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15 famílias que residem em um prédio desocupado há mais de 30 anos, em regime de ocupação, estão preocupadas com a situação de vulnerabilidade, agravada dia após dia, por enfrentar a fome e a ausência de condições básicas.
Nessa busca pela sobrevivência, algumas famílias têm procurado o espaço de preservação de Mata Atlântica, na zona de risco para deslizamento da barreira do Cabo Branco, como abrigo.
No espaço, parte da vegetação foi derrubada para dar lugar a barracos que servem de apoio para diversos moradores em situação de rua e do prédio que se reúnem, também, para compartilhar o alimento que
conseguem.
Além disso, com a intensa movimentação no perímetro, cresce o acúmulo de lixo nas áreas de preservação.
Quem reside no prédio abandonado com a família (não quis se identificar) e frequenta um dos barracos na área de Mata Atlântica, relatou os momentos de tensão que as famílias precisam viver, justificando
as ocupações irregulares.
“A gente vive aqui sem ter certeza de nada. Lá no prédio (uma edificação abandonada no Altiplano Cabo Branco) a gente não tem segurança, não tem energia, não tem condições. Se qualquer pessoa for lá,
vai ver. Eu moro lá com meus filhos, minha família, e tem dias de chuva em que a gente escuta a estrutura do prédio rangendo. A sensação é que tudo aquilo pode cair a qualquer momento e a gente fica tentando outras coisas, estar na rua não é bom”, afirmou.
Ainda de acordo com relatos de moradores que estavam no local e pediram para não serem identificados, os barracos montados na área de preservação já existem há um tempo, mas são constantemente retirados pela Prefeitura de João Pessoa, responsável por administrar e cuidar do local. Na região visitada, alguns destroços de móveis que serviam de parede ainda estavam acumulados desde a última remoção.
Blog do BG PB com União



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