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O promotor Sócrates da Costa Agra, do Ministério Público da Paraíba (MPPB), disse que os investidores que sentiram prejudicados pela Braiscompany não precisam entrar com ações individuais na Justiça, pois a órgão está buscando reparar o dano coletivo ao ajuizar ação contra a empresa. A declaração foi dada, nesta quinta-feira (16).
“Vale salientar que nossa ação é em benefício de todos. Qualquer decisão vem em favor dos investidores, que não precisam entrar com ação individual porque o Ministério Público está fazendo esse papel para reparar o dano coletivo”, explicou o promotor.
“Hoje nós vamos entrar com ação cautelar objetivando, acima de tudo, o resguardo dos valores devidos aos consumidores e investidores. Vamos pedir arresto e sequestro e penhora de bens, inclusive pertences que foram vendidos nesses 120 dias anteriores à denúncia”, completou o promotor. Os bens vendidos nesse período foram o avião da Braiscompany e a mansão do casal dono da empresa.
Ainda segundo o promotor, “vamos entrar com um cautelar e, daqui a 30 dias, havemos de postergar uma ação civil pública com mais elementos relatando todos os fatos que ocorreram. Nós buscamos o ressarcimento dos valores em prol dos investidores.”
O promotor relatou, também, que houve “má vontade da empresa em prestar esclarecimentos que se faziam necessários ao Ministério Público. Então, notificada, a empresa não compareceu à audiência de conciliação. Daí é que surgiu a disponibilidade do Ministério Público, através da Promotoria de Campina Grande, de instaurar o procedimento que é a Notícia de Fato. Infelizmente, em face da ausência do representante legal, nem tampouco de um advogado, notificamos a empresa e formulamos algumas perguntas que não foram respondidas no prazo legal e pediram mais prazos.”
clickPB



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