
Um documento do Ministério Público de São Paulo (MPSP) denuncia o então tenente Nivaldo César Restivo, do 2º Batalhão de Choque da PM, como um dos oficiais que participaram da operação de varredura no complexo penitenciário do Carandiru, logo após 111 presos serem mortos, em 1992, no episódio conhecido como Massacre do Carandiru.
Atualmente coronel, além de secretário da Administração Penitenciária (SAP) paulista, Restivo foi escolhido para assumir a Secretaria Nacional de Políticas Penais por Flávio Dino (PSB), futuro ministro da Justiça e Segurança Pública do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O documento do Ministério Público, mostra que 94 presos foram feridos por policiais militares durante a operação de varredura. Nele, Restivo é denunciado por omissão, por ser um dos comandantes do 2º Batalhão de Choque.
Dos 94 presos agredidos, nove foram mordidos por cães, seis golpeados por facas ou estiletes e 79 espancados com cassetetes, coronhadas “de armas diversas” e pedaços de pau, além de socos e chutes.
Metrópoles



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