de João Pessoa como fiscal da ordem jurídica.

A iniciativa contestou uma decisão de primeira instância que havia retirado a exigência preventiva e a substituído pela obrigação da Prefeitura de João Pessoa e da Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa) comunicarem mensalmente as novas autorizações e ligações realizadas.

Danos ambientais

Ao recorrer, a Promotoria sustentou que informar as intervenções depois de autorizadas seria insuficiente para evitar danos ambientais. Defendeu que a capacidade da rede deve ser demonstrada antes da ampliação da carga de esgoto, especialmente diante das incertezas técnicas sobre a infraestrutura disponível nos trechos críticos da orla.

Esse entendimento foi acolhido pelo Tribunal. No voto acompanhado pelo colegiado, o relator, juiz convocado Manuel Maria Antunes de Melo, destacou que a comunicação posterior não oferece a proteção necessária para impedir a ocorrência de danos. O acórdão reafirmou a necessidade de medidas imediatas de prevenção enquanto são construídas soluções duradouras para o saneamento da região.

Na prática, a Prefeitura de João Pessoa e a Cagepa deverão observar a exigência de comprovação técnica individualizada da capacidade do sistema perante os órgãos fiscalizadores competentes. Essa documentação também deverá ser apresentada no processo, permitindo a análise do Ministério Público e o controle judicial. Comprovado que o trecho da rede comporta a demanda projetada, as autorizações e ligações poderão ser concedidas na esfera administrativa.

O julgamento também reconheceu que o Ministério Público não foi regularmente intimado para uma audiência pública cujas informações fundamentaram a retirada da restrição. Para o Tribunal, a ausência de participação ministerial comprometeu a validade da decisão nesse ponto. O reconhecimento reforça a importância da presença do MPPB nos debates e nas decisões que afetam o meio ambiente e os interesses da coletividade.

A atuação institucional contou, ainda, com parecer favorável da procuradora de Justiça Vasti Cléa Marinho da Costa Lopes, que se manifestou pelo acolhimento do recurso ministerial.

Ação

A ação civil pública foi ajuizada pelo Instituto Protecionista SOS Animais e Plantas contra o Município de João Pessoa, a Cagepa, a Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema) e o Estado da Paraíba. O processo trata de danos ambientais relacionados ao lançamento de esgoto não tratado nas praias urbanas da capital.

Além de restabelecer a proteção preventiva, o Tribunal recomendou a conclusão do diagnóstico técnico e a construção de um plano de atuação coordenada entre os órgãos envolvidos, com metas, responsabilidades e acompanhamento dos resultados. A ação prossegue na 4ª Vara da Fazenda Pública da Capital, e as medidas poderão ser reavaliadas por decisão fundamentada, diante de novos elementos técnicos.

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CMJP

VÍDEO: Estarrecido, Fábio Carneiro cobra retratação de Motta e Nabor após ataques a Eduardo Carneiro


O vereador de João Pessoa, Fábio Carneiro, afirmou estar “estarrecido” com os ataques pessoais direcionados ao irmão, o deputado estadual reeleito Eduardo Carneiro, apenas dois dias após as eleições.

Em vídeo publicado nesta terça-feira (13) o parlamentar cobrou uma retratação pública dos aliados do governador Lucas Ribeiro e afirmou esperar um pedido de desculpas ao deputado.

A reação acontece em meio às articulações para a eleição da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB). Eduardo Carneiro passou a ser citado nos bastidores como um dos nomes cotados para disputar a presidência da Casa, o que teria provocado reações dentro do grupo governista.

Fábio lembrou que ele e Eduardo Carneiro estiveram ao lado do grupo político de Hugo Motta e de Nabor Wanderley durante o processo eleitoral e que contribuíram para o fortalecimento do Republicanos na Paraíba.

Segundo o vereador, justamente por esse histórico de apoio, os ataques direcionados ao irmão causaram surpresa e indignação. Para Fábio, eventuais divergências políticas em torno da eleição da Mesa da ALPB não justificariam ataques de caráter pessoal.

No vídeo, o vereador afirma esperar que Motta e Nabor reconheçam o excesso e apresentem um pedido de desculpas a Eduardo Carneiro.

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Celebridades

LUTO NA MÚSICA: Morre o cantor baiano Netinho, aos 60 anos, após tratamento contra câncer

O cantor baiano Netinho, um dos nomes conhecidos do axé music, morreu nesta terça-feira (13), aos 60 anos, em um hospital de Salvador. O artista enfrentava um câncer do sistema linfático há mais de um ano.

Netinho ficou conhecido por músicas como “Beijo na Boca”, “Fim de Semana” e “Mila”, um dos maiores sucessos de sua carreira e símbolo do axé music.

O cantor anunciou o diagnóstico de câncer do sistema linfático em 22 de março de 2025, após ser internado no Hospital Aliança Star, na capital baiana, com fortes dores nas pernas. Desde então, compartilhou etapas do tratamento pela internet.

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Paraíba

DIVERGÊNCIA: Daniella Ribeiro declara apoio a Lula e contraria direção nacional do Progressistas

Foto: Ricardo Stuckert

A senadora Daniella Ribeiro (PP-PB) confirmou apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno, marcado para 25 de outubro. Nas redes sociais, ela relembrou a pandemia de Covid-19 e citou parcerias entre o Governo Federal e a Paraíba.

Ao publicar uma foto com Lula, Daniella recordou um encontro com o presidente na garagem de seu prédio, em Brasília, durante a crise sanitária. “Enquanto o outro lado optou pelo negacionismo, contra as vacinas, ficamos com a ciência, pela vida! Não podemos esquecer os 700 mil mortos de COVID-19”, escreveu.

A senadora também destacou ações realizadas em parceria com o Governo Federal, como o programa Antes que Aconteça, desenvolvido com participação do Ministério da Justiça. Ela afirmou que seguirá a orientação do governador Lucas Ribeiro (PP) no apoio ao presidente. “Seguimos a orientação do governador Lucas Ribeiro e, no dia 25 de outubro, continuaremos com Lula! É 13 nas urnas!”, declarou.

O apoio segue a posição de Lucas Ribeiro, mas diverge da direção nacional do PP, que decidiu apoiar Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na disputa presidencial.

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Política

BTG/NEXUS: 51% dizem que não votariam em Lula “de jeito nenhum”; 47% dizem o mesmo sobre Flávio Bolsonaro

(Marcelo Camargo/Agência Brasil/Waldemir Barreto/Agência Senado/Divulgação)

Levantamento BTG/Nexus divulgado nesta terça-feira (13) mostra que 51% dos eleitores declararam que não votariam “de jeito nenhum” no presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para presidente da República.

Segundo a pesquisa, 47% responderam o mesmo em relação ao senador Flávio Bolsonaro (PL).

Metodologia

O levantamento entrevistou 2.002 eleitores de 10 a 12 de outubro de 2026. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos. O grau de confiança do levantamento é de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-07997/2026. 

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Política

Senado retoma hoje debate sobre fim da escala 6×1; votação é prevista para amanhã

Jonas Pereira/Agência Senado

O Senado retoma, nesta terça-feira (13), a discussão da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que acaba com a escala 6×1. A votação em primeiro turno está prevista para quarta-feira (14), após a quinta e última sessão de debate.

Para aprovar a proposta, são necessários 49 votos favoráveis em dois turnos. O governo tenta viabilizar um calendário especial para acelerar a votação e dispensar o intervalo entre as duas etapas. Sem isso, não será possível concluir a análise antes do segundo turno das eleições, em 25 de outubro.

A oposição quer adiar a votação para depois do pleito. O líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), classificou a discussão como “oportunista” e afirmou que votar um tema desse tamanho durante o período eleitoral “não faz bem ao país”. Segundo ele, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está “desesperado” para se reconectar com o eleitorado.

Aliados de Flávio Bolsonaro (PL) temem que a proposta beneficie Lula, mas avaliam que votar contra o fim da escala 6×1 também pode prejudicar a campanha do senador. Apesar das críticas, Flávio deve votar a favor do texto.

O que diz a PEC

O texto prevê cinco dias de trabalho e dois de descanso por semana, com jornada de 40 horas semanais. Se aprovada, a medida entrará em vigor 60 dias após a promulgação, com redução gradual da jornada de 44 para 42 horas e, depois, para 40 horas.

A proposta também estabelece duas folgas por semana, sendo uma delas preferencialmente aos domingos, ou distribuídas ao longo do mês.

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Política

PESQUISA PODERDATA/AYA: Flávio Bolsonaro tem 51% dos votos válidos no 2º turno; Lula, 49%

divulgação

Uma pesquisa do PoderData/AYA, divulgada nesta terça-feira (13), mostra o senador Flávio Bolsonaro (PL) com 51% das intenções de voto em um cenário estimado para a disputa de segundo turno contra o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que tem 49%.

O cenário considera somente os votos válidos, descartando brancos e nulos. Como a margem de erro do levantamento é de 1,8 ponto percentual, os candidatos estão empatados tecnicamente.

Na pesquisa anterior, divulgada na última quinta-feira (8), Flávio tinha 53%, enquanto Lula registrava 47%.

Metodologia

A PoderData/AYA entrevistou 3.000 eleitores em todo o país, entre os dias 10 e 12 de outubro, através de entrevistas por telefone. A margem de erro do levantamento é de 1,8 ponto percentual, para mais ou para menos, com índice de confiança de 95%.

A pesquisa foi realizada com recursos próprios do instituto e está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-01209/2026.

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Paraíba

Motorista da caminhonete envolvida em acidente que matou motociclista em JP se entrega à polícia

Reprodução

O motorista da caminhonete envolvida no acidente que matou o motociclista Anderson França, de 35 anos, em João Pessoa, se entregou à Polícia Militar nesta segunda-feira (12). Ele foi identificado como Itálo Jansen de Melo Chaves.

Segundo a PM, o motorista foi levado à Central de Flagrantes, no bairro do Geisel, após o advogado informar que o cliente queria se entregar.

À TV Cabo Branco, o advogado Robério Capistrano afirmou que Itálo não teve intenção de provocar o acidente e negou que ele tenha ingerido bebida alcoólica.

De acordo com as informações, o motorista já tinha passagem pela polícia por violência doméstica e outro crime de trânsito. O delegado Sylvio Rabelo informou que Itálo pode responder por homicídio com dolo eventual, quando a pessoa assume o risco de provocar a morte de alguém.

O acidente aconteceu na madrugada desta segunda-feira (12), quando a moto conduzida por Anderson colidiu com a caminhonete.

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Política

SEM CHANCE: Flávio Bolsonaro avisa ao Centrão que não apoiará recondução de Motta e Alcolumbre

O candidato à Presidência da República pelo PL, Flávio Bolsonaro, avisou a lideranças do Centrão que não pretende apoiar a permanência de Hugo Motta (Republicanos-PB) e Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) no comando da Câmara dos Deputados e do Senado, respectivamente, a partir de 2027.

O recado foi dado durante as negociações que aproximaram União Brasil, PP e Republicanos da candidatura do PL no segundo turno. Flávio rejeitou acordos para a recondução dos atuais presidentes das duas Casas.

O presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira, admitiu a dificuldade de encontrar uma solução favorável a Hugo Motta. “Infelizmente, não. Eu tentei”, afirmou à CNN Brasil.

Já Ciro Nogueira, presidente nacional do PP, sinalizou a pessoas próximas que pretende escolher em quais disputas pelo comando do Congresso vai se envolver. Segundo uma fonte próxima, ele disse ser preciso “escolher suas brigas”. Antônio Rueda, do União Brasil, também não teria tentado avançar em um acordo para manter Alcolumbre no cargo.

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