
Problemas de circulação nos membros inferiores e infecções são só algumas das alterações que podem ocorrer em pessoas com a diabetes não controlada. A questão se agrava quando as complicações provocam o aumento de feridas que não cicatrizam e podem levar a situações preocupantes, chegando até à necessidade de amputação, em alguns casos.
De acordo com o médico e professor Francisco Chavier Vieira Bandeira, da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), mais de 30% dos pacientes diabéticos desenvolvem uma úlcera nos pés ao longo da vida e 85% das amputações nos diabéticos têm como causa inicial uma úlcera nos pés.
Nesse sentido, um grupo de alunos de medicina, coordenado pelo professor Francisco Bandeira, do Departamento de Cirurgia do Centro de Ciências Médicas da UFPB (CCM), desenvolve o projeto “Intervenção educativa contínua para conscientização da população sobre os cuidados com o pé diabético”.
Iniciado em 2016, o projeto de abordagem educativa alcança cerca de 100 pacientes do Hospital Universitário Lauro Wanderley (HULW), por semestre, com orientações sobre os cuidados com os pés dos diabéticos. “Uma das principais orientações é sobre como evitar a micose, a exemplo da frieira, entre os dedos, que é uma porta de entrada para infecção e, se não tratada, a infecção pode iniciar, ascender e terminar em uma amputação do pé ou da perna, ou até da coxa e, dependendo da evolução, pode até causar a morte do paciente”, exemplificou o professor Francisco Chavier Vieira Bandeira
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